PENSAMENTOS ABERTOS E LIVRES - 211 (CITANDO RICARDO CALHEIROS)

Durante décadas venderam-nos a fábula de que a esquerda é moralmente superior, perfumada, iluminada, dona dos direitosg humanos, da democracia, da justiça social e da virtude universal. E quem não se ajoelhou perante essa moral de plástico foi automaticamente rotulado de fascista, racista, xenófobo, extrema-direita, perigoso para a democracia. Foi assim que jornalistas, políticos, artistas de teatro, cinema, músicos subsidiados e comentadores de estúdio construíram uma chantagem moral que manipulou todo um país e capturou a nossa democracia. Criaram uma casta: a esquerda virtuosa. Dos Costas, dos Sócrates, das Mortáguas, dos Louçãs, dos comunas, dos Garcias Pereiras e jornalistas esquerdalhas. Há que estar com eles e quem não estiver é um inimigo. Todavia há um pequeno detalhe que destrói esta narrativa. Essa gente impoluta, os socialistas também fazem cocó. Também arrotam, também suam, também dão peidos (imaginem os da Ana Gomes e os do Ferro Rodrigues), também mentem, também roubam, também erram, também destroem, também protegem criminosos, também falham, compactuam com ditaduras, defendem terroristas, também são antissemitas e, VEJA-SE LÁ, empobrecem o nosso país há décadas. Não são santos. São uma casta única. E a realidade portuguesa prova isso todos os dias. O Portugal real não é o dos manifestos moralistas e de cantos de cravo na mão. É o Portugal: - Das intervenções do FMI com Mário Soares e José Sócrates; - Do BES e da corrupção sistémica; - Da pedofilia protegida politicamente (Casa Pia); - Da defesa de regimes como Cuba, Venezuela, Irão, Brasil de Lula e Angola; - Do anticapitalismo e ódio aos americanos; - Do ódio aos judeus; - De ver racismo em tudo o que mexe; - Do emprego precário; - Dos jovens sem futuro; - Do colapso do SNS e da educação pública; - Da imigração descontrolada que ninguém sabe contar; - Da classe média esmagada entre impostos e precariedade; - Do índice de democracia a descer; - Da habitação impossível; - De um país nivelado por baixo em nome da igualdade. E são estes "socialistas que fazem cocó" JÁ A USAR A COMUNICAÇÃO SOCIAL COMPRADA que agora nos vêm dizer que a 8 de Fevereiro está em causa “a democracia versus o fascismo”. Que ironia obscena. António José Seguro pode parecer um senhor simpático, agregador, moderado. Mas ele não é um homem isolado: é a face educada de um polvo político que suga Portugal há 51 anos. É a máscara respeitável de um sistema que empobreceu o país, destruiu a mobilidade social, colonizou a comunicação social e transformou a democracia numa farsa moralista. E depois apontam o dedo a André Ventura como “perigo para a democracia”, quando o verdadeiro perigo foi esta esquerda que: - Cancelou quem discordava; - Perseguiu quem denunciava; - Silenciou quem pensava diferente; - Chamou “ódio” à verdade; - Chamou “extremismo” à crítica; - Chamou “tolerância” à rendição. O que está em causa no dia 8 de Fevereiro não é um homem contra outro homem. É continuidade contra a ruptura. É o polvo contra a tentativa de o cortar. É o cancro contra a cirurgia. Ou continuamos a fingir que a esquerda é moralmente superior, mesmo com o país falido, desigual, inseguro e dividido, ou aceitamos finalmente a verdade desconfortável: Os socialistas também fazem cocó. E a democracia portuguesa está farta de limpar a merda deles. Tenho dito!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

SALÁRIOS NO METRO DE LISBOA

PENSAMENTOS ABERTOS E LIVRES - 195 (VERGONHA DO ESTADO NA GRANDE LOJA REGULAR DE PORTUGAL)