domingo, 30 de maio de 2010

INVENÇÃO ANGOLANA



Quantos países da União Europeia têm, neste momento, governo socialista?

A Hungria e o Reino Unido tiveram eleições muito recentemente, pelo que devem ter em atenção possíveis mudanças que tenham ocorrido.

Não lhes vem à memória assim de re

São só 3 (três!).

Agora talvez seja mais fácil responder à questão principal: sabem quais são esses países?

Não?

Eu esclareço: GRÉCIA, PORTUGAL e ESPANHA!

Ele há coincidências do diabo!!! Logo serem os “mais avançados” da Europa (pelo menos em dívidas, descontrolo das contas públicas e atraso)!

Haja saúde, que a esperança é a última a morrer!

sábado, 22 de maio de 2010

PENSAMENTO DE CAMPOS E CUNHA

"Não sei para que é que querem gastar dinheiro no TGV quando poderiam
perfeitamente oferecer um Porsche a cada portuguê" (ficava mais barato)

DESCONTRACÇÃO

sexta-feira, 21 de maio de 2010

SISMO

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CITANDO JOFFRE JUSTINO

Não dá para aceitar que mantenhamos o silencio!

Eu que usualmente não faço muita divulgação destes arroubos, as mais das vezes partidários, que andam pela internet, porque se escolhe somente alguns para divulgar os seus salários, neste caso, porque foi feito isentamente, pois estão cá gente de todos os partidos do CDS ao BE.

E cá vai para que toda a gente veja o como abrimos falência, no sector publico, com gestores, dos eleitos ou dos não eleitos, os de "carreira",( tão queridos pelos menos democratas), com este calibre de gente.

Mas resta, ainda olhar para quem andou a dizer que éramos ricos e a alimentar o consumismo privado da forma mais estúpida, com importações de todo o tipo e um generalizado endividamento enquanto a economia se centrava nos baixos salários!

Estes dois últimos Governos são os únicos que andaram ao arrepio do consumismo barato desde o Governo do Bloco Central!

E quer o PCP e quer o BE uma Moção de censura? Ridículo!

Assumamos sim o erro do consumismo balofo, apostemos no reactivar da economia, em especial, socialista que é este governo, da economia social, das cooperativas também claro, mas das associações, das mutuas, das actividades em parceria publica/privada, e abrindo a todos e não somente aos grupos lobistas religiosos as oportunidades da Economia Social!

E, para a cadeia com esta gente! Não basta que o Tribunal de Contas haja, os outros Tribunais em vez de fazer politica partidária deveriam agir como o Tribunal de Contas!

E AINDA MAIS,

"AQUI VOS DEIXO ALGUNS EXEMPLOS DE DÚVIDAS QUE O TRIBUNAL DE CONTAS
ENCONTROU NAS DESPESAS PÚBLICAS... POR FAVOR, NÃO DEIXEM DE LER!!!

1.ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO ALENTEJO, I. P. - Aquisição de 1
armário persiana; 2 mesas de computador; 3 cadeiras c/rodízios, braços e
costas altas: 97.560,00€ Eu não sei a quanto está o metro cúbico de material
de escritório mas ou estes armários/mesas/cadeiras são de ouro sólido ou
então não estou a ver onde é que 6 peças de mobiliário de escritório custam
quase 100 000€. Alguém me elucida sobre esta questão?

2.MATOSINHOS HABIT - MH - Reparação de porta de entrada do edifício:
142.320,00 € Alguém sabe de que é feita esta porta que custa mais do que uma
casa?

3.UNIVERSIDADE DO ALGARVE - ESC. SUP. TECNOLOGIA - PROJECTO TEMPUS - Viagem
aérea Faro/Zagreb e regresso a Faro, para 1 pessoa no período de 3 a 6 de
Dezembro de 2008: 33.745,00 € Segundo o site da TAP a viagem mais cara que
se encontra entre Faro-Zagreb-Faro em classe executiva é de cerca de 1700€.
Dá uma pequena diferença de 32 000 €. Como é que é possível???

4.MUNICÍPIO DE LAGOA - 6 Kit de mala Piaggio Fly para as motorizadas do
sector de águas: 106.596,00 € Pelo vistos fazer um "Pimp My Ride" nas
motorizadas do Município de Lagoa fica carote!!!

5.MUNICÍPIO DE ÍLHAVO - Fornecimento de 3 Computadores, 1 impressora de
talões, 9 fones, 2 leitores ópticos: 380.666,00 € Estes computadores devem
ser mesmo especiais para terem custado cerca de 100 000€ cada....Já para não
falar nos restantes acessórios.

6.MUNICÍPIO DE LAGOA - Aquisição de fardamento para a fiscalização
municipal: 391.970,00€ Eu não sei o que a Polícia Municipal de Lagoa veste,
mas pelos vistos deve ser Haute-Couture.

7.CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES - VINHO TINTO E BRANCO: 652.300,00 € Alguém me
explica porque é que a Câmara Municipal de Loures precisa de mais de meio
milhão de Euros em Vinho Tinto e Branco????

8.MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA - AQUISIÇÃO DE VIATURA LIGEIRO DE MERCADORIAS:
1.236.000,00 € Neste contrato ficamos a saber que uma viatura ligeira de
mercadorias da Renault custa cerca de 1 milhão de Euros. Impressionante...

9.CÂMARA MUNICIPAL DE SINES - Aluguer de tenda para inauguração do Museu do
Castelo de Sines: 1.236.500,00 € É interessante perceber que uma tenda custa
mais ou menos o mesmo que um ligeiro de mercadorias da Renault e muito mais
que uma boa casa... E eu que estava a ser tão injusto com o município de
Vale de Cambra...

10.MUNICIPIO DE VALE DE CAMBRA - AQUISIÇÃO DE VIATURA DE 16 LUGARES PARA
TRANSPORTE DE CRIANÇAS: 2.922.000,00 € E mais uma pérola do Município de
Vale de Cambra: uma viatura de 16 lugares para transportar crianças custa
cerca de 3 milhões de Euros. Upsss, outra vez o município de Vale de
Cambra...

11.MUNICÍPIO DE BEJA - Fornecimento de 1 fotocopiadora, "Multifuncional do
tipo IRC3080I", para a Divisão de Obras Municipais: 6.572.983,00 € Este
contrato público é um dos mais vergonhosos que se encontra neste site. Uma
fotocopiadora que custa normalmente 7,698.42€ foi comprada por mais de 6,5
milhões de Euros.

E ninguém vai preso por porcarias como esta? COMO É POSSÍVEL NÃO ESTARMOS EM
CRISE? COMO DIZ SÓCRATES, É DIFÍCIL CORTAR NAS DESPESAS PÚBLICAS...
NOTA-SE... ACABÁMOS DE VER ALGUNS EXEMPLOS..."

E POR FIM, MAIS ALGUMA COISA,


-Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 Euros

-Carlos Tavares: CMVM, 245.552 Euros

-Antonio Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 Euros

-Guilhermino Rodrigues: ANA, 133.000 Euros

-Fernanda Meneses: STCP, 58.859 Euros

-José Manuel Rodrigues: Carris 58.865 Euros

-Joaquim Reis: Metro de Lisboa, 66.536 Euros

-Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448 Euros (este é que pode pagar
mais IRS)

-Luís Pardal: Refer, 66.536 Euros

-Amado da Silva: Anacom, Autoridade Reguladora da Comunicação Social,
ex-chefe de gabinete de Sócrates, 224.000 Euros

-Faria de Oliveira: CGD, 371.000 Euros

-Pedro Serra: AdP, 126.686 Euros

-José Plácido Reis: Parpública, 134.197 Euros

-Cardoso dos Reis: CP, 69.110 Euros

-Vítor Santos: ERSE, Entidade Reguladora da Energia, 233.857 Euros

-Fernando Nogueira: ISP, Instituto dos Seguros de Portugal, 247.938 euros
(este não é o ex-PSD que se encontra em Angola !! )

-Guilherme Costa: RTP, 250.040 Euros

-Afonso Camões: Lusa, 89.299 Euros

-Fernando Pinto: TAP, 420.000 Euros

-Henrique Granadeiro: PT, 365.000 Euros

OUVI DIZER - 30

Tagus Park será uma central de apoio ao desporto para além da inovação? Ou será o contrário, alguns agentes desportivos encontram no Tagus Park a estrutura de apoio às suas actividades. No Luis Figo está suficientemente divulgado a toda a velocidade, mas ao que consta há mais velocidade para dar no Tagus Park.

SERÁ VERDADE ? - MANUEL ALEGRE

Recebi esta informação:


Manuel Alegre - um DESERTOR


Muito obrigado pelo seu concordante comentrio sobre a potencial candidatura de Manuel Alegre Presidncia da Repblica.

Teria preferido, a bem da nossa Nao,que o seu comentrio fosse no sentido de me provar que estou errado, o que, lamentavelmente eu no vou ouvir de ningum.

Sabe, o que mais me incomoda que, com 2 filhos e 6 netos, olho para o meu "prazo de validade" a chegar ao fim e sei que vou morrer com a angstia de lhes deixar um Pas, uma Nao, governados por aquilo que j o nosso saudoso Rei D. Pedro V - infelizmente morto na flor da idade - descrevia, na sua correspondncia para o seu tio Alberto, marido da Rainha Vitria de Inglaterra, como uma "canalhocracia".

E inquieta-me profundamente que, desse ltimo quartel do sculo XIX at aos nossos dias, no s nada tenha mudado para melhor, como a imunda Repblica que nos governa, cujo primeiro centenrio que este ano os socialistas iro celebrar e que custar aos contribuintes DEZ MILHES DE EUROStenha, pela sua prtica poltica legitimado que possamos dizer, hoje, que no mais uma canalhocracia que nos governa, mas sim (e salvo raras e honrosas excepes) uma "quadrilhocracia".

Na minha qualidade de cidado em uniforme que dedicou nossa Ptria os melhores anos de toda a sua vida, a troco de um prato de lentilhas, j vi quase de tudo e, como anteriormente afirmei, s me falta ver Manuel Alegre - um DESERTOR - eleito PRESIDENTE DA REPBLICA e, nessa qualidade e por inerncia do cargo, comoComandante Supremo das Foras Armadas Portuguesas.

Espero que os portugueses acordem antes que tal possa acontecer. Cordialmente,

Fernando Paula Vicente

Maj-General da FAP (Ref.)



E ESTA AINDA:

Um Major-General desiludido com esta repblica de 100 anos e com uma governao que define de "quadrilhocracia".

...Manuel Alegre, durante a guerra do Ultramar e depois da sua fuga,era locutor da rdio Argel, onde se congratulava pela morte de soldados portugueses...

A voz da Arglia, emissores criados por desertores que, atravs de infiltrados nas foras armadas, denunciavam as n/operaes.
Muitas das emboscadas que sofremos resultaram da traio desses grandes filhos da p.ta. Uma das vozes que se ouvia era a desse pulha, Pateta Alegre. Lembro-me que 48 horas aps se ter instalado um posto de observao, um grupo de combate, um canho, um radar no cimo do morro de Noqui, donde ns observvamos toda a movimentao de aproximadamente, 2.000 turras concentrados numa sanzala no outro lado da fronteira, ouviu-se a voz do Alegre (*)a denunciar a nossa posio. Andmos a levar porrada na estrada entre S.Salvador e Nqui durante mais de 4 meses. Numa das viagens sofremos 9 ataques. Tudo por causa desse desertor e traidor.

(*) Nessa regio ouvia-se atravs dos famosos rdios portteis Hitachi, com uma boa onda mdia.

Paulo Chamorra

terça-feira, 18 de maio de 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

CITANDO JOSÉ ANTÓNIO SARAIVA

O PROCESSO chamado 'Face Oculta'

O PROCESSO chamado 'Face Oculta' tem as suas raízes longínquas num fenómeno que podemos designar por 'deslumbramento'.

Muitos dos envolvidos no caso, a começar por Armando Vara, são pessoas nascidas na Província que vieram para Lisboa, ascenderam a cargos políticos de relevo e se deslumbraram.

Deslumbraram-se, para começar, com o poder em si próprio. Com o facto de mandarem, com os cargos que podiam distribuir pelos amigos, com a subserviência de muitos subordinados, com as mordomias, com os carros pretos de luxo, com os chauffeurs, com os salões, com os novos conhecimentos.

Deslumbraram-se, depois, com a cidade. Com a dimensão da cidade, com o luxo da cidade, com as luzes da cidade, com os divertimentos da cidade, com as mulheres da cidade.

ORA, para homens que até aí tinham vivido sempre na Província, que até aí tinham uma existência obscura, limitada, ligados às estruturas partidárias locais, este salto simultâneo para o poder político e para a cidade representou um cocktail explosivo.

As suas vidas mudaram por completo.

Para eles, tudo era novo - tudo era deslumbrante.

Era verdadeiramente um conto de fadas - só que aqui o príncipe encantado não era um jovem vestido de cetim mas o poder e aquilo que ele proporcionava.

Não é difícil perceber que quem viveu esse sonho se tenha deixado perturbar.

CURIOSAMENTE, várias pessoas ligadas a este processo 'Face Oculta' (e também ao 'caso Freeport') entraram na política pela mão de António Guterres, integrando os seus Governos.

Armando Vara começou por ser secretário de Estado da Administração Interna, José Sócrates foi secretário de Estado do Ambiente, José Penedos foi secretário de Estado da Defesa e da Energia, Rui Gonçalves foi secretário de Estado do Ambiente.

Todos eles tiveram um percurso idêntico.

E alguns, como Vara e Sócrates, pareciam irmãos siameses: Naturais de Trás-os-Montes, vieram para o poder em Lisboa, inscreveram-se na universidade, licenciaram-se, frequentaram mestrados.

Sentindo-se talvez estranhos na capital, procuraram o reconhecimento da instituição universitária como uma forma de afirmação pessoal e de legitimação do estatuto.

A QUESTÃO que agora se põe é a seguinte: por que razão estas pessoas apareceram todas na política ao mais alto nível pela mão de António Guterres?

A explicação pode estar na mudança de agulha que Guterres levou a cabo no Partido Socialista.

Guterres queria um PS menos ideológico, um PS mais pragmático, mais terra-a-terra.

Ora estes homens tinham essas qualidades: eram despachados, pragmáticos, activos, desenrascados.

E isso proporcionou-lhes uma ascensão constante nos meandros do poder.

Só que, a par dessas inegáveis qualidades, tinham também defeitos.

Alguns eram atrevidos em excesso.

E esse atrevimento foi potenciado pelo tal deslumbramento da cidade e pela ascensão meteórica.

QUANDO o PS perdeu o poder, estes homens ficaram momentaneamente desocupados.

Mas, quando o recuperaram, quiseram ocupá-lo a sério.

Montaram uma rede para tomar o Estado.

José Sócrates ficou no topo, como primeiro-ministro, Armando Vara tornou-se o homem forte do banco do Estado - a CGD -, com ligação directa ao primeiro-ministro, José Penedos tornou-se presidente da Rede Eléctrica Nacional, etc.

Ou seja, alguns secretários de Estado do tempo de Guterres, aqueles homens vindos da Província e deslumbrados com Lisboa, eram agora senhores do país.

MAS, para isso ser efectivo, perceberam que havia uma questão decisiva: o controlo da comunicação social.

Obstinaram-se, assim, nessa cruzada.

A RTP não constituía preocupação, pois sendo dependente do Governo nunca se portaria muito mal.

Os privados acabaram por ser as primeiras vítimas.

O Diário Económico, que estava fora de controlo e era consumido pelas elites, mudou de mãos e foi domesticado.

O SOL foi objecto de chantagem e de uma tentativa de estrangulamento através do BCP (liderado em boa parte por Armando Vara).

A TVI, depois de uma tentativa falhada de compra por parte da PT, foi objecto de uma 'OPA', que determinou a saída de José Eduardo Moniz e o afastamento dos ecrãs de Manuela Moura Guedes.

O director do Público foi atacado em público por Sócrates - e, apesar da tão propalada independência do patrão Belmiro de Azevedo, acabou por ser substituído.

A Controlinvest, de Joaquim Oliveira (que detém o JN, o DN, o 24 Horas, a TSF) está financeiramente dependente do BCP, que por sua vez depende do Governo.

SUCEDE que, na sua ascensão política, social e económica, no seu deslumbramento, algumas destas pessoas de quem temos vindo a falar foram deixando rabos de palha.

É quase inevitável que assim aconteça.

O caso da Universidade Independente, o Freeport, agora o 'Face Oculta', são exemplos disso - e exemplos importantes da rede de interesses que foi sendo montada para preservar o poder, obter financiamentos partidários e promover a ascensão social e o enriquecimento de alguns dos seus membros.

É isso que agora a Justiça está a tentar desmontar: essa rede de interesses criada por esse grupo em que se incluem vários "boys" de Guterres.

Consegui-lo-á?

Não deixa de ser triste, entretanto, ver como está a acabar esta história para alguns senhores que um dia se deslumbraram com a grande cidade.

Esta é a forma mais eloquente de definir um parolo provinciano com tiques de malandro ,,,mas sempre de mão estendida ,,pior que os arrumadores que uma vez na vida se revelam minimamente úteis independentemente do ar miserável como se apresentam e se comportam quando não se lhes dá a famigerada moedinha .

Que rico texto para ser reencaminhado a Portugal inteiro.

a menos que toque a alguns que estão a comer do mesmo prato pago por nós,mas não vai ser por muito mais tempo não vai não .

sábado, 15 de maio de 2010

PENSAMENTO NOCTURNO

Se temos de seguir o caminho dos gregos, comecemos por envenenar o Sócrates!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

OUVI DIZER - 29

António Lobo Antunes e a escrita mentirosa

Custa-me encontrar um título apropriado à escrita de António Lobo Antunes que, podendo ganhar dinheiro com a profissão de médico, prefere a escrita para envergonhar os portugueses. Talvez este início de crónica escandalize quem costume venerá-lo. Eu, por maior benevolência que para com ele queira usar não posso, nem devo. Por várias razões, algumas das quais vou enunciar. Porque não gosto de atirar a pedra e esconder a mão.

Este senhor foi mobilizado como médico, para a guerra do Ultramar. Nunca terá sabido manobrar uma G-3 ou mesmo uma Mauser. Certamente nem sequer chegou a conhecer a estrutura de um pelotão, de uma companhia, de um batalhão. Não era operacional mas bota-se a falar como quem pragueja. Refiro-me ao seu mais recente livro:

João Céu e Silva pode reclamar alguns méritos deste tipo de escrita. Foi o entrevistador e a forma como transpõe as conversas confere-lhe alguma energia e vontade de saber até onde o entrevistado é capaz de levar o leitor. Mas as ideias, as frases, os palavrões, os impropérios, as aldrabices - sim as aldrabices - são de Lobo Antunes. Vejamos o que ele se lembrou de vomitar na página 391:

«Eu tinha talento para matar e para morrer. No meu batalhão éramos seiscentos militares e tivemos cento e cinquenta baixas. Era uma violência indescritível para meninos de vinte e um, vinte e dois ou vinte e três anos que matavam e depois choravam pela gente que morrera. Eu estava numa zona onde havia muitos combates e para poder mudar para uma região mais calma tinha de acumular pontos. Uma arma apreendida ao inimigo valia uns pontos, um prisioneiro ou um inimigo morto outros tantos pontos. E para podermos mudar, fazíamos de tudo, matar crianças, mulheres, homens. Tudo contava, e como quando estavam mortos valiam mais pontos, então não fazíamos prisioneiros».

Penso que isto que deixo transcrito da página 391 do seu referido livro, se vivêssemos num país civilizado e culto, com valores básicos a uma sociedade de mente sã e de justiça firme, bastaria para internar este «escriba», porque todo o livro é uma humilhação sistemática e nauseabunda, aos Combatentes Portugueses que prestaram serviço em qualquer palco de operações, além fronteiras.

É um severo ataque à Instituição Militar e uma infâmia aos comandantes de qualquer ramo das Forças Armadas, de qualquer estrutura hierárquica e de qualquer frente de combate. Isto que Lobo Antunes escreve e lhe permite arrecadar «350 contos por mês da editora» (p. 330), deveria ser motivo de uma averiguação pelo Ministério Público. Porque em democracia, não deve poder dizer-se tudo, só porque há liberdade para isso. Essa liberdade que Lobo Antunes usou para enriquecer à custa o marketing que os mass media repercutem, sem remoques, porque se trata de um médico com irmãos influentes na política, ofendeu um milhão de Combatentes, o Ministério da Defesa, uma juventude desprevenida, porque vai ler estes arrotos literários, na convicção de que foi assim que fez a Guerra, entre 1961 e 1974. E ofende, sobretudo, a alma da Portugalidade porque a «aldeia global» a que pertencemos vai pensar que isto se passou na vida real nos finais do século XX.

Fui combatente, em Angola, uns anos antes de Lobo Antunes. Também, como ele fui alferes miliciano (ranger). Estive numa zona muito mais perigosa do que ele: nos Dembos, com operações no Zemba, na Maria Fernanda, em Nuambuangongo, na Mata Sanga, na Pedra Verde, enfim, no coração da guerra. Nunca um militar, qualquer que fosse a sua graduação ou especialidade, atirou a matar. Essa linguagem dos pontos é pura ficção. E essa de fazer cordões com orelhas de preto, nem ao diabo lembraria. E pior do que tudo é a maldade com que escarrou no seu próprio batalhão que tinha seiscentos militares e registou centena e meia de baixas...Como se isto fosse crível.

Se o seu comandante que na altura deveria ser tenente-coronel, mais o segundo comandante, os capitães, os alferes, os sargentos e os soldados em geral, lerem estas aldrabices e não exigirem uma explicação pública, ficarão na história da guerra do Ultramar como protagonistas de um filme que de realidade não teve ponta por onde se lhe pegue.

Em primeiro lugar esta mentira pública atinge esses heróicos combatentes, tão sérios como todos os outros. Porque não há memória de um único Batalhão ter um décimo das baixas que LoboAntunes atribui àquele de que ele próprio fez parte . É preciso ter lata para fazer afirmações tão graves sobre profissionais que para serem diferentes deste relatório patológico, basta terem a seu lado a Bandeira Portuguesa e terem jurado servi-la e servir a Pátria com honra, dignidade e humanismo.

Não conheço nenhum desses seiscentos militares que acolheram António Lobo Antunes no seu seio e até trataram bem a sua mulher que lhes fez companhia, em pleno mato, segundo escreve nas páginas 249 e 250. Mereciam eles outro respeito e outros elogios. Porque insultos destes ouvimos e lemos muitos, no tempo do PREC. Mas falsidades tão obscenas, nem sequer foram ditas por Otelo Saraiva de Carvalho, quando mandou prender inocentes, com mandados de captura, em branco e até quando ameaçou meter-me e a tantos, no Campo Pequeno para a matança da Páscoa. Estas enormidades não matam o corpo, mas ferem de morte a alma da nossa Epopeia Nacional.

Barroso da Fonte


PS de Cor. Manuel Bernardo
Não li o livro em causa. No entanto, dada a consideração que me merece este Combatente, fundador da Associação dos Combatentes do Ultramar, ousei realçar algumas frases e difundir para maior audiência na net, afim de tentar recolher opiniões de alguns dos 600 militares que este escritor refere... Assim, os "negritos" foram por mim aplicados e são da minha responsabilidade.

Do PortugalClub:
Não li , nem vou perder tempo em ler nenhum livro de autoria desse "Cobardolas \ Traidor" de nome "antónio lobo antunes"; a entrevista dele à RTP, por ocasião do lançamento do 1º ivro dele, meu deu ansias de vómito. Eu Lutei por... , e doei meu suor a minha Pátria Portugal com muita satisfação e orgulho. Escutar ou ler algo que venha de anti-portugueses, a mim me dá nojo.

CITANDO JOFFRE JUSTINO

Não concordando com algumas considerações feitas não resisto a transcrever um texto do meu amigo JJ:

"Finalmente!

Alguns amigos meus, a maioria provavelmente, irá dizer que “me passei de vez”, pois este finalmente tem a ver com o saudar, que faço, das medidas de combate à crise, tomadas recentemente, em acordo entre o Governo/PS e o PSD, liderado por Passos Coelho.

Começava a ficar tarde.

É visível que o Governo procurou, enquanto pôde, encontrar soluções que permitissem combater a crise sem drama, até que viu Portugal envolvido na trama da alta finança americana no sentido de acabar com o euro e, claro, com a União Europeia, entidade supra nacional que é temida e detestada por quem entende que o Império Americano deve dominar a solo, o mais que puder.

E, note-se, é sabido que esta não é a opinião da maioria pensante americana, nem do governo Obama, mas continua a ter forte eco entre a alta finança dos EUA.

Aquela que na verdade está por detrás desta brutal crise mundial que, só agora, os portugueses começam a entender que existe realmente.

Não fora o ataque brutal contra o euro e à Grécia, a Espanha e a Portugal, (não é por acaso que não sucedeu o mesmo aquando da Irlanda…), e o governo português, assim como os restantes, continuariam com medidas de “panos quentinhos” e, possivelmente, até teriam encontrado um caminho suave de superação desta crise.

Foi o que o governo Socrates tentou, na certeza de que ajudou também bastante que os populistas tivessem sido derrotados no PSD.

De facto, sem Manuela Ferreira Leite e os seus seguidores, eurodeputados ou não, foi possível encontrar-se uma solução “de país”, para enfrentar a crise, que não teria acontecido caso os populistas à PSD tivessem ganho o Congresso do PSD.
Eu defendi um governo de salvação nacional logo a seguir às últimas eleições e, inclusivamente, durante as campanhas eleitorais….

Era já visível que seria vantajoso para o país que um governo à “Bloco Central”, (possivelmente, disse-o, mais alargado), surgisse das eleições, e tivesse por apoio parlamentar alargado, condições para avançar com medidas firmes, mas certamente menos duras que hoje foram tomadas, de combate à crise.

As fantochadas populistas que vivemos na comunicação social, no parlamento e até em algumas “ruas”, originaram impasses que agora nos fazem pagar bem mais caro os luxos que entendemos poder viver nos anos do cavaquistão e do guterrão…

Como sabemos a divida portuguesa tem uma responsabilidade a 75% das famílias e das empresas e a 25% do Estado…e resulta do facto de termos sido convencidos que éramos um “país rico”, ( o que não somos desde a destruição da nossa frota aquando da ocupação espanhola…), por quem fez da adesão à CEE não um projecto de desenvolvimento, como era o desejo de Mário Soares e Mota Pinto, mas um projecto de rápido enriquecimento à custa dos “dinheiros da CEE”…

Fomo-nos endividando sem regra, sem orientação, sem projecto.

E agora mostram-nos a conta e não queremos acreditar.

Teremos de acreditar!

Já tivemos de acreditar entre 1983 e 1985, onde a governação Mario Soares e Mota Pinto, que a assumiram com coragem de leaderes que eram, ( e Soares ainda é, lamentando eu que Mota Pinto já não esteja entre nós), e por termos empenhado o nosso esforço superámos a crise.

Teremos de o fazer outra vez.

Deixando de lado os populismos, que imaginam que se “os ricos pagarem a crise” nós não teremos de a pagar.

Ridículo raciocínio, pois escamoteia o facto de parte da dívida ser mesmo nossa, nas casas compradas, nas televisões compradas, nos electrodomésticos comprados, nos telemóveis comprados, nos carros comprados, com empréstimos que tiveram de ser suportados por empréstimos da banca na banca internacional.

A juros como sucede connosco e tendo de pagar como sucede connosco…

Há abusos?

Sem dúvida e os abusos não deveriam ter sido permitidos!

Gestores públicos, vivendo da aplicação dos nossos impostos a ganharem 4000 euros dia ?

Inaceitável!

Mas mesmo que os puséssemos no desemprego isso não resolveria a crise, goste ou não goste o sr prof. Anacleto Louçã….

Por razões morais a redução que foi imposta já deveria ter sucedido e, hoje, até deveria ser maior.

Ajuda, mas não resolve o problema, pois a dívida é mesmo nossa.

Devemos é questionar quem andou a impingir-nos a ideia de que somos ricos – Cavaco Silva.

E, digo-o, precisamente por eu ser socialista, António Guterres.

O primeiro com mais responsabilidades que o segundo, mas ambos com responsabilidades.

Mas não basta apontar para os políticos.

A comunicação social merece, tem de, ser questionada também.

Ela soube que o BCP quando integrou o BPA teve financiamentos da CEE para a formação profissional que se tivessem sido, como devia, usados para essa função, teriam posto os balcões, todos, BCP e BPA, fechados para cumprir toda aquela “formação”, durante um ano!

Que disse a comunicação social sobre o assunto?

Zero!

Era o cavaquistão em todo o seu esplendor!

Hoje vemos os dirigentes do BCP a terem de pagar entre 900 000 e 1 000 000 de euros. Parte deles foram dirigentes do PSD, e governantes do PSD, outra parte importantes apoiantes!

O que está escrito sobre tal na comunicação social?

Zero!

Ah se fossem do PS as páginas que encheriam….!

Mas hoje temos uma crise para resolver e que só pode sê-lo, juntos.

Finalmente há coragem para a enfrentar.

Façamo-lo!

coisasdehoje.blogs.sapo.pt/

quarta-feira, 12 de maio de 2010

CITANDO MEDINA CARREIRA

A economia vai derrotar a democracia de 1976.

José Sócrates, é um homem de circo, de espectáculo. Portugal está a ser gerido por medíocres, Guterres, Barroso, Santana Lopes e este, José Sócrates, não perceberam o essencial do problema do país.
O desemprego não é um problema, é uma consequência de alguma coisa que não está bem na economia. Já estou enjoado de medidinhas. Já nem sei o que é que isso custa, nem sequer sei se estão a ser aplicadas.
A população não vai aguentar daqui a dez anos um Estado social como aquele em que nós estamos a viver. Este que está lá agora, o Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora.
É gente de circo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade.
Vocês, comunicação social, o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6». Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias... mas é sem açúcar.
Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularuxo» porque não dependo do aparelho político!"
Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar « 6 x 3 = 18 », contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... Isto não é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!
Os números são fatais. Dos números ninguém se livra, mesmo que não goste. Uma economia que em cada 3 anos dos últimos 27, cresceu 1%... esta economia não resiste num país europeu.
Quem anda a viver da política para tratar da sua vida, não se pode esperar coisa nenhuma. A causa pública exige entrega e desinteresse.
Se nós já estamos ultra-endividados, faz algum sentido ir gastar este dinheiro todo em coisas que não são estritamente indispensáveis?
P'rá gente ir para o Porto ou para Badajoz mais depressa 20 minutos? Acha que sim?
A aviação está a sofrer uma reconversão, vamos agora fazer um aeroporto, se calhar não era melhor aproveitar a Portela?
Quer dizer, isto está tudo louco?"
Eu por mim estou convencido que não se faz nada para pôr a Justiça a funcionar porque a classe política tem medo de ser apanhada na rede da Justiça. É uma desconfiança que eu tenho. E então, quanto mais complicado aquilo for...
Nós tivemos nos últimos 10 / 12 anos 4 Primeiros-Ministros:
- Um desapareceu;
- O outro arranjou um melhor emprego em Bruxelas, foi-se embora;
- O outro foi mandado embora pelo Presidente da República;
- E este coitado, anda a ver se consegue chegar ao fim"
O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou.

Foi "exilado" para Londres.

O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris.

O Alegre depois não sei para onde ele irá...

Em Portugal quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado.
Mas você acredita nesse «considerado bem»? Então, o meu amigo encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400?

Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos?

E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!
De acordo com as circunstâncias previstas, nós por volta de 2020 somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia, e vamos ter, eventualmente, o nome de Lisboa no tratado. É, mas não passa disso. É só para entreter a gente.
Isto é um circo. É uma palhaçada. Nas eleições, uns não sabem o que estão a prometer, e outros são declaradamente uns mentirosos:

- Prometem aquilo que sabem que não podem."
A educação em Portugal é um crime de «lesa-juventude»: Com a fantasia do ensino dito «inclusivo», têm lá uma data de gente que não quer estudar, que não faz nada, não fará nada, nem deixa ninguém estudar. Para que é que serve estar lá gente que não quer estudar? Claro que o pessoal que não quer estudar está lá a atrapalhar a vida aqueles que querem estudar. Mas é inclusiva...
O que é inclusiva? É para formar tontos? Analfabetos?"
"Os exames são uma vergonha.
Você acredita que num ano a média de Matemática é 10, e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte a única coisa que posso dizer é que é mentira, é um roubo ao ensino e aos professores! Está-se a levar a juventude para um beco sem saída. Esta juventude vai ser completamente desgraçada!
A minha opinião desde há muito tempo é: TGV - Não !
Para um país com este tamanho é uma tontice. O aeroporto depende. Eu acho que é de pensar duas vezes esse problema. Ainda mais agora com o problema do petróleo.
Bragança não pode ficar fora da rede de auto-estradas? Não?
Quer dizer, Bragança fica dentro da rede de auto-estradas e nós ficamos encalacrados no estrangeiro?

Eu nem comento essa afirmação que é para não ir mais longe...
Bragança com uma boa estrada fica muito bem ligada. Quem tem interesse que se façam estas obras é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!
Nós em Portugal sabemos resolver o problema dos outros: A guerra do Iraque, do Afeganistão, se o Presidente havia de ter sido o Bush, mas não sabemos resolver os nossos. As nossas grandes personalidades em Portugal falam de tudo no estrangeiro: criticam, promovem, conferenciam, discutem, mas se lhes perguntar o que é que se devia fazer em Portugal nenhum sabe. Somos um país de papagaios...
Receber os prisioneiros de Guantanamo?
Isso fica bem e a alimentação não deve ser cara...» Saibamos olhar para os nossos problemas e resolvê-los e deixemos lá os outros... Isso é um sintoma de inferioridade que a gente tem, estar sempre a olhar para os outros.

Olhemos para nós!
A crise internacional é realmente um problema grave, para 1-2 anos. Quando passar lá fora, a crise passará cá. Mas quando essa crise passar cá, nós ficamos outra vez com os nossos problemas, com a nossa crise. Portanto é importante não embebedar o pessoal com a ideia de que isto é a maldita crise. Não é!
Nós estamos com um endividamento diário nos últimos 3 anos correspondente a 48 milhões de euros por dia: Por hora são 2 milhões! Portanto, quando acabarmos este programa Portugal deve mais 2 milhões! Quem é que vai pagar?
Isso era o que deveríamos ter em grande quantidade.
Era vender sapatos. Mas nós não estamos a falar de vender sapatos. Nós estamos a falar de pedir dinheiro emprestado lá fora, pô-lo a circular, o pessoal come e bebe, e depois ele sai logo a seguir..."
Ouça, eu não ligo importância a esses documentos aprovados na Assembleia...
Não me fale da Assembleia, isso é uma provocação... Poupe-me a esse espectáculo...."
Isto da avaliação dos professores não é começar por lado nenhum.
Eu já disse à Ministra uma vez «A senhora tem uma agenda errada"» Porque sem pôr disciplina na escola, não lhe interessa os professores. Quer grandes professores? Eu também, agora, para quê? Chegam lá os meninos fazem o que lhes dá na cabeça, insultam, batem, partem a carteira e não acontece coisa nenhuma. Vale a pena ter lá o grande professor? Ele não está para aturar aquilo...Portanto tem que haver uma agenda para a Educação. Eu sou contra a autonomia das escolas Isso é descentralizar a «bandalheira».
Há dias circulava na Internet uma notícia sobre um atleta olímpico que andou numa "nova oportunidade" uns meses, fez o 12º ano e agora vai seguir Medicina...
Quer dizer, o homem andava aí distraído, disseram «meta-se nas novas oportunidades» e agora entra em Medicina...
Bem, quando ele acabar o curso já eu não devo cá andar felizmente, mas quem vai apanhar esse atleta olímpico com este tipo de preparação...
Quer dizer, isto é tudo uma trafulhice..."
É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar.
Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe.
Até há cerca de um ano eu pensava que íamos ficar irremediavelmente mais pobres, mas aqui quentinhos, pacíficos, amiguinhos, a passar a mão uns pelos outros... Começo a pensar que vamos empobrecer, mas com barulho...
Hoje, acrescento-lhe só o «muito». Digo-lhe que a gente vai empobrecer, provavelmente com muito barulho...
Eu achava que não havia «barulho», depois achava que ia haver «barulho», e agora acho que vai haver «muito barulho». Os portugueses que interpretem o que quiserem...
Quando sobe a linha de desenvolvimento da União Europeia sobe a linha de Portugal. Por conseguinte quando os Governos dizem que estão a fazer coisas e que a economia está a responder, é mentira! Portanto, nós na conjuntura de médio prazo e curto prazo não fazemos coisa nenhuma. Os governos não fazem nada que seja útil ou que seja excessivamente útil. É só conversa e portanto, não acreditem...
No longo prazo, também não fizemos nada para o resolver e esta é que é a angústia da economia portuguesa.
"Tudo se resume a sacar dinheiro de qualquer sítio. Esta interpenetração do político com o económico, das empresas que vão buscar os políticos, dos políticos que vão buscar as empresas...Isto não é um problema de regras, é um problema das pessoas em si...Porque é que se vai buscar políticos para as empresas?
É o sistema, é a (des)educação que a gente tem para a vida política...
Um político é um político e um empresário é um empresário. Não deve haver confusões entre uma coisa e outra. Cada um no seu sítio. Esta coisa de ser político, depois ministro, depois sai, vai para ali, tira-se de acolá, volta-se para ministro... é tudo uma sujeira que não dá saúde nenhuma à sociedade.
Este país não vai de habilidades nem de espectáculos.
Este país vai de seriedade. Enquanto tivermos ministros a verificar preços e a distribuir computadores, eles não são ministros. São propagandistas! Eles não são pagos nem escolhidos para isso! Eles têm outras competências e têm que perceber quais os grandes problemas do país!
Se aparece aqui uma pessoa para falar verdade, os vossos comentadores dizem «este tipo é chato, é pessimista»...
Se vem aqui outro trafulha a dizer umas aldrabices fica tudo satisfeito...
Vocês têm que arranjar um programa onde as pessoas venham à vontade, sem estarem a ser pressionadas, sossegadamente dizer aquilo que pensam. E os portugueses se quiserem ouvir, ouvem. E eles vão ouvir, porque no dia em que começarem a ouvir gente séria e que não diz aldrabices, param para ouvir.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

sábado, 8 de maio de 2010

A LISTA DE COISAS QUE NÃO SABEMOS OU NÃO LEMBRAMOS

Os Três Reis Magos:
O árabe Baltazar: trazia incenso, significando a divindade do Menino Jesus.
O indiano Belchior: trazia ouro, significando a sua realeza.
O etíope Gaspar: trazia mirra, significando a sua humanidade.

As Sete Maravilhas do Mundo Antigo:
1 - As Pirâmides do Egipto
2 - As Muralhas e os Jardins Suspensos da Babilónia
3 - O Mausoléu de Helicarnasso (ou o Túmulo de Máusolo em Éfeso)
4 - A Estátua de Zeus, de Fídias
5 - O Templo de Artemisa (ou Diana)
6 - O Colosso de Rodes
7 - O Farol de Alexandria.

As 7 Notas Musicais
A origem é uma homenagem a São João Baptista, com seu hino :
Ut queant laxis (dó) Para que possam
Re sonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados
Sancti Ioannis Ó São João


Os Sete Pecados Capitais

Eles só foram enumerados no século VI, pelo papa São Gregório Magno (540-604), tomando como referência as cartas de São Paulo
Gula - Avareza - Soberba - Luxúria - Preguiça - Ira - Inveja

As Sete Virtudes
Para combater os pecados capitais
Temperança - Generosidade - Humildade - Castidade - Disciplina - Paciência - Caridade

Os Sete dias da Semana e os 'Sete Planetas'
Os dias, nos demais idiomas - com excessão da língua portuguesa - mantém os nomes dos sete corpos celestes conhecidos desde os babilónios:
Domingo dia do Sol
Segunda dia da Lua.
Terça dia de Marte
Quarta dia de Mercúrio
Quinta dia de Júpiter
Sexta dia de Vénus
Sábado dia de Saturno

As Sete Cores do Arco-Íris
Na mitologia grega, Íris era a mensageira da deusa Juno. Como descia do céu num facho de luz e vestia um xale de sete cores, deu origem à palavra arco-íris. A divindade deu origem também ao termo íris, do olho.
Vermelho - Laranja - Amarelo - Verde - Azul - Anil - Violeta


Os Dez Mandamentos:

1º Amar a Deus sobre todas as coisas
2º Não tomar o Seu Santo Nome em vão
3º Guardar os sábados
4º Honrar pai e mãe
5º Não matar
6º Não pecar contra a castidade
7º Não furtar
8º Não levantar falso testemunho
9º Não desejar a mulher do próximo
10º Não cobiçar as coisas alheias

Os Doze Meses do Ano
Janeiro: Homenagem ao Deus Janus, protector dos lares
Fevereiro: Mês do festival de Februália (purificação dos pecados) em Roma;
Março: Em homenagem a Marte, Deus guerreiro;
Abril: Derivado do latim Aperire (o que abre). Possível referência à primavera no Hemisfério Norte;
Maio: Acredita-se que se origine de Maia, deusa do crescimento das plantas;
Junho: Mês que homenageia Juno, protetora das mulheres;
Julho: No primeiro calendário romano, de 10 meses, era chamado de quintilis (5º mês). Foi rebatizado por Júlio César;
Agosto: Inicialmente nomeado de sextilis (6º mês), mudou em homenagem a César Augusto;
Setembro: Era o sétimo mês. Vem do latim septem;
Outubro: Na contagem dos romanos, era o oitavo mês;
Novembro: Vem do latim novem (nove);
Dezembro: Era o décimo mês.

Os Doze Apóstolos
Simão Pedro - Tiago (o maior) - João - Filipe - Bartolomeu - Mateus - Tiago (o menor) - Simão - Judas Tadeu - Judas Iscariotes - André - Tomé
Após a traição de Judas Iscariotes, os outros onze apóstolos elegeram Matias para ocupar o seu lugar.

Os Doze Profetas do Antigo Testamento
Isaías - Jeremias - Jonas - Naum - Baruque - Ezequiel - Daniel - Oséias - Joel - Abdias - Habacuque - Amos
Os Quatro Evangelistas e a Esfinge
Lucas representado pelo touro
Marcos representado pelo leão
João representado pela águia
Mateus representado pelo anjo
Os Quatro Elementos e os Signos
Terra Touro - Virgem - Capricórnio
Água Câncer - Escorpião - Peixes
Fogo Carneiro - Leão - Sagitário
Ar Gémeos - Balança - Aquário

As Musas da Mitologia Grega
a quem se atribuía a inspiração das ciências e das artes
1 - Urânia astronomia
2 - Tália comédia
3 - Calíope eloqüência e epopéia
4 - Polímnia retórica
5 - Euterpe música e poesia lírica
6 - Clio história
7 - Érato poesia de amor
8 - Terpsícore dança
9 - Melpômene tragédia

Os Sete Sábios da Grécia Antiga:
1 - Sólon, 2 - Pítaco, 3 - Quílon, 4 - Tales de Mileto, 5 - Cleóbulo, 6 - Bias, 7 - Períandro

Os Múltiplos de Dez
Os prefixos usados em Megabytes, Kilowatt, milímetro...
Yotta Y = 1024 = 1.000.000.000.000.000.000.000.000
Zetta Z = 1021 = 1.000.000.000.000.000.000.000
Exa E = 1018 = 1.000.000.000.000.000.000
Peta P = 1015 = 1.000.000.000.000.000
Tera T = 1012 = 1.000.000.000.000
Giga G = 109 = 1.000.000.000
Mega M = 106 = 1.000.000
Kilo k = 103 = 1.000
Hecto h = 102 = 100
Deca da = 101 = 10
Uni = 100 = 1
Deci d = 10-1 = 0,1
Centi c = 10-2 = 0,01
Mili m = 10-3 = 0,001
Micro µ = 10-6 = 0,000.0001
Nano n = 10-9 = 0,000.000..001
Pico p = 10-12 = 0, 000.000.000.001
Femto f = 10-15 = 0,000.000.000.000.001
Atto a = 10-18 = 0,000.000.000.000.000.001
Zepto z = 10-21 = 0,000.000.000..000.000.000.001
Yocto y = 10-24 = 0,000.000.000.000.000.000.000.001
Exa deriva da palavra grega 'hexa' que significa 'seis'
Penta deriva da palavra grega 'pente' que significa 'cinco'
Tera do grego 'téras' que significa 'monstro'
Giga do grego 'gígas' que significa 'gigante'
Mega do grego 'mégas' que significa 'grande'
Hecto do grego 'hekatón' que significa 'cem'
Deca do grego 'déka' que significa 'dez'
Deci do latim 'decimu' que significa 'décimo'
Mili do latim 'millesimu' que significa 'milésimo'
Micro do grego 'mikrós' que significa 'pequeno'
Nano do grego 'nánnos' que significa 'anão'
Pico do italiano 'piccolo' que significa 'pequeno'
Femto do dinamarquês 'femten' que significa 'quinze'
Atto do dinamarquês 'atten' que significa 'dezoito'
zepto e zetta derivam do latim 'septem' que significa 'sete'
yocto e yotta derivam do latim 'octo' que significa 'oito'
Conversão entre unidades:
cavalo-vapor 1 cv = 735,5 Watts
horsepower 1 hp = 745,7 Watts
polegada 1 in (1??) = 2,54 cm
pé 1 ft (1?) = 30,48 cm
jarda 1 yd = 0,9144 m
angström 1 Å = 10-10 m
milha marítima =1852 m
milha terrestre 1mi = 1609 m
tonelada 1 t = 1000 kg
libra 1 lb = 0,4536 kg
hectare 1 ha = 10.000 m2
metro cúbico 1 m3 = 1000 l
minuto 1 min = 60 s
hora 1 h = 60 min = 3600 s
grau Celsius 0 ºC = 32 ºF = 273 K (Kelvin)
grau fahrenheit =32 + 1,8 x ºC

Os Dez Números Arábicos
Os símbolos tem a ver com os ângulos:
o 0 não tem ângulos
o número 1 tem 1 ângulo
o número 2 tem 2 ângulos
o número 3 tem 3 ângulos
etc...

As Datas de Casamento:
1 ano Bodas de Algodão
2 anos Bodas de Papel
3 anos Bodas de Trigo ou Couro
4 anos Bodas de Flores e Frutas ou Cera
5 anos Bodas de Madeira ou Ferro
10 anos Bodas de Estanho ou Zinco
15 anos Bodas de Cristal
20 anos Bodas de Porcelana
25 anos Bodas de Prata
30 anos Bodas de Pérola
35 anos Bodas de Coral
40 anos Bodas de Rubi ou Esmeralda
45 anos Bodas de Platina ou Safira
50 anos Bodas de Ouro
55 anos Bodas de Ametista
60 anos Bodas de Diamante ou Jade
65 anos Bodas de Ferro ou Safira
70 anos Bodas de Vinho
75 anos Bodas de Brilhante ou Alabastre
80 anos Bodas de Nogueira ou Carvalho

Os Sete Anões:
Dunga - Zangado - Atchin - Soneca - Mestre - Dengoso - Feliz
Você Sabia?
1 Durante a Guerra de Secessão, quando as tropas voltavam para o quartel após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: 'O Killed' (zero mortos). Daí surgiu a expressão ' O.K.' para indicar que tudo está bem.
2 Nos conventos, durante a leitura das Escrituras Sagradas, ao referirem-se a São José, diziam sempre ' Pater Putativus', (ou seja: 'Pai Suposto') abreviando em P.P. Assim surgiu o hábito, nos países de colonização espanhola, de chamar os ' José' de 'Pepe'.
3 Cada rei no baralho representa um grande Rei/Imperador da história: Espadas: Rei David (Israel) - Paus: Alexandre Magno (Grécia/Macedónia) - Copas: Carlos Magno (França) - Ouros: Júlio César (Roma)
4 No Novo Testamento, no livro de São Mateus, está escrito ' é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um rico entrar no Reino dos Céus '. O problema é que São Jerónimo, o tradutor do texto, interpretou a palavra ' kamelos' como camelo, quando na verdade, em grego, 'kamelos' são as cordas grossas com que se amarram os barcos. A ideia da frase permanece a mesma, mas qual parece mais coerente?
5 Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, assustaram-se ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo (os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio repetia ' Kan Ghu Ru', e portanto adaptaram-no ao inglês, 'kangaroo' (canguru ). Depois, os linguistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: 'Não te entendo'.
6 A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar e o índio respondeu ' Yucatán'. Mas o espanhol não sabia que ele estava informando 'Não sou daqui'.
7 Existe uma rua no Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão, chamada 'PEDRO IVO'. Quando um grupo de estudantes foi tentar descobrir quem foi esse tal de Pedro Ivo, descobriram que na verdade a rua homenageava D. Pedro I, que quando foi Rei de Portugal, foi aclamado como 'Pedro IV' (quarto). Pois bem, algum dos funcionários da Prefeitura, ao pensar que o nome da rua fora grafado errado, colocou um 'O' no final do nome. O erro permanece até hoje. Acredite se quiser...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

OUVI DIZER - 28

Citando José Maria


Portugal - Um país cheio de tiranetes, de crápulas que nas suas aldeias e vilas fazem a lei e subvertem a Democracia

Estava agora a ver a televisão e a ouvir Ricardo Rodrigues, deputado do PS, eleito nos Açores, quando ele dizia que a Comissão da Assembleia da República, sobre o negócio da PT/TVI, nada mais era que uma forma de enxovalhar o Primeiro Ministro "Um dos mais altos magistrados da Nação".
Publicada por josé maria martins
Pasme-se! José Sócrates um dos mais altos magistrados da Nação! Eu que conheço muito bem, e até pessoalmente, o deputado Ricardo Rodrigues e dei comigo a pensar: "Para onde vai o meu Portugal?".

É vergonhoso que o PS tenha metido nas listas de deputados Ricardo Rodrigues.Vergonhoso! Digo-o no âmbito da minha liberdade de expressão e opinião.
Digo-o como cidadão político.
Digo-o na qualidade de irmão de dois açorianos: Victor Manuel Martins, nascido na Horta, Ilha do Faial, e de Maria Isabel Martins, nascida em Vila do Porto, Ilha de Santa Maria.
E lembro-me que Ricardo Rodrigues era advogado do sobrinho do Dr. Mota Amaral e nem soube defendê-lo, tendo sido eu a trabalhar para o libertar, pela incapacidade de Ricardo Rodrigues.
Da mesma maneira que Ricardo Rodrigues deixou condenar, estupidamente, um amigo meu, um homem bom e muito influente em Ponta Delgada, quando Ricardo Rodrigues era apenas advogado e o irmão dele empregado na Associação Agrícola.
Todos se lembram que Ricardo Rodrigues se demitiu do Governo dos Açores aquando do caso de pedófilia conhecido como Caso Farfalha.
Agora aparece - depois de fazer mais umas tantas ilegalidades, porcarias, no âmbito de um jornal, do PS, que foi à falência em Ponta Delgada! - como o homem forte do PS!!
Veja-se que pessoas o meu ex-partido tem como arautos!.
Onde está Mário Soares? Onde está António Arnault? Onde está Almeida Santos? Onde está Carlos Candal (já morreu)?
Creio que o deputado Ricardo Rodrigues é o maior defensor, no PS, dos casamentos homossexuais, quando se sabe que não tem filhos... e que nos Açores é tido como membro do grupo Gay!
Portugal está do avessso!
Sócrates deixa estas pessoas tomarem posições de destaque e afundar Portugal.
Onde estão os milhões de euros desviados da Caixa Geral de Depósitos de Vila Franca do Campo? Em cujo processo crime Ricardo Rodrigues foi arguido e salvo pelos amigos, contra a posição da Policia Judiciária?
Sei do que falo porque fui advogado desse caso em que Ricardo Rodrigues era arguido, mas alguém se encarregou de o safar...
Se Ricardo Rodrigues me quiser processar que o faça!
Mas temos que saber quem era o procurador gay que o safou! O procurador que tinha um namorado preso na prisão da Boa Nova, em Ponta Delgada!
Uma miséria este Portugal!
Por outro lado, ao longo do país vamos vendo tiranetes que defendem as suas capelinhas, contra o Povo.
Nas freguesias, nos concelhos, há sempre os "regedores" que vão emporcalhando Portugal e sendo responsáveis pela miséria em que vivemos.
Portugal está nas bocas do Mundo pelas piores razões.
Eu por mim preferia dar um tiro nos cornos de um desses tiranetes a deixar o meu amado, o meu querido, o meu adorado Portugal morrer, o país pelo qual jurei morrer se fosse necessário.
Declaro que se for necessário morrerei por Portugal, de armas na mão, mas há-de haver filhos da puta que vão à minha frente!
Os Povos têm o direito de se revoltar!
Os meus filhos, os teus filhos, os nossos filhos, não podem estar na mão destes biltres.
Os portugueses, se for necessário, devem seguir o exemplo do Povo de Paris, os "sans culottes", que destruíram a Bastilha, que mataram Luis XVI e Maria Antonieta.
Se me quiserem processar, façam-no, porque eu não tolero pedófilos, que não confessam, nem corruptos que destroiem o meu amado Portugal.
Basta, já"!

CITANDO MÁRIO CRESPO

O palhaço


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem. O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços.
O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo.
Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver. O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria.
E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar. E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político.
Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.

domingo, 2 de maio de 2010

CITAÇÃO

A crise sem saída possível

Portugal está, neste momento, sob ataque cerrado e inevitavelmente não vai aguentar. A questão não é só essa: há um ataque concertado contra o Euro, liderado pelos EUA (o monopólio do dólar não pode ser quebrado), acompanhado em surdina pelo Reino Unido e com o beneplácito implícito dos BRICs, desta feita com brechas na muralha, por onde o inimigo se vai infiltrando. Portugal é apenas um dos elos mais fracos e, por conseguinte, todos os movimentos especulativos aí se concentram par prosseguirem a sua rota em direcção a outros pontos sensíveis, casos da Espanha, Irlanda e Itália. A queda da Grécia, em grande parte por sua própria culpa (manipulação de contas e números, aldrabices, má gestão, corrupção, et alia), iria arrastar outros no pretendido desmoronar da casa “comum(?)” europeia. Portugal, que diverge, na negativa, dos padrões europeus há mais de 10 anos, pequena economia estagnada, aberta e vulnerável, é o alvo ideal para esse ataque e isso não tem tanto que ver com a divida pública, mas sobretudo com a dívida global das empresas e dos particulares em correlação com o PIB lusitano.
Assim, como refere a Bloomberg (http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=axf0_6ZHyUNg&pos=4):
“While Portugal’s public debt of 77 percent of gross domestic product is on a par with that of France, the burden including corporate and household debt exceeds that of Greece and Italy, at 236 percent of GDP. The savings rate is the fourth-lowest among 27 members of the Organization of Economic Cooperation and Development, according to the Paris-based group’s data.”
Por outro lado, que ninguém se iluda acerca dos nossos parceiros que nos deixam cair na primeira curva do caminho, assim como estão a deixar cair os gregos. Antes do mais, temos de tomar em consideração duas questões fundamentais e contraditórias na filosofia e prática da União Europeia:
a) Trata-se de um projecto politico e não económico ou financeiro. Os seus objectivos são claramente políticos – é esta uma das bases do Tratado de Lisboa. Consequentemente, tem de haver vontade politica para manter a Europa unida e com objectivos políticos inequivocamente definidos, nos quais se inclui, necessariamente, a solidariedade do p´roprio grupo. O problema não se pode pôr ao contrário: isto é, afirmar que se trata de uma união aduaneira ou de uma vasta zona de livre-câmbio. Muito embora as etapas percorridas tenham sido essas, sem perder de vista o objectivo final.
b) Como dizia o antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Delores: “A União não é mais que um mero somatório de egoísmos nacionais”
Entramos pois num universo de contradições, porque não enfrentamos de uma forma racional os problemas tal e qual se devem pôr. Neste sentido, compreende-se a posição da Alemanha (o projecto politico não lhe interessa e o que está sobre a mesa são os seus interesses)
A este respeito atente-se o que refere Seixas da Costa no seu blogue “Duas ou Três Coisas” (http://duas-ou-tres.blogspot.com/2010/04/portugal-e-crise.html

“A Alemanha, que - convém que se diga - é a grande beneficiária da abertura do grande mercado europeu, parece demonstrar que não está disposta ao gesto, político e económico, de prestar garantias claras e inequívocas a esses parceiros - não obstante as fortes medidas de rigor que eles colocam em prática, com imensos custos sociais e políticos, sob a observação rigorosa das entidades internacionais.”
Ora, muito rapidamente, vamos a um episódio recente da história alemã que ilustra bem o que se diz: quando da reunificação e uma vez feitas as contas quanto ao respectivo custo que teria de ser pago pelos cidadãos da antiga Alemanha Ocidental. Ninguém queria pagar e a polémica então gerada foi grande, grave e dolorosa. Por outras palavras, se não existe por parte dos alemães espírito de solidariedade intra-germânico, numa questão tão importante como a da reunificação de uma pátria dividida há 44 anos, após uma Guerra dilacerante e brutal e, bem assim, a ocupação estrangeira (soviética) como é que pode haver solidariedade com os parceiros europeus?
Pergunta-se:
A Alemanha vai ajudar a Grécia? Até agora nada disse, o que é sintomático.
A Alemanha irá ajudar Portugal?
A Alemanha irá, se for caso disso, ajudar a Espanha, Irlanda, Itália ou qualquer outro?
Se não for a Alemanha, podemos contar com mais alguém?
As respostas começam a clarificar-se nos nossos espíritos.
A Grécia e, posteriormente, Portugal vão ter que abandonar o Euro e voltar às respectivas moedas nacionais. A Alemanha das duas uma: ou cria um núcleo duro do Euro (que como se sabe assenta no conceito do marco alemão) ou pura e simplesmente acaba com a moeda “única” (?) e reintroduz o marco.
Os americanos, britânicos e BRICs vão esfregar as mãos de contentes: a estratégia resultou.
Vamos efectuar um percurso até às origens: onde é que começou a crise? No sub-prime norte-americano, nos hedge funds, nos chamados produtos tóxicos. Depois de os ianques terem pago parte da factura em quem é que vai recair a conta final?
Que ninguém pense que estamos dominados pela monomania da perseguição ou por alguma paranóia emergente, com características anti-USA doentias e primárias. É certo e sabido que as 3 grandes agências de “rating”, todas elas, sem excepção, americanas (Fitch ratings, Moodys e Standard and Poors), cuja competência e credibilidade são postas em causa, estão na razão directa da maior ou menor turbulência dos mercados. Credibilidade, dizíamos nós? Com efeito, será que previram a crise do sub-prime? A recessão? O descalabro económico-fiannceiro dos últimos anos? Os chamados produtos tóxicos financeiros? Só servem então para a especulação pura, ao serviço de interesses inconfessáveis, mas detectáveis.
Estas agências de “rating” ou de notação especulam livremente contra o Euro e contra a dívida soberana dos países mais débeis. É uma ordem de batalha perfeitamente clara, visando como objectivo final o fim da Eurolândia e o retorno a um status quo ex ante que é o que interessa a Washington, a Londres e, em suma aos BRICs e outros. Como sublinha George Friedman no seu livro “Os próximos 100 anos - uma previsão para o século XXI” (ed. Livros de Hoje das Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2010) entrámos na “era da América”, com o declínio inevitável da Europa e do sonho europeu (que nesta óptica não nos conduz a parte alguma).
Ainda, hoje, a porta-voz da Comissão Europeia, Chantal Hughes, a propósito das notações de crédito da Grécia efectuadas pelas agências de “rating” sublinhou que estas se deviam pautar por um “comportamento responsável”:
“The commission has already taken action to put in place a regulatory framework on credit-rating agencies and we will continue to watch very closely the behavior of the financial markets during the crisis.”
(ver http://www.businessweek.com/news/2010-04-28/eu-says-credit-rating-agencies-should-act-in-responsible-way.html)
O efeito bola de neve criado pelas agências, que atribuem níveis de risco desorbitados a determinados paiíses mais frágeis, conjugadas com a especulação bolsista dão o resultado que se sabe. Depois, por uma questão de facilidade, mete-se tudo dentro do mesmo saco, mas Portugal não é a Grécia, nem a Espanha é comparável à Irlanda. Existem não só diferenças de grau, mas, igualmente, de problemas específicos, de comportamentos, de políticas, etc.
Mas voltemos ao problema de fundo. A Europa a bem dizer não existe, porque a Alemanha não quer que exista e, como parece ter ficado bem demonstrado, no nosso escrito anterior, Berlim pensa apenas nos seus interesses e na recriação de um universo dominado pelo DM ou por um Euro que em tudo se lhe assemelhe. Contra factos, não há argumentos.
Leia-se o que a este respeito escreve Francisco Seixas da Costa no seu blogue “Duas ou três coisas”
“Neste quadro de dúvidas criadas sobre a solidariedade dentro do espaço da moeda única [elia-se solidariedade principalmente alemã], as agências de "rating" repercutem tal perplexidade, pelo que fazem um "upgrading" dos níveis de risco para os "produtos" financeiros ligados a esses países. A perversidade desse mecanismo está no facto de. ao tomarem tal ação, essas agências agravarem ainda mais a situação dos países, pela circunstância dessa sua opinião conduzir os mercados a cobrarem mais pelos empréstimos aos Estados cuja situação já era complexa.” (ler o texto completo em http://duas-ou-tres.blogspot.com/2010/04/portugal-e-crise.html).
Este assunto está muito longe de ter terminado.