quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ANO NOVO

Chegados ao fim de mais um ano amanha é um novo dia, com a diferença que começa também um novo ano. Estramos numa nova década!
A terminou foi um completo desastre em muitas áreas, mas como é um momento de esperança, não vale a pena recordar.
Tenhamos fé e esperança que o futuro será mais risonho.
Que a justiça em Portugal entre nos carris. O caso "Freeport" vai ultrapassar o record do caso "Casa Pia".
Acreditemos que surjam homens com estatura e valores para levar este Portugal para outro rumo mais perfeito e justo.
Não podendo pedir que tudo aconteça de melhor nessa medida em todo o Mundo. Acredito que também Angola e o seu povo esteja entre os escolhidos para terem melhor sorte no novo ano.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Bettencourt: «Sporting precisa de vender jogadores»

- Vai ser inevitável vender jogadores?

- O Sporting tem de criar "turn over". Fez-se um esforço para não vender de forma a dar maturação à equipa. No ano passado o esforço valeu ficarmos a 4 pontos do campeão. Nem sequer tivemos a recompensa de entrarmos na Liga dos Campeões.

- Está arrependido de não ter seguido essa política, sabendo que as transferências geram emoções que levam mais gente aos estádios?

- Entrei no começo da época. As eleições calharam numa altura já muito adiantada e, portanto, não havia essa possibilidade. No entanto, é óbvio que o Sporting precisa de vender jogadores. Devo dizer que apesar do reduzido número de reforços, por altura da transferência do Matías Fernández, a venda das lojas estava acima do ano passado. Isto quer dizer que houve um certo elã.

- Porque acha que tem havido um decréscimo de assistências?

- Houve demérito nosso, com fracas exibições, e mérito dos nossos rivais. Ainda assim, o Sporting está mais imune, uma vez que a elasticidade de assistências é maior noutros clubes. A flutuação de espectadores em Alvalade, nos bons e nos maus momentos, não é tão grande como noutros estádios.

Por José

PROPOSTA DA REFORMA FISCAL, dá para reflectir

As mais-valias obtidas nos mercados de capitais devem ser mais tributadas, sugere o grupo de trabalho para o estudo da política fiscal, nomeado pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. O relatório é hoje apresentado no Ministério das Finanças.

“A generosidade fiscal que, entre nós, existe relativamente às mais-valias obtidas na alienação de valores mobiliários – em particular das acções – é frequentemente considerada fonte de manifesta injustiça fiscal”, refere o relatório. “A nosso ver (...), a perda de receita e a redução da equidade parecem-nos bem mais importantes do que um suposto factor de apoio ao mercado de capitais. Em países como a Espanha ou o Reino Unido, para citar apenas dois exemplos, tributam-se estes ganhos e não é por isso que o seu mercado de capitais se ressente.”

Actualmente, essas mais-valias estão isentas de imposto, caso sejam geradas por acções detidas há mais de um ano, ou pagam 10 por cento, se detidas há menos de um ano. As mais-valias podem ser englobadas no rendimento total do contribuinte, mas apenas metade pagará imposto.

Apesar da visível injustiça face a outro tipo de rendimentos – nomeadamente do trabalho ou das pensões –, esta ideia promete ser polémica. Em 2000, o Governo de António Guterres tentou fazer com que ascentenas de milhões de contos anuais de mais-valias “pagassem” para o Estado. Mas a reforma Pina Moura, defendida até exaustão pelo seu secretário de Estado Ricardo Sá Fernandes, provocou uma forte reacção empresarial, avisos de fugas de capitais, veementes reacções da banca. E, apesar da maioria à esquerda no Parlamento, o Governo recuou e a iniciativa acabaria por ser abortada em 2002 com o Governo Durão Barroso, era Manuela Ferreira Leite ministra das Finanças.

Rever o sistema fiscal

O grupo de trabalho foi criado em Janeiro passado com o fim de “proceder à análise da política fiscal”, com “especial ênfase aos objectivos da competitividade, eficiência e justiça do sistema fiscal”, num quadro de equilíbrio orçamental a prazo.

Cinco subgrupos coordenados por António Carlos Santos, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo Guterres, e António Ferreira Martins, debruçaram-se sobre novas tendências da política orçamental, reforma da tributação do rendimento e do património, fiscalidade indirecta e uma nova relação tributária com os contribuintes. O relatório final possui mais de 700 páginas.

Simplificação no IRS

Uma das principais sugestões é a clarificação da tributação sobre o rendimento. Opta-se por melhorar a actual “semidualização do IRS”.

Quando o IRS foi criado, a ideia era que todo o rendimento ficasse sujeito às mesmas taxas, definidas por escalões e progressivas – quem mais tinha, pagava mais. Mas esse espírito “puro” do IRS nunca foi aplicado. Parte dos rendimentos ficou sujeita a taxas progressivas e outra a uma taxa única. A proposta é manter essa separação.

Os rendimentos do trabalho (dependente e independente), pensões e regimes de imputação ficariam sujeitos a taxas progressivas. Os rendimentos de capitais, prediais e mais-valias pagariam uma taxa única de 20 por cento. Todas as taxas liberatórias vigentes desapareceriam.

A vantagem seria simplificar o complexo sistema de taxas e clarificar o sistema fiscal, aproximando-o do espanhol e sem impedir uma evolução futura. Ou seja, o regresso ao espírito “puro” do IRS, ou a uma única taxa sobre qualquer rendimento (flat-rate, surgida na Europa de Leste e América Latina).

Este agravamento da tributação poderia ser utilizado para argumentar que iria provocar uma quebra do investimento directo estrangeiro. Ora, o grupo de trabalho critica esta ideia. Mais importante será “a lentidão da justiça fiscal, a frequência das alterações legislativas e a importância do ‘direito circulatório’ da administração e sua deficiente divulgação”. Como elementos positivos, menciona-se o alargamento substancial da rede de acordos de dupla tributação, as medidas de simplificação administrativa e a descida da taxa do IRC.

Grandes fortunas de fora

E se os autores não encontram dificuldades em introduzir um agravamento na tributação das mais-valias, o mesmo não se passa em relação às grandes fortunas. A Constituição refere que a tributação do património deve “contribuir para a igualdade dos cidadãos”, mas a sua aplicação não é linear.

O grupo de trabalho aceita que o património não se deva cingir ao imobiliário, e abarque títulos, acções, jóias, obras de arte, numerário, etc. Faz ainda eco das críticas à extinção do imposto sucessório, por pressão do Partido Popular. E defende que a tributação das grandes fortunas é tema de debate. Mas se o grupo de trabalho concorda com a equidade da medida, salienta a dificuldade em aplicá-la, dada a “mobilidade internacional das formas de riqueza mobiliária”. O exemplo francês não teve “consequências dignas de registo na receita fiscal”, lembram os autores.

Nova dedução específica

Em matéria de IRS, o documento que é hoje apresentado defende ainda uma maior dedução específica para os assalariados e pensionistas, uma maior aproximação das tabelas de retenção na fonte à realidade, de forma a evitar “a retenção em excesso” e a possibilidade de os casais poderem entregar a declaração de IRS em separado.

Na prática, o grupo considera que a actual dedução específica, que se cinge aos descontos para a segurança social, deveria incluir ainda as quotizações para ordens profissionais e as despesas de formação profissional.

O grupo de trabalho defende também que há urgência em introduzir o regime de tributação separada dos casados, porque existe desde uma desigualdade face às uniões de facto “até à consideração das disparidades existentes entre a obrigatoriedade fiscalmente imposta de declarações conjuntas e as realidades de gestão autónoma do rendimento e património pelos membros do casal”. As deduções relativas aos dependentes deveriam ser “repartidas entre os cônjuges”.

Por João Ramos Almeida (LUSA)

GRANDE ENSINAMENTO

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

VERDADE 99

Sem papas na língua, sigam:

http://www.youtube.com/watch?v=HbBjOs8gE5w

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

CITANDO CLARA FERREIRA ALVES - EXPRESSO

Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

ALCOCHETE







CURSO SEGURANÇA E COMBATE AO TERRORISMO

domingo, 27 de dezembro de 2009

APOIO A ANGOLA


No próximo mês Angola organiza uma grande competição de futebol, não podendo estar presente para viver com intensidade deixo aqui os meus votos de maior êxito a todos os niveis e façam melhor que Portugal fez em 2004.

ARBITRAGEM

COMPETIÇÕES DA FAP
NAÇÕES UNIDAS EM ANGOLA
ANGOLA
ANGOLA
ANGOLA
SÃO TOMÉ E PRINCÍPE

SEGURANÇA DE VOO

CONDECORAÇÃO EM ANGOLA

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

NATAL

Escrever no dia 25 de Dezembro é recordar muitos factos ocorridos. Desde os tempos que vivia o dia de Natal no calor longe das tempestades agrestes da Europa. É recordar dos tempos em que não há memória de ouvir falar de problemas na humanidade como os actuais. Quantos neste momento não têm um grão de arroz para festejar o dia em que o Livro da Lei Sagrada nos repete para o nascimento de Jesus Cristo.
Hoje, em Portugal vivemos uma situação complexa e tendente a actos de conflitos.
Os portugueses são governados por uma teia de interesses que tem conduzido a Nação para o abismo. Será que estamos perto dos episódios que se vivem na Grécia?
Agora para desviar as atenções, os incapazes na governação querem fazer aprovar legislação que conduzirá a tratar de igual modo quem sofre de perturbações (é doente) com aqueles que estão sãos. Se consideramos doentes todos aqueles que possuem anomalias ao padrão do ser humano, porque não se incluem neste grupo os homossexuais?
Têm ou não anomalias que os diferenciam do padrão normal do Homem ou Mulher?
Quando é que os portugueses acabam com o comodismo de deixar que os outros decidam por eles, em matérias que respeitam aos seus valores de sustentação e consolidação do País secular?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O PRAZER DE COLABORAR COM A COMBINED

As boas práticas devem ser divulgadas, é possivel ter grandes funções e conviver em pressão comercial e praticar desporto para aliviar o stress, tal como o faz no Sporting o grande Mergulhão entre outros.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

VERDADE 98

Citando o SOL/Lusa

Este sr. Amadeu Lima de Carvalho era administrador da Universidade onde o Vara e o Sócrates tiraram os cursos que ostentam e aparecia nas AG’s do SCP,
em lugares de destque, com “penteadinhos de gel” e “fatinhos de alpaca”.

O artigo de o SOL é muito curioso e merece ser lido apesar de (aparentemente) não se reportar ao SCP.

Foi este sr. o intermediário/comissionista da venda do património efectuada pelo presidente Filipe Soares Franco com a promessa de redução do Passivo que não se
verificou nos termos anunciados na operação.

Sabem quantos milhões de euros o SCP pagou de comissões a este seríssimo sr. da nossa praça?

Consta que foram dois milhões!!!

E há quem diga que se não tem ido dentro hoje era candidato a Presidente do SCP e da SAD…



Universidade Independente – SOL – 4DEZ2009

Lima de Carvalho revela desvio de dinheiro para financiar campanha do PSD e viagens de deputados, arguido no caso da Universidade Independente (UNI), revelou hoje em tribunal que o dinheiro da UNI serviu para financiar uma campanha política do PSD, a eleição de um bastonário dos advogados e pagar viagens de deputados

Amadeu Lima de Carvalho, accionista maioritário da SIDES (empresa detentora da extinta UNI), falava no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), na instrução do caso UNI, em que é acusado de 46 crimes, incluindo branqueamento de capitais, burla qualificada, corrupção e fraude fiscal.
Questionado sobre o alegado desvio de dinheiro da SIDES, Lima de Carvalho denunciou que 90 mil € serviram para financiar a campanha do ex-Bastonário da Ordem dos Advogados Rogério Alves, uma campanha da Associação Sindical dos Juízes através da então mulher do também arguido Rui Verde e para pagar viagens a deputados da Assembleia da República a Inglaterra para aprenderem inglês.
Das verbas supostamente desviadas da UNI, o arguido revelou também que 150 mil € serviram para financiar uma campanha eleitoral do PSD em Santarém, por intermédio do então vice-reitor Rui Verde, sem adiantar mais pormenores.
Lima de Carvalho acusou ainda vários funcionários do BCP de terem falsificado uma garantia bancária de um milhão de euros para beneficiar Rui Verde, para que este lhe pagasse dívidas pessoais e da então mulher (a juíza Isabel Magalhães).
Este assunto, garantiu, está a ser objecto de uma acção executiva (cobrança de dívidas).
O arguido afirmou ainda que os empréstimos feitos em nome da SIDES no BES e na Caixa de Crédito Agrícola de Sintra, no valor de vários milhões de euros, "não foram para benefício daquela sociedade", detentora da UNI.
Garantindo não ter dívidas à banca enquanto accionista da SIDES, Amadeu Lima de Carvalho revelou que, a título pessoal e já após a sua detenção em Março de 2007, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) lhe emprestou um milhão de €, mediante hipoteca da sua casa, tendo admitido em tribunal que há cinco anos que não declara rendimentos, nem paga IRS.
Quanto ao encerramento compulsivo da UNI, Lima de Carvalho garantiu que a instituição foi encerrada por ordem do primeiro-ministro, José Sócrates, entendendo que este antigo aluno da UNI «foi enganado».
Quanto à polémica sobre a credibilidade das licenciaturas na extinta UNI, o arguido chamou «ingrato» a Armando Vara, alegadamente por este ter dito publicamente que estava arrependido de se ter licenciado na UNI, e lembrou que o ex-ministro socialista "dois dias depois de ter terminado a licenciatura era administrador da CGD".
A audição de Lima de Carvalho prossegue no dia 15, sendo sua intenção pedir a nulidade do processo, alegando que «corrupção, branqueamento e fraude fiscal não são crimes da competência do Tribunal de Instrução Criminal, que ordenou a sua prisão preventiva durante noves meses, mas sim do TCIC».
Em Fevereiro último, após uma investigação iniciada em 2006, o Ministério Público deduziu acusação contra 26 arguidos (pessoas singulares e colectivas) por crimes de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, abuso de confiança qualificada, falsificação de documento, burla qualificada, corrupção activa/passiva e branqueamento de capitais, entre outros ilícitos.
Na sequência do caso, a UNI foi encerrada compulsivamente a 2 de Agosto de 2007 pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago.
Lusa/SOL

domingo, 13 de dezembro de 2009

O SUPER LUXO DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

Tanto se fala em crise, em défice orçamental, mas isso serve apenas para sacar mais impostos e impor mais restrições aos desgraçados trabalhadores por conta de outrem que têm de pagar sem poder refilar.
Os Poderosos do Poder dispõem de toda a liberdade para obter os maiores benefícios. Metem as mãos nos dinheiros públicos (de todos nós) sem escrúpulos, sem vergonha, sem pudor.

Como pode progredir um País assim saqueado permanentemente pela pessoas que deviam dar o
exemplo de seriedade?
Em quem podemos confiar quando os mais altos responsáveis dão estes exemplos de saque?
É indigno!!.
Aqui vai mais um bom exemplo
O Tribunal Constitucional é um tribunal de nomeação politica e , por esse facto, resolveram comprar automóveis de Luxo e Super Luxo para cada um dos 'Juízes' ( de nomeação política ) .
Estes carros são utilizados pelos Juízes - num total de 13 Juízes - para todo o serviço, precisamente como acontece nas grandes Empresas.
1- O Presidente tem um BMW 740 D (129.245 EUR / 25.849 contos)

2- O Vice-Presidente: BMW 530 D ( 72.664 EUR /14.533 contos)

3- Os restantes 11 Juízes têm BMW 320 D ( 42.145 EUR / 8.429 contos , cada )

Portanto, uma frota automóvel no valor de 665.504 EUR/ 133.101 contos
( muito mais de meio milhão de Euros?!!!)
É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a carro como
parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal).
A que propósito? Pura ostentação! Ninguém se indigna?! É normal?
Quem é que autorizou este disparate?
É possível?
Isto só na República da Bananas?!!!!!!!!
Direito a viatura para uso pessoal, tudo bem! De acordo com as funções
e à dignidade inerente. Que a viatura não seja um 'chaço', TUDO BEM! É
lógico, compreensível.
Mas que ao mesmo tempo que o Governo sobrecarrega os portugueses em
geral e continua a impor restrições os seus servidores públicos (já se
esqueceram dos anos sem aumentos ou com aumentos sempre abaixo da taxa
real de inflação), compra justamente as viaturas mais caras, super luxo.

Não é aceitável, não se pode compreender,...

A BRAVURA



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

DIA INTERNACIONAL COMBATE À CORRUPÇÃO

Há tantos dias para alertar para tudo e mais alguma coisa. Este dia 9 de Dezembro é de enorme importância na formação das novas gerações, ou seja os governantes de amanhã.
O tema foi pouco explorado e desenvolvido.
No entanto, não deixo de estar satisfeito com o contributo que tenho dado para limpar alguma coisa nas nossas sociedades.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

CITANDO PAUL KENNEDY

O fim do dólar como divisa suprema?

O abuso do dólar norte-americano no financiamento da dívida pública dos EUA e a emergencia de países como a China, a Índia e o Brasil, entre outros, colocam na ordem do dia o papel do dólar como meio de pagamento internacional por excelência, embora, “dado o actual nervosismo dos mercados mundiais é tão possível que vejamos uma melhoria do câmbio do dólar como uma queda repentina”. O autor do texto, Paul Kennedy, director de Estudos sobre Segurança Internacional da Universidade de Yale chega mesmo a afirmar que, “se fosse gestor de dinheiro interessado em proteger interesses futuros dos meus clientes, julgo que olharia com mais cuidado a distribuição das minhas carteiras, apenas para assegurar que, quando chegasse a hora de «prestar contas», não parecesse totalmente desactualizado”.


Está em curso um interessantíssimo debate sobre o destino do dólar estadunidense a longo prazo como principal divisa para as transacções em moeda estrangeira e, o que é mais importante, para as reservas de divisas dos Governos nacionais, empresas multinacionais e produtores de petróleo, gás e restantes matérias-primas.

Na cimeira do G-20 que se realizou em Londres no passado mês de Abril, chamou a atenção dos jornalistas o facto de o Fundo Monetário Internacional receber dotação de 250.000 milhões de dólares em direitos especiais de saque. Dois meses depois, a questão voltou a surgir em Ekaterimburg (Rússia). A reunião dos líderes dos países do BRIC (Brasil, Rússia Índia e China) sugeriu aos comentaristas que uma coligação internacional de Estados emergentes poderia tirar o tapete debaixo dos pés do Tio Sam, em parte devido aos paíse que mudaram as suas divisas do dólar para essas unidades de conta do FMI.

Uma interpretação generosa de toda esta «confabulação» internacional é que, na relidade, é melhor para o mundo que as suas transacções monetárias se baseiem num «leque» internacional de divisas que numa só, pois, se esta cai por culpa da má gestão do seu Governo, poderá levar à ruína muitos actores inocentes, particularmente os Estados mais pobres que dependem do dólar estadunidense. Não foi o que propôs o economista John Maynard Keynes em 1944, a fim de evitar um mundo baseado num dólar que acabara por sofrer a maldição de carregar demasiado peso aos ombros?

Teria sido positivo para a comunidade internacional e para os Estados Unidos. Por que razão teria de cambalear o Titã Cansado sob o destino excessivo da sua carga ser a suprema divisa? Mas Washington, com todos os dólares que tinha no bolso, vetou o plano Keynes. Como é evidente por ser o mais forte. Além disso, o que possuir a divisa mais forte pode ter enorme deficit comerciais e de conta-corrente sem que seja por isso penalizado; um país com uma divisa pouco importante comoa Islândia ou a Coreia do sul não se pode dar a esse luxo.

Outra interpretação mais desagradável neste momento de acabar com a hegemonia do dólar é o anti-americanismo. É habitual que a primeira pot~encia desperte o ressentimento de outros países menos poderosos, inclusive quando essa pot~encia consegue distribuir muito bem o que os economistas chamam os «bens públicos». Por conseguinte, se as economias emergentes do Brasil, da Rússia, da Índia e da China decidem juntar-se, não é estranho que falem do sistema financeiro e comercial internacional, e sobretudo de como depender menos da capacidade que os Estado Unidos têm de descontrolar o domínio da divisa através de hipotecas lixo e péssimos bancos.

Para alguns, um dólar debilitado pode ser também um golpe contra a arrogância dos Estados Unidos e a lembrança de que os mais poderosos também podem tropeçar. Eliminar a «injusta» vantagem do dólar como divisa fundamental de reserva foi sempre uma ideia do agrado dos intelectuais franceses e, como demonstra a história, dos presidentes franceses desde De Gaulle a Sarkozy. Então porque não propor uma «cabaz de divisas» mais equitativo e facilitador das trocas comerciais ou, como variante, tentar organizar o comércio através dos direitos especiais de saque do FMI? Parece razoável – logo defensável – e baixaria a proa dos estadunidenses.

Acontece que há todo uma série de razões para que os direitos especiais de saque não sirvam actualmente como divisa comum, isto é, qualquer coisa em que podia fixar-se o preço de um Toyota ou qualquer coisa do que se poderia tirar um punhado de notas de uma caixa Multibanco. A sua função é de carácter intergovernamental e não tem nada a ver com, por exemplo, os departamentos de moeda estrangeira do Barclay’s.

Isto muito bem explicado pelo especialista financiero Swaminathan S. Anklesaria Aiyar, do Cato Institute de Washington (Na International monetary Fund Curercy toRival the Dollar? – Uma divisa Internacional que rivalize com o dólar? – Julho de 2009, para os leitores que queiram mais detalhes). Deve advertir-se que Aiyar não um desses comentaristas estadunidenss nacionalistas que parecem acreditar que a redução do papel do dólar no mundo é uma espécie de ameaça contra a sua virilidade. Mais, como investigador do Cato Institute, famoso pelas suas opiniõeslibertárias sobre política e economia, Aiyar argumenta sem reparos que q queda relativa do dólar irá seguramente dar-se devido ao contínuo crescimento do PIB chinês e a futura chegada do yuan como divisa totalmente convertível, e não porque os Governosmundiais recorram a um instrumento artificial do FMI como os direitos especiais de saque. Quando o yuan comece a fazer parte das grandes divisas, tal como o euro, o yen e o dólar, haverá menos pressões e menos razões para substituir os meios tradicionais de compra e venda de dinheiro.

Pouco depois de ler o ensaio de Aiyar, chamou a minha atenção um extraordinário artigo intitulado The World Supremacy of the Dollar at the Rendering (1917-2008), A supremacia mundial do dólar na hora de prestar contas, escrito pelo especialista italiano António Mosconi, do Centro Einstein de Estudo Internacionais (CESI). O título é tão bíblico – o prestar contas lembra o «dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» – que imediatamente quis saber o que dizia.

Para os têm menos tempo livre que os professores de universitários, resumi-lo-ei assim: o dólar estadunidense viveu duas vidas, a primeira como divisa de um poderoso país credor, desde os anos vinte até aos anos sessenta, e a segunda como divisa de «um império da dívida», desde os anos setenta até aos nossos dias, ainda tem de chegar a um muito maior endividamento internacional apenas com a desgraçada liquidação semanal dos títulos do Tesouro.

É impossível resumir em poucas palavras a devastadora e elegantemente elaborada descrição de Mosconi da exploração pelo Governo dos EUA da sua capacidade de imprimir papel no papel de fiscal internacional. Mas a sua conclusão é clara: «Esta crise não é como as outras, é a última convulsão do papel internacional do dólar». Nalgum momento futuro, uma grande parte do mundo tomará as medidas necessárias para evitar que o seu destino dependa das decisões isoladas do Tesouro estadunidense e da Reserva Federal. Então chegará a hora de prestar contas…

Dado o actual nervosismo dos mercados mundiais é tão possível que vejamos uma melhoria do câmbio do dólar como uma queda repentina. Ora bem, normalmente estes artigos académicos têm muita lógica. Hoje vivemos num mundo em que um só país, que não tem mais de 5% da população mundial, possui aproximadamente 20% do PIB mundial, gasta quase 50% dos seus investimentos em defesa e imprime moeda que representa entre 65% das reservas mundiais de divisa estrangeira.

A acreditar na teoria da «convergência» que defendem alguns economistas – isto é, a aproximação do produto e da renda de empresas, regiões e países –, a conclusão é clara: à medida que a China, a Índia, a Coreia do Sul, o Brasil, o México e a Indonésia se «ponham em dia», a parte correspondente dos Estados Unidos diminuirá de forma proporcional, mesmo que os habitantes de Virgínia ou Vermont sejam mais ricos, em termos absolutos, no ano de 2050. Cedo ou tarde – e o que se discute é se vai ser «tarde» ou «cedo» e não se vai ser – vamos assitir a outra grande mudança nos equilíbrios do poder mundial.

Inclusive, a prazo, e sobretudo se fosse gestor de dinheiro interessado em proteger interesses futuros dos meus clientes, julgo que olharia com mais cuidado a distribuição das minhas carteiras, apenas para assegurar que, quando chegasse a hora de «prestar contas», não parecesse totalmente desactualizado. E, quando me faço pagar como autor internacional, gosto de receber os meus honorários e direitos em muitas moedas, apenas para ficar tranquilo.

* Paul Kennedy é director de Estudos sobre Segurança Internacional da Universidade de Yale.

Este texto foi publicado no El país de 10 de Setembro de 2009.

Tradução de José Paulo Gascão

CIÊNCIAS AERONÁUTICAS

CITANDO JOFFRE JUSTINO

Nem sempre concordo com textos elaborados pelo meu grande amigo e I Joffre, mas este apesar de algumas divergências não hesito em divulgar na íntegra:

"Portugal na Encruzilhada…

Este texto que vos deixo, faço-o na sequencia do último Jantar Debate da Academia de Estudos Laicos e Republicanos, de 4 de Dezembro, e de certa forma também em homenagem, ( e critica) às intervenções havidas, em especial as de Eugénio Monteiro Ferreira, Vítor Nogueira e Eduardo Pereira Marques.
Alguns, em Portugal, a maioria provavelmente, dirão que Portugal tem cerca de 900 anos, outros, uma minoria importante, dirão até, recuando a Viriato, que Portugal tem cerca de 1200 anos.
Seguindo outra linha de leitura que tem como base a ideia de Estado Nação, eu digo que Portugal, este Portugal que hoje conhecemos, Nasceu a 25 de Novembro de 1975, tempo como Pais Fundadores Ramalho Eanes, Vasco Lourenço, Melo Antunes e, no plano político, Mário Soares, Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Álvaro Cunhal.
O Outro Portugal, Estado Império e não Estado Nação, anulou-se num triste suicídio, durante uma refrega, felizmente em nada, quase, violenta, entre militares, grupos partidários e interesses não portugueses e que acaba com um filme de Dany Kaye e um esbracejar de um qualquer dito militar dito “revolucionário”.
No entanto, nesse outro Portugal, o do Estado Império, tivemos momentos que mereceriam, no mínimo mais curiosidade no seu estudo, como o ter sido dos primeiros Impérios a ter, no seu Parlamento, eleitos por partidos africanistas e as regiões de África com um nº de jornais por cidadão invejável, assim como uma bem invejável Liberdade de Imprensa, tendo em conta a época!
Entretanto este Estado Nação salvo in extremis pela adesão à Comunidade Económica Europeia, por uma governação de salvação nacional liderada por Mário Soares/PS e Mota Pinto/PSD, (havendo quem diga que Mota Pinto terá sido assassinado por quem quis pôr fim a um Governo que se encaminhava para a recuperação do país e para a fusão entre o PS e o PSD…), este novo Portugal enfim, acordou estremunhado de um pesadelo, (sobreviveremos?), para adormecer por entre um sonho cor-de-rosa (somos europeus e ricos!), com a adesão à Comunidade Económica Europeia, CEE.
Até ao tendencialmente crescente findar dos financiamentos comunitários, malparados, (de tanto espiolhar os financiamentos da formação profissional, alguém se esqueceu de fiscalizar as obras a mais do FEDER, os investimentos comunitários do PEDIP, os “nascimentos/desaparecimentos” de n empresas, etc. …), que tende a acontecer antes dos anos 20 deste século XXI…
Mas será que a crise que vivemos tem a ver com a delapidação do tecido económico português, decorrente desta adesão?
Tem e não tem.
É evidente que a destruição da marinha mercante, do sector têxtil, do sistema ferroviário, da agricultura tradicional quase em geral, para não aprofundar o tema e ocupar demasiado espaço neste texto, e a transformação do sector da construção civil e obras públicas no reizinho deste país, em tudo ajudou para o que vivemos hoje.
Mas é evidente que esta arreigada teimosia, da elite portuguesa, em olhar para as Pessoas como a “chatice” que temos de aturar, (ainda recentemente um alto membro da casta financeira portuguesa deu provas de tal…), em vez de se entender que não há economia sem Consumidores com rendimentos suficientes e não há produção qualificada sem Pessoas Qualificadas, isto é, a ideia das Pessoas como o cerne da economia, é uma das duas razões centrais desta crise que parece inultrapassável.
Sendo que a segunda reside na forma como se pôs fim ao que era o Portugal de 5 séculos – o Portugal Imperial.
E, na minha opinião, esta segunda razão é a mais central das duas razões.
Afonso Henriques, chefe militar e rei, viveu mais de 40 anos a par com o seu assessor militar principal, Gualdim Pais, que hoje todos esqueceram.
Caso único na História militar mundial, mas que hoje ninguém quer estudar…
…É mais fácil dizer-se que Portugal nasceu de um rei que bateu na mãe…
O que nem é verdade, nos termos lineares, nem foi importante.
O importante é que o Estado reino que fora construído, se baseara num instituição militar religiosa, de cariz europeu e não estritamente português, a Templária, que desde o seu inicio sonhara com a construção de um Estado Imperial Teocrático, de âmbito Universal, e que em Portugal, como ao lado, em Espanha, (não fora um único falhar…) se construiu.
Assim, se o Estado Nação tem em Portugal 34 anos, os últimos anos vividos, o Estado Imperial teve 5 séculos, e terminou como disse a 25 de Novembro de 1975, enquanto que o Estado Reino ocupou o restante dos 8 séculos, (enfim esqueçamos Viriato…).
Ora, o IV Plano de Fomento, último ensaio do Estado Imperial, que se centrou no sonho da gestão portuguesa da plataforma petrolífera Angolana, elemento sempre atrasado no regime salazarista, e do espaço estratégico do sistema Imperial Português, redundou num enorme fracasso, de onde se pode dizer que resta somente o conglomerado de Sines…em consequência de várias circunstâncias que urge começarem, de vez, a serem pensadas.
a) O Império Português ruiu porque a casta militar portuguesa assumiu a sua incapacidade em continuar a sustentação de uma guerra já de 14 anos feitos, em três cenários de guerra distantes uns dos outros em milhares de quilómetros?
b) Ou ruiu porque o casta politica dominante, salazar caetanista se recusou a entender as virtualidades da lógica Republicana de leaderes como Norton de Matos, e até Cunha Leal, que assumiram sempre um empenho absoluto na sustentação do Império, com a trasladação de parte essencial dos portugueses do Continente Europeu para as colónias e não somente de umas pequenas minorias como Salazar teimosamente sustentou, crente que era nas virtualidades do autoritarismo, militar se necessário?
c) Ou ruiu porque o Império soviético, em ascensão acelerada aos anos 73/75, dominou, ideologicamente pelo menos, uma parte da casta militar e uma parte da casta política imperial portuguesa e estilhaçou o Império Português, dominando-o, deixando para o Ocidente os ossos do império – a sua pequena, ínfima, parte continental europeia?
d) Ou ruiu porque o então em fragilização Império americano aceitou recuar em partes do planeta, deixando o império Soviético engasgar-se e quase sufocar com a enorme fatia que teve de passar a gerir, desde 1973 e que passou pelo engolir da parte dominante e interessante, (que também deu provas completas de ser incapaz de gerir…), do Império Português, as suas colónias?
e) Ou ruiu o Império Português numa conjugação complexa de tudo o que atrás escrevi?

Ora o Estado Nação português, assumamo-lo, conseguiu, com enorme dificuldade, mas conseguiu apesar de tudo, integrar, em meia dúzia de anos, cerca de meio milhão de cidadãos e cidadãs, oriundas do espaço Imperial, perdendo entretanto todo o conjunto de sub sistemas que integravam a componente europeia do Império a todas as restantes componentes, que, pelo menos até 1989, até ao findar do Império Soviético, no essencial, se afastaram e se destruíram, ou no mínimo perderam parte essencial do seu tecido empresarial e viram parte essencial do seu tecido cultural e social ser destruído.
O tecido económico português esteve quase sempre centrado na actividade para o exterior, mas no âmbito do seu Império e, no pós fase pombalina, da sua dependência ao neo Império britânico, acrescido ainda do papel do Brasil e das sequentes relações com o Império Britânico, (com uns anos de excepção, alargado que foi à EFTA e à RFA).
Perdido o Império, o tecido económico português teve, ele também, de se reformular, o que tem, diga-se, esforçadamente, feito, apesar das baixas qualificações de parte importante dos empresários portugueses.
Só que no contexto de hoje, o da Sociedade do Conhecimento, globalizada, ganha consistência a exigência de uma crescente qualificação, técnica, cultural, científica e de potencial organizacional, das Pessoas em geral, trabalhadores e empresários, elementos inabituais para a casta empresarial portuguesa.
Que, numa sua parte, ainda hoje sonha com a possibilidade de uma economia baseada nos baixos custos salariais, cerne de uma economia de baixa produtividade e de recursos humanos não qualificados, e consegue, gerindo as suas influências no aparelho de Estado, impedir que se dê urgência à qualificação das Pessoas, como se vê com o não cumprimento do art.º 35 do Código do Trabalho – a obrigatoriedade da formação profissional mínima de 35h trabalhadores empresa – assim como à dinamização dos conceitos de Responsabilidade Social, de Ética Empresarial e da Participação Cidadã nas Organizações em geral e nas empresas também portanto.
Daí o terem-se tornado dominantes, na economia portuguesa, por nela dominar esta ideia dos baixos custos salariais, do desinteresse pelo Conhecimento e pela Participação, de sectores como os da construção civil e obras públicas, os da distribuição em larga escala, e, claro, a banca subordinada ou subordinando os anteriores.
Porque viviam sobretudo no sonho de um Portugal rico por estar em espaço rico – não o seu mas o da União Europeia e dos seus financiamentos comunitários – enfim no sonho de uma economia rentista que também já dominou o Império Português e o conduziu ao suicídio…
Porque, na verdade, à excepção de momentos específicos, ao tempo dos primórdios da monarquia liberal e ao tempo da I República, o rentismo foi o elemento dominante da economia neste Império, que nasce, dominantemente, como se viu, por razões ideológicas e não económicas.
Sonho rentista esse que tende aceleradamente para o fim.
Com a RLVT já fora desse contexto e o restante das Regiões a caminharem para tal, ainda que completamente desajustadas bno contexto da economia da União Europeia.
Portugal está pois numa complexíssima encruzilhada.
Ora é fácil ser-se de Esquerda, ou ser-se liberal, num país rico como a Alemanha, a França, ou a Inglaterra.
Basta distribuir um pouco mais os rendimentos existentes
Já não o é em Portugal, onde os rendimentos existentes são uma fantasia rentista.
Daí vivermos este impasse ideológico onde o PSD surge como o partido sempre despesista, a par desta original “extrema-esquerda” bloquista e onde o PS é o partido sempre da contenção e da recuperação da Economia.
Daí estarmos a assistir a esta enredada telenovela politiqueira, onde a maioria que não conseguiu ser maioria, apesar de toda a propaganda na comunicação social, se recusa a ver o quão em crise está o país e pensa somente em delapidar o que resta com orçamentos à rico.
Com excepções.
Que surgem claro dos meios socialistas, assim como de parte dos meios liberais, como vimos agora até com o nº1 do PSD, Pinto Balsemão e até com Pedro Santana Lopes ou Marcelo Rebelo de Sousa.
Mas que pouco podem fazer com este novo-riquismo de parte dominante do CDS, de parte dominante do PSD, de parte dominante do PCP e dos meninos da mamã do BE.
Ora, como veremos em outra altura, esta atitude novoriquista, petit bourgeois, arrisca-se a tender empurrar este jovem Portugal de 34 imberbes anos feitos, para o precipício…
E eu não sou, nunca serei, dos que dizem que a solução será uma ditadura de “6 meses”, como alguns bem pensantes, na sua maioria até de “Esquerda” assumiram, e depois fizeram, a 28 de Maio de 1926….
Porque os seis meses tendem ser sempre bem mais – da última foram 48 anos!"

domingo, 6 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

FRASES QUE GANHARAM IMORTALIDADE

Estar vivo é o contrário de estar morto - Lili Caneças

Nós somos humanos como as pessoas - Nuno Gomes - SLB

Quem corre agora é o Fonseca, mas está parado.- Jorge Perestrelo

Inácio fechou os olhos e olhou para o céu! - Nuno Luz (SIC)

O meu coração só tem uma cor: azul e branco - João Pinto (Antigo Capitão do FCP)

A China é um país muito grande, habitado por muitos chineses...' - Charles de Gaulle

Lá vai Paneira no seu estilo inconfundível... (pausa) ...mas não, é Veloso.' - Gabriel Alves

Juskowiak tem a vantagem de ter duas pernas ! - Gabriel Alves

É trágico! Está a arder uma vasta área de pinhal de eucaliptos - Jornalista da RTP

Um morreu e o outro está morto - Manuela Moura Guedes

Prognósticos só depois do jogo - João Pinto (FCP)

Antes de apertar o pescoço da mulher até à morte, o velho reformado suicidou-se. - João Cunha - testemunha de crime

Quatro hectares de trigo foram queimados. Em princípio trata-se de incêndio. - Lídia Moreno - Rádio Voz de Arganil

O acidente foi no tristemente célebre Rectângulo das bermudas. - Paulo Aguiar - TV Globo

O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas. - Juliana Faria - TV Globo

Os antigos prisioneiros terão assim a alegria do reencontro para reviver os anos de sofrimento. - Maria do Céu Carmo - Psiquiatra

À chegada da polícia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel. - Ribeiro de Jesus - PSP de Faro

O acidente provocou forte comoção em toda a região, onde o veículo era bem conhecido. - António Bravo - SIC

Ela contraíu a doença em vida - Dr. Joaquim Infante - Ho spital de Santa Maria

Há muitos redactores que, para quem veio do nada, são muito fieis às suas origens - António Tadeia - Crónicas do "CORREIO da MANHÃ"

A vítima foi estrangulada a golpes de facão - Ângelo Bálsamo - JORNAL do INCRÍVEL

A polícia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada. - Agente PAULO CASTRO - Relações Públicas da P.J.

Os sete artistas compõem um trio de talento - Manuela Moura Guedes - TVI

Esta nova terapia traz esperanças a todos aqueles que morrem de cancro em cada ano - Dr. Alves Macedo - ONCOLOGIA

QUANDO O JOGO ESTÁ A MIL, MINHA NAFTALINA SOBE - Jardel, ex-jogador do Sporting Clube Portugal

QUEREM FAZER DO BOAVISTA O BODE RESPIRATÓRIO - Jaime Pacheco, treinador do Boavista FC

NÃO TEM OUTRA, TEMOS QUE JOGAR COM ESSA MESMA - Jaime Pacheco,treinador do Boavista FC, ao responder pergunta do repórter, se eles iriam jogar com aquela chuva

SE ENTRA NA CHUVA é PARA SE QUEIMAR - Denilson - Jogador da Selecção do Brasil

HAJA O QUE HAJAR, O PORTO VAI SER CAMPEÃO - Deco, Ex-jogador do FC Porto

O DIFÍCIL, COMO VOCÊS SABEM, NÃO É FÁCIL - Jardel

JOGADOR TEM QUE SER COMPLETO COMO O PATO, QUE É UM BICHO AQUÁTICO GRAMÁTICO - César Prates, Ex-jogador do Sporting FC

NO PORTO É TODO MUNDO MUITO SIMPÁTICO. É UM POVO MUITO HOSPITALAR - Deco, Ex-Jogador do FC Porto, a comentar a hospitalidade do povo da invicta

EU DISCONCORDO COM O QUE VOCÊS DISSE - Derlei, do F. C. PORTO, em entrevista ao Jornal Record

EM PORTUGAL É QUE É BOM. LÁ, A GENTE RECEBE SEMANALMENTE DE 15 EM 15 DIAS - ARGEL, jogador do BENFICA

NEM QUE EU TIVESSE DOIS PULMÕES ALCANÇAVA ESSA BOLA - Roger, jogador do Benfica emprestado a um clube brasileiro

TENHO O MAIOR ORGULHO DE JOGAR NA TERRA ONDE CRISTO NASCEU - Djair, jogador do Belenenses ao chegar a Belém/Restelo no dia que assinou contrato com este clube

Finalmente, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes - Presidente da Junta da Freguesia do Fundão

EXEMPLAR

Excelente contributo para a democracia entendida como representantes do povo

DENUNCIAR

A Pedofilia do Hamas

Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

Enquanto a imprensa exalta os "lutadores da liberdade do Hamas", os "rebeldes", e demais organizações dão apoio integral ao mesmo (conforme nota do secretário geral , Valter Pomar durante a época do conflito), o mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.

A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade.org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).

Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.

Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.

"Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.

Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas

As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.

"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.

O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos.

Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.

Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.

A prática da pedofilia teria base e apoio do islã, pelo menos a sua leitura mais extrema e radical. O livro Sahih Bukhari (além do Corão, outra das fontes de grupos como o Hamas) em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.

Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:

Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.

Esta é a história que a mídia não conta, que o mundo se cala e não quer ver, ou que não querem que você saiba. Mas agora você está ciente, não tem mais jeito! Vai ficar calado? Cobre os veículos de mídia, aja! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas vítimas inocentes do inferno do Hamas e similares.

ACREDITAR EM ALGUÉM?

Todos os cidadãos enquanto seres individuais têm as suas crenças e princípios.
Sou um homem livre e de bons costumes. Não sou diferente de muitos que me rodeiam.
Acredito nas Instituições e em quem as representa.
Mas, não tenho que acreditar em todos os cidadãos deste canto da Europa.
Se tenho o direito de duvidar do António, do José, do Francisco, do Paulo e de tantos outros, também tenho o direito de não acreditar no Pinto que também se chama Monteiro.

Marquês de Fripor



O retrato que deixa do seu obscuro mandato é um sem fim de obscuridades e suspeições, a começar nas suas habilitações literárias, até à forma como conduziu a sua vida, e a da sua família e amigos, em negócios ainda mais obscuros do que as licenciaturas ao domingo e os exames feitos por fax.


O Marquês de Fripor, para além disso só tem para apresentar a tensão social que criou com todas as áreas e classes profissionais e sociais da sociedade. No seu estandarte deveria colocar a divisa:
Eu minto com a naturalidade com que respiro.
Marquês de Fripor
[sócrates+marquês.bmp]
O retrato que deixa do seu obscuro mandato é um sem fim de obscuridades e suspeições, a começar nas suas habilitações literárias, até à forma como conduziu a sua vida, e a da sua família e amigos, em negócios ainda mais obscuros do que as licenciaturas ao domingo e os exames feitos por fax.


O Marquês de Fripor, para além disso só tem para apresentar a tensão social que criou com todas as áreas e classes profissionais e sociais da sociedade. No seu estandarte deveria colocar a divisa:
Eu minto com a naturalidade com que respiro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

RECORDANDO O COVEIRO DO SPORTING

Subject: Para recordar: José Roquette



As coisas que se encontram na net...

Eis o mentor do Projecto, vendendo bacalhau a pataco nos idos de 1999. Tomei a liberdade de realçar as passagens mais sumarentas:

Citar

José Roquette: «Sistema beneficia FC Porto»

Entrevista de João Marcelino

- O Sporting anunciou um acordo com o Banco Comercial Português (BCP) e assinou-o, há poucos dias, no local onde comemorou a passagem do 93º aniversário. Ao que julgo saber, esse acordo tem duas vertentes. Uma é a conglomeração do passivo nessa entidade; a outra terá a ver com um acordo para dez anos que ainda aparece aos sportinguistas como algo difuso. Gostaria de começar esta entrevista com o esclarecimento dessa operação.

- A primeira parte é realmente como refere. Há, por parte do BCP, um acordo no sentido de que funcione como banco do Sporting. Trata-se da concentração de um passivo que está em diluição muito rápida. Em relativamente pouco tempo o Sporting deixará de ter passivo.

- Neste momento o passivo ascende a quanto?

- Está mais ou menos à volta do que sempre esteve: na zona dos seis milhões de contos.

- Quanto à segunda parte do acordo...?

- Tem a ver com um protocolo. Conhecendo o BCP - que passa a ser o nosso principal interlocutor nesse sector - o planeamento financeiro e de tesouraria do Sporting a um prazo largo, o protocolo garante o apoio do Banco; cumprido que seja esse planeamento, claro. É, no fundo, uma planificação transformada em protocolo. Amarra o Sporting ao cumprimento escrupuloso de um plano e garante ao clube o apoio financeiro de uma instituição importante da vida portuguesa. Fará, por exemplo, com que dentro de três anos o Sporting - o Sporting-instituição; não estou a falar da SAD - não tenha défice; que haja uma conta de exploração equilibrada.

- Esse cumprimento rigoroso de uma política financeira supervisionada por um protocolo com um banco não poderá vir a influir na política de investimento desportivo?

- Não! Porque nesse planeamento está previsto, inclusive, o apoio do Sporting à Sporting SAD em termos de eventuais aumentos de capital. Aliás, está previsto que esse aumento de capital possa ocorrer algures ainda este ano.

- Esteve previsto para Fevereiro, não esteve?

- Poderia ter acontecido. Nesta altura está previsto que possa acontecer no último trimestre do ano. Mas poderá também não acontecer. Depende das necessidades da SAD e de como as coisas forem evoluindo. Nesse aspecto, está tomada a decisão de que quem constrói o centro de estágio e o novo estádio é o Sporting Clube de Portugal. E essa equação financeira já tem a respectiva solução.

- Essa solução passa de alguma maneira por esse acordo com o BCP?

- Não exactamente. Esse é um quadro de tesouraria corrente.

- Já agora: qual a prioridade entre centro de estágio e novo estádio?

- O centro de estágio. Por uma razão simples: sem o centro de estágio estar pronto não podemos começar a construir o novo estádio, que será implantado na zona onde actualmente se encontram os campos de treino.

- Ainda no que respeita ao acordo com o BCP: é a primeira vez que uma instituição bancária dessa grandeza, em Portugal, está junta a uma SAD, ainda que por via indirecta do protocolo com o clube maioritário. O que significa, em termos gerais, para o Sporting, este protocolo? Trata-se de um investidor institucional que traz confiança ao mercado, não é verdade?

- Bem, neste caso, o BCP não funciona na qualidade de investidor e está junto ao Sporting-instituição.

- Que...

- Que, é evidente, directamente e através da Sporting SGPS, se assume como accionista controlador da Sporting SAD. Mas o BCP, em relação à SAD, não tem um envolvimento especial que outros bancos não tenham.

- De qualquer forma, a Sporting SAD tirou dividendos desta associação do clube ao banco. Ou não?

- Tira, mas pela via do Sporting-instituição. Isto é mais importante do que se o protocolo dissesse respeito à Sporting SAD. - Porquê? - Porque representa que o Sporting Clube de Portugal tem realmente a credibilidade, e a estabilidade económica e financeira, necessária ao estabelecimento de um protocolo deste tipo. Isto decorre de um processo que teve prioridade absoluta: a recuperação do clube em termos patrimoniais, económicos e financeiros. Objectivo esse que está atingido.

- ...

- Não só em termos do presente, como numa projecção a dez anos, período que cai no âmbito do protocolo. É bom que se diga, de resto, que o Sporting não contactou apenas o BCP. Auscultámos, também, outros grupos financeiros.

TROCAR PATRIMÓNIO

- Porquê, no final, o BCP?

- Foi o banco que nos apresentou as soluções concretas para concretizarmos as nossas necessidades. E o Sporting sabe agora, depois de fazer uma projecção de tesouraria a dez anos - num estudo que tem a ver com o clube e com as sociedades participadas -, que pode contar com o apoio do BCP no sentido de as tornar sucessivas realidades até 2009. Esses compromissos, para além dos eventuais aumentos de capital previstos na SAD, são balizas que o Sporting pode e vai respeitar. Isto não se trata de meter números num papel; trata-se de uma coisa seriamente pensada e articulada do ponto de vista profissional e que tem obviamente como base aquilo que no Sporting é hoje muito importante: o património imobiliário. É este que permite as opções estratégicas importantíssimas que o Sporting está a tomar, entre elas a construção do novo estádio. O Sporting vai trocar algum património imobiliário pela construção do estádio.

- Já está definida qual a área de terreno que será trocada?

- Não. Mas terá a ver com a área total de que o Sporting disporá na altura em que o estádio actual for demolido. Nós vamos continuar a utilizar o estádio actual até ao fim da época de 2002. Nessa altura o estádio novo estará construído, o outro será demolido, e ficaremos com uma autorização de mais cerca de 120/130 mil metros quadrados, para além do restante património imobiliário. O Sporting não é, à partida, uma instituição vocacionada para gerir ou promover o património imobiliário - que, ainda por cima, não é estratégico, é tradicional, sejam metros quadrados de habitação, de escritório ou de espaços comerciais. Por isso o trocaremos. O Sporting pretende um património imobiliário que esteja ao serviço daquilo que no clube é nuclear, ou seja, o futebol profissional.

- A expectativa é construir o novo estádio em três anos?

- Exactamente.

- A engenharia financeira para viabilizar esse projecto passa, então, pela troca de património. E passa por que outros apoios? Do Governo, já se sabe, com 4,3 milhões de contos. E também da Câmara Municipal de Lisboa (CML)?

- Da Câmara não. A CML o que deu, e muito importante, foi a aprovação por unanimidade na assembleia municipal, o que é notável, do projecto imobiliário do Sporting para aquela zona. Isso também diz da credibilidade e profissionalismo com que o Sporting tratou da questão.

- E o que significa essa aprovação?

- Olhe, que por exemplo a qualidade de vida na zona vai melhorar muito. Essa foi a ideia-base da nossa apresentação. E, obviamente, a decisão da CML criou as condições para que o Sporting pudesse, por si próprio, avançar com a construção do novo estádio.

O CUSTO DO ESTÁDIO

- Qual é o custo global estimado do novo estádio?

- Cerca de 15 milhões de contos.

- Do Governo virão 4,3 milhões. E o restante só da troca de património?

- Não. Teremos os chamados accionistas fundadores. Serão doze.

- Já estão definidos alguns?

- Há contactos, alguns bastante adiantados. É relativamente simples: trata-se da mesma estrutura aplicada no ArenA de Amesterdão e noutros estádios. Os doze serão encontrados entre uma Pepsi Cola e uma Coca Cola, entre uma TMN e uma Telecel, entre a Unicer e a Centralcer e por aí fora. Obviamente um desses accionistas fundadores poderá vir a ser o BCP, que passaria a ter instalações dentro do estádio do Sporting.

- E daí virão...?

- Três milhões de contos. O resto sairá do património imobiliário do Sporting.

- E a quem competirá a gestão futura desse espaço?

- Ao Sporting-instituição como proprietário. E a exploração ficará a cargo da Estádio de Alvalade, SA, empresa que hoje em dia já faz a exploração do estádio actual.

CENTRO DE ESTÁGIO

- Vamos ao centro de estágio. Porquê Alcochete?

- Estudámos alguns locais e chegámos à conclusão que, por razões de acesso e transporte, e também ambientais e de proximidade, Alcochete era a zona adequada. Além do mais, temos a expansão assegurada se, no futuro, viermos a precisar de ocupar mais área. E é, claro, uma zona de forte implantação sportinguista.

- Quanto vai custar esta obra?

- Aproximadamente um milhão de contos.

- ...

- Este centro de estágio, além de permitir a construção do novo estádio, representa uma alteração estrutural importantíssima na gestão do futebol profissional do Sporting. Hoje o trabalho que é feito em Alvalade implica, na maior parte dos casos, meio dia de trabalho. Os jogadores chegam, fazem o treino e regressam a casa. Ora o tipo de trabalho que é necessário fazer implica um espaço muito mais largo. Um espaço não apenas dedicado ao treino físico, mas de 6/7 horas dedicado a muitas mais coisas. Já é assim em muitos outros grandes clubes europeus. O centro de estágio não é, apenas, a construção de meia dúzia de campos relvados. É um projecto muito mais abrangente.

BOLSA E DIVIDENDOS

- Regressemos à SAD: alguma vez irão ser distribuídos lucros?

- Não tenho qualquer dúvida. Existem, aliás, disposições regulamentares que obrigam a que essa questão seja, pelo menos, colocada aos accionistas. A SAD do Sporting poderá apresentar resultados positivos neste exercício e, nesse caso, uma determinada percentagem deles tem de ser proposta como dividendos, embora não seja forçoso que essa distribuição se faça. Os accionistas podem aprovar um destino diferente. Acontece muitas vezes que esses dividendos são reinvestidos.

- As grandes empresas cotadas em bolsa distribuem anualmente dividendos...

- Acredito que dentro de alguns anos essa prática possa ser uma rotina na Sporting SAD. Poderá fazer parte, também, de um enquadramento mais normal das Sociedades Anónimas Desportivas no mercado de capitais. Serão os accionistas quem terá de o determinar. E o Sporting, como accionista maioritário por via directa ou indirecta, deverá ter alguma preocupação de colher da parte dos accionistas exteriores ao Sporting - a maioria dos quais, acredito, são sportinguistas - a sua opinião e o seu desejo.

- Não lhe pergunto se acredita que uma SAD pode algum dia aspirar a ser admitida ao primeiro mercado da Bolsa de Valores de Lisboa - obviamente que me responderia “sim”. Pergunto apenas: qual o prazo, realista, para que isso possa acontecer?

- Não considero isso uma coisa fundamental.

- Numa primeira fase já o considerou importante.

- Já, porque na altura o arranque por essa via nos daria eventualmente um maior impacto. Contudo, a partir do momento em que foi possível assegurar o funcionamento em contínuo, mesmo no segundo mercado, para todos os efeitos deixou de haver diferenças. Mas também lhe digo: no primeiro mercado, se calhar, há empresas com menos padrão do que eventualmente podem ter as duas SAD’s que estão cotadas no segundo mercado. Volto, no entanto, a repetir: esta questão não é estratégica nem deve ter qualquer tipo de prioridade. Inclusive devemos aceitar que o número de acções transaccionadas nas duas SAD’s cotadas é relativamente baixo.

- Esse é um problema inultrapassável?

- Não, não é. Neste momento já se fala, e eu acho isso inevitável, numa bolsa pan-europeia. E numa bolsa a funcionar a nível europeu as coisas mudarão muito para as SAD’s. E porquê? Porque se iriam encontrar com outras instituições do mesmo tipo, e do mesmo sector, com mais experiência. Isso seria positivo para nós.

- Está a falar de um cenário a não menos de dez anos...

- Acho que não. Vão acontecer coisas muito depressa nessa zona.

- Quando as SAD’s apareceram na Bolsa pensou-se que as oscilações de cotação se fariam muito mais em função dos resultados desportivos. Ora, curiosamente, a SAD do Sporting recuperou nas últimas semanas em função do negócio, fosse ele a venda de Simão Sabrosa (que permitiu um encaixe de 2,8 milhões de contos), as renovações de Delfim e Duscher ou o protocolo com o BCP. Que significado retira desta realidade?

- Devo dizer-lhe que nunca achei que os resultados desportivos imediatos pudessem vir a ser a origem de grandes flutuações. A tendência dos resultados desportivos, essa, sim. Uma trajectória claramente ascendente ou descendente nunca deixaria de provocar alterações. Por isso mesmo, é natural que numa altura em que o Sporting prepara um plantel altamente competitivo isso tenha reflexos na cotação em Bolsa. Assim como, de resto, todos os acordos que promovam uma boa gestão, a começar pela gestão do plantel, como esses dois que referiu; e houve outros.

GENTE DE QUALIDADE

- O grande público conhece os rostos do futebol do Sporting, em especial Paulo Abreu. Eu pergunto-lhe: quem são as pessoas que estão consigo por detrás da concepção e realização do projecto empresarial do Sporting?

- O Sporting é hoje nessa vertente uma instituição diferente; até diferente dos concorrentes mais directos, o que por sua vez determina um presidente diferente.

- Embora no caso do presidente talvez já tivesse sido mais diferente do que é hoje...

- Talvez... Mas noutra perspectiva que não nesta que estava a referir. O Sporting tem hoje no Conselho Directivo e nos Conselhos de Administração das várias empresas do grupo gente de enorme qualidade, tanto em termos nacionais como internacionais.

- Em “full time”?

- Também em “full time”, mas isso é consequência. Estava a falar do António Dias da Cunha, do João Ribeiro da Fonseca, do Paulo Abreu, do Nuno Caldeira da Silva, do dr. Oliveira Martins, do eng. Correia Sampaio, entre outros, não esquecendo as pessoas que estão no Conselho Directivo, como Nuno Galvão Telles, Isabel Trigo Mira, Mário Moniz Pereira, Reis Pinto, etc. É tudo gente de grande qualidade e grande padrão. E gente que não é remunerada. Não há remunerações ao nível do Conselho Directivo ou dos CA da Sporting SAD ou da Sporting SGPS. E ter essa gente neste projecto é fundamental, até porque comanda automaticamente o nível dos Quadros. Aí há, também, gente de grande valor, como é o caso do dr. Diogo Gaspar Ferreira, director-geral do Sporting. Depois repare: quando esta gente se senta à volta de uma mesa para tomar decisões, sejam de tipo estratégico, de planeamento, ou de gestão diária, as coisas têm de funcionar por consenso. Neste contexto não há espaço para um presidente-ditador, ou inevitavelmente as pessoas sairiam porque estão habituadas a relações de qualidade. Ora bem, penso que isso é uma grande mais-valia do Sporting - e também só por isso conseguimos atingir a grande velocidade a que as coisas hoje se estão a passar no Sporting-instituição. Caso contrário, como acontece noutras sedes, tudo estaria limitado ao tempo do presidente. Isso, repito, é uma grande força deste Sporting e ficou demonstrado na rapidez com que conseguimos promover e gerar as soluções que estão a começar a ficar à vista e permitirão um futuro risonho ao clube. Neste contexto não há lugar a ditadores, a mecenas ou a outros desvios.

CUMPRIR MANDATO

- O seu mandato é de mais quanto tempo?

- Mais dois anos e qualquer coisa.

- Espera levar o mandato até ao fim?

- Tenciono, claro. Foi um compromisso assumido com os sócios e hoje acho que o posso cumprir numa perspectiva mais tranquila.

- Faço-lhe esta pergunta porque, há uns meses, apareceram rumores de que o senhor poderia estar a organizar a vida do Sporting, desportiva, financeira e empresarial, para depois passar o testemunho...

- Isso nunca foi posto nessa perspectiva de eu poder afastar-me do Sporting. Aliás, eu estarei no clube só enquanto os sócios o quiserem, independentemente do compromisso que haja. Se em função de alguma assembleia geral (AG), ou de algum sentimento generalizado, se chegar à conclusão que não devo ser presidente do Sporting, eu não fico nem mais um dia.

- Não é esse o caso. Estava a falar de uma saída em função da sua própria vontade.

- Eu sei. Mas é importante que diga isto. Sabe porquê? Porque realmente é outra vantagem competitiva do Sporting:são os sócios, reunidos em AG, que são a sede do Poder no clube. Quando não é assim há sempre manipulações de Poder. Se fizer a história das decisões que foram tomadas nos últimos anos, verá que, repetidas vezes, e muitas delas sem necessidade, nós pusemos à apreciação dos sócios as decisões fundamentais a serem tomadas. Isso aconteceu com o património imobiliário, até mais que uma vez - de maneira que os sócios poderiam até dizer “nós já decidimos isto, já foi aprovado”. Mas nós entendíamos, e entendemos, dever marcar muito bem este caminho. A sede do Poder, por cultura interna, tem de ser a AG. Assim se evitam muitas tentações e, até, manifestações desadequadas fora da AG do clube.

- Concluindo e resumindo: garante que vai cumprir o mandato até ao fim...?

- E com muito mais tranquilidade hoje. Aqueles rumores que há pouco referiu têm a ver com a tremenda pressão resultante da vida de todos os dias.

- Neste caso a oriunda dos resultados da equipa de futebol...

- Não é só isso. É mais o tentar conciliar em 24 horas a vida profissional, familiar e o Sporting Clube de Portugal. Isso é difícil. E gera, inevitavelmente, problemas.

- O Sporting, estou a ver, foi um grande choque na rotina, chamemos-lhe assim, da sua vida, principalmente a familiar?

- Indiscutivelmente. Foi e continua a ser. É qualquer coisa que tenho de gerir e provoca tensões. Na minha actividade de empresário felizmente tenho uma equipa organizada e posso contar com a excelente colaboração do dr. Dias Loureiro, se não teria problemas muito complicados para gerir um grupo de indiscutível dimensão. Estrategicamente a Plêiade participa sempre de forma activa em empresas-líder dos respectivos sectores e, portanto, essa liderança implica um conjunto de obrigações que não existiriam no caso de sermos investidores passivos. E como até aqui a minha vida se distribuía, em termos de carga de trabalho diária, a 80% para o Sporting, as tensões criaram-se.

- E o que mudou?

- Hoje, pela organização e pela qualidade das pessoas que servem o Sporting, pela forma como o projecto do clube foi tratado, sinto-me muito mais tranquilo em relação ao futuro e em relação aos anos que faltam para o final do mandato. Esse tempo já está muito bem planificado. Vou ter uma carga de trabalho muito menor do que aquela que tive até agora.

- Estando o futuro estratégico e empresarial do clube a seguir o caminho estabelecido, pode dizer-se que já só lhe falta agora o essencial: o êxito no futebol. E faço a ponte para o futebol começando pela época passada...

CITANDO LUIS AGUIAR

PARA ONDE QUEREM LEVAR O SPORTING????

A próxima Assembleia-Geral do S.C.P. no dia 13 de Outubro de 2009, tem como ponto 2º da sua ordem de trabalhos:



Sendo o Sporting Clube de Portugal, uma personalidade jurídica diferente da Sporting SAD, não consigo perceber como é que o Sporting, vai abrir mão de uma fonte de receitas, a troco de nada.
Aquando da transferência dos jogadores de futebol do Sporting para a SAD, foram os seus passes valorizados por valores abaixo dos valores de mercado, e contabilizados a crédito numa conta do Sporting na SAD. Isto é, o Sporting não viu a cor do dinheiro e neste momento ainda deve dinheiro à SAD.
Esta prática recorrente, poderá configurar uma promiscuidade financeira, em que o Sporting dos Sócios, sai sempre a perder, a favor da SAD dos Accionistas.
Para quando a defesa dos interesses do Sporting?! Cujo Universo é o maior accionista da SAD. Não será uma tentativa de reduzir o Universo Leonino, com a consequente redução do capital do Sporting na SAD?!
Na direcção presidida pelo Snr. Dr. Filipe Soares Franco, que me recorde, houve pelo menos duas tentativas de fazer passar este mesmo ponto, noutras tantas Assembleias-Gerais. Por escassa margem, é certo, a pretensão saiu sempre chumbada.
Com os actuais Corpos Sociais, personificando mais do mesmo, estava-se mesmo à espera que o assunto voltasse à baila. Aí está ele em plenitude e com toda a sua pujança.
No entanto, e numa tentativa de credibilização da proposta, vai a mesma no dia 8 de Outubro, ser submetida à prévia apreciação do Conselho Leonino, com aprovação mais do que certa. O Conselho Leonino que deveria ser redenominado para Conselho do SIM., uma vez que a esmagadora maioria dos seus membros está lá, não para defender os superiores interesses do Sporting, outrossim, para não afrontar as propostas da Direcção, manter o direito às mordomias, aos lugares VIP, aos buffets e garantir a sua nomeação para futuras eleições. São os YESMENS, a verdadeira “Turma do Croquete”, e quem se sentir ofendido, é porque enfiou a carapuça.
Eu pelo meu lado, por coerência, por não vislumbrar nenhum benefício para o Sporting, bem antes pelo contrário, desde já informo ir votar contra, a menos que alguém me consiga convencer da bonomonia da proposta, e das mais valias que daí advirão para o Sporting.

CONTINUAÇÃO DA CASA DE TEIXEIRA PASCOAES




O COVEIRO DO SPORTING

Citando uma história que me foi enviada:

Há uma distinção clara entre banqueiros, gestores da banca e gestores de empresas.



Contam-se pelos dedos da mão os banqueiros ou gestores de banca que têm êxito na gestão de empresas. Só conheço um e foi, para mim, o maior Presidente

do Sporting.



Nunca vi um Presidente do meu Clube ao ser eleito pôr-se aos saltos de OLÉ OLÉ e então naquela linda Companhia, que não larga o Clube há mais de 30 anos

acompanhados pelo antigo Presidente do Conselho Fiscal e, pasme-se ao mesmo tempo, gestor máximo da empresa de auditoria do Sporting – Ernesto Ferreira da Silva…



A crise do Sporting é de modelo de gestão. E dos actores/gestores que a protagonizam.



Em 1995 tomaram conta do clube com promessas de criarem uma estrutura empresarial que tornasse o Clube sem necessidades de recurso à banca, do passivo e a ganhar

em cada anos três títulos em cada cinco anos. Até apresentaram Powerpoints do Manchester como modelo a seguir, mas para melhor…



Depois disso passam o poder de uns para os outros, para não se saber quem são os responsáveis pela criação de mais de 400 milhões de passivo

quando herdaram 30 e uma dívida à banca perfeitamente desprezível. E as contas herdadas mandadas auditar pelo Santana Flopes, uma lenda do Clube…



E a história da construção do Estádio e do seu custo ainda está por ser esclarecida. O cancelamento do contrato com a SOMAGUE de Diogo Vaz Guedes

e a decisão de construir em adjudicações por fases revelou-se catastrófica.



A situação actual da SAD e do Clube é o reflexo do modelo de gestão e de quem o protagonizou. Inquestionável. E não se cansam de denegrir o

Dr. Dias da Cunha, que sabia o que é criar riqueza e gerir empresa. Puseram-lhe o tapete…



Agora criticam o éçelbê pelo fundo criado. Lembro que o SCP foi o primeiro a aderir a Fundos e por isso é que o Ronaldo foi vendido por 15 e o Clube recebeu 9.



Mas “pour cause” esclarece-se quem arquitectou a operação financeira do éçelbê – ESAF (holding do Grupo Espírito Santo!!! E ainda há quem diga que o SCP é

gerido pela mão escondida do BES!!!



Sei bem quem foi o coveiro do SCP actual. Mas pirou-se e tem tido a estranha cobertura de todos os que lhe sucederam. È preciso romper com este ciclo.







Daniel Coração de Leão



A ESAF – Espírito Santo Activos Financeiros, SGPS, S.A. é a holding do Grupo Banco Espírito Santo especializada na actividade de gestão de activos financeiros, sendo actualmente um dos maiores investidores portugueses nesta área, gerindo no final de 2008 mais de 18 mil milhões de euros nos vários ramos de actividade.



Através das suas participadas, a actividade da ESAF distribui-se pelas seguintes áreas de negócio:

- Fundos de Investimento Mobiliário
- Fundos de Investimento Imobiliário
- Fundos de Pensões
- Gestão de Patrimónios (Particulares e Institucionais)
- Consultoria Financeira

TRATADO DE LISBOA

Dia 1 de Dezembro de 2009.
Será um dia para recordar ou não? A História julgará os actuais governantes da Europa e em particular de Portugal.
Mas, há um facto que é indesmentível o Tratado de Lisboa para a Europa entra em vigor em período de crise, no momento em que os cidadãos europeus sentem-se mais afastados dos poderes de decisão, em especial os portugueses.
A corrupção prolifera e tem máxima expressão na fronteira do Governo.
Será que a Independência começa a acabar hoje, com entrada em vigor do novo Tratado Europeu?
O futuro o dirá!
É indesmentível que um PM português ligado à Internacional Socialista, aquela que defende desde dos seus primórdios, a abolição dos Estados é o Mestre de Cerimónias dos convidados para assinalarem a entrada em vigor do Tratado.
Tenho muitas dúvidas e algumas certezas.

SUBMARINOS - PAULO PORTAS

Submarinos: alemães avisados que venceram 21 dias antes do despacho de Portas

O consórcio German Submarine Consortium (GSC), que ganhou o concurso dos dois submarinos adquiridos pelo Estado português, foi avisado a 4 de Setembro de 2003 pelo então presidente da ACECIA, Luís Palma-Féria, de que era o concorrente vencedor do concurso.

O presidente do agrupamento de empresas envolvido no programa de contrapartidas dos submarinos enviou um e-mail ao representante português da MAN Ferrostaal, uma das firmas que integravam o consórcio, indicando-lhe que o GSC tinha sido escolhido. O estranho da mensagem é que foi enviada 21 dias antes da proposta de adjudicação ter sido assinada pelo então ministro da Defesa, Paulo Portas, a 25 de Setembro de 2003.

No e-mail que Palma Féria escreveu ao representante da MAN Ferrostaal, Gil Figueira, o presidente da ACECIA referia que, apesar de não poderem iniciar qualquer actividade oficial, poderiam começar a preparar-se para este "novo desafio". Palma-Féria foi uma peça fundamental do inquérito submarinos/contrapartidas que o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) encerrou esta semana, não tendo sido acusado apenas porque morreu em Outubro de 2007. Todos estes dados constam do despacho do Ministério Público que acusou de burla qualificada e falsificação de documentos três responsáveis alemães da MAN Ferrostaal e sete gestores portugueses ligados à ACECIA.

Contactada, a ACECIA escusou-se a comentar, adiantando que nenhum dos acusados quer prestar declarações neste momento. Paulo Portas adiantou que não conhece nenhum dos gestores da ACECIA, incluindo Palma-Féria, e que o agrupamento de empresas já estava envolvido no programa de contrapartidas militar antes deste ter chegado à Defesa.

O consórcio GSC acabou mesmo por ganhar o concurso, tendo o contrato de aquisição sido assinado por Paulo Portas a 21 de Abril de 2004. Em simultâneo, foi assinado com a GSC um contrato de contrapartidas em que o consórcio assumia a obrigação de proporcionar à economia portuguesa contrapartidas no montante global de 1210 milhões de euros. Este programa incluía um conjunto de compensações, quer de natureza económica, quer de parceria tecnológica, que pretendiam contribuir para o desenvolvimento da indústria portuguesa, através de negócios que abrissem portas à inovação tecnológica e à modernização do tecido empresarial numa escala que não seria possível de outro modo.

O Ministério Público acabou por abrir duas investigações, desencadeadas através de informações obtidas no caso Portucale, relativo à construção de um empreendimento turístico em Benavente, numa zona onde iria obrigar a um abate ilegal de sobreiros: uma referente à compra dos submarinos, outra às contrapartidas.

Comissão de 30 milhões

A primeira investigação dada já como encerrada pelos investigadores refere-se às contrapartidas. Por iniciativa dos três gestores alemães e com o acordo dos sete portugueses, terão sido declarados negócios de 48 milhões de euros, contabilizados como contrapartidas da GSC mas que as empresas portuguesas já tinham em curso com entidades terceiras à data dos contratos.

De acordo com a acusação, sustentada em muita prova documental, nomeadamentee-mailstrocados entre os arguidos, o então presidente da ACECIA entretanto falecido, Luís Palma-Féria, foi uma figura-chave na montagem deste esquema e de articulação entre as partes. Os gestores acusados são membros da ACECIA.

Foram estes negócios que a GSC usou como pré-contrapartidas junto do Estado português e com os quais conseguiu que o valor da caução bancária, para garantir eventuais incumprimentos, fosse reduzida em 10 por cento. À acusação de burla, acresce o facto de os negócios em causa não terem tido o impacto para a economia nacional que era prometido.

A segunda investigação, ainda em curso, e que desencadeou esta semana as buscas a vários escritórios de advogados de Lisboa, incide sobre uma comissão de 30 milhões de euros que terá sido paga no âmbito da aquisição propriamente dita dos dois submarinos, envolvendo a Escom, empresa de serviços do Grupo Espírito Santo, e a suspeita de que terá sido usada para financiamento partidário.

O cruzamento entre os dois processos é evidente até ao nível das entidades envolvidas. A acusação refere, por exemplo, que o primeiro memorando de entendimento entre o GSC, representado pela Ferrostaal e a ACECIA, foi assinado em 28 de Maio de 1998, nos escritórios da sociedade de advogados Vieira de Almeida. É por via da ligação deste escritório ao consórcio vencedor que esta semana foi um dos alvos de buscas do DCIAP.