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ELEIÇÕES NO SPORTING E NA EUROPA

Dia 7 de Junho de 2009, hoje realizam-se eleições para o Parlamento Europeu. Há 48h realizaram-se eleições para o Sporting Clube de Portugal. São realidades diferentes e contextos não comparavéis . No entanto há uma comparação a fazer-se que é questão emotiva da participação eleitoral e em tudo que envolve espírito da militância numa e noutras. No Sporting o desnivelamento foi acentuado enquanto que as realizam hoje tende para o equilíbrio . Nas primeiras houve muitos eleitores que fizeram quilómetros para exercerem o seu direito de voto e de associado, quantos é que hoje sairão do seu comodismo para colocarem na urna o seu voto. Há actores são diferentes, mas em ambos o grau de responsabilidade é elevado. Nisto envolve não só os candidatos mas também os eleitores. Há que reflectir sobre o grau de responsabilidade democrática de cada um e dos deveres de cidadania.

CITANDO MÁRIO CRESPO

Morreu o cavaquismo Entre mais-valias na carteira de acções do professor Cavaco Silva e o solilóquio de Oliveira e Costa no Parlamento, morreu o cavaquismo. As horas de aflitivo testemunho enterraram o que restava do mito. Oliveira e Costa e Dias Loureiro foram delfins de Cavaco Silva. Activos, incansáveis, dinâmicos, competentes, foram para Cavaco indefectíveis, prestáveis, diligentes e serventuários. Nas posições que tinham na SLN e no BPN estavam a par da carteira de acções de Cavaco Silva e família. Os dois foram os arquitectos dos colossais apoios financeiros que nas suas diversas incarnações o cavaquismo conseguiu mobilizar logo que o vislumbre de uma hierarquia de poder em redor do antigo professor de Economia se desenhava. Intermediaram com empresários e financeiros. Hipotecaram, hipotecaram-se e (sabemos agora) hipotecaram-nos, quando a concretização dos sonhos de poder do professor exigia mais um esforço financeiro, mais uma sede de campanha, mais uma frota de veículos para a...

CARTA ABERTA A JOSÉ EDUARDO BETTENCOURT

Sr. Candidato a Presidente da Direcção do Sporting Clube de Portugal. Aproxima-se o dia 5 de Junho, no qual os associados do Sporting Clube de Portugal vão ser chamados a votar em listas para os Órgãos Sociais do clube. Por força de alguns condicionalismos neste acto eleitoral limitei-me ao estatuto de observador. Sem nenhum envolvimento na campanha eleitoral, mais fácil se torna a análise às candidaturas. Não sinto que os meus direitos de associado fiquem limitados por qualquer motivo. E como tal, entendo expressar publicamente as minhas preocupações quanto ao previsível futuro do Sporting. Como podem estar os associados do clube sossegados se o senhor for eleito? O que acontecerá quando a anestesia da sua candidatura for exposta à realidade?. Recordo um momento datado no tempo, em 2000. Cerca de um mês depois do senhor ser nomeado Director “altamente remunerado” (palavras suas na ocasião) do futebol do Clube, esteve presente no Encontro de Núcleos realizado em Alcochete. Nessa sessão...

CITANDO NATÁLIA FARIA

Regresso de imigrantes está a deixar o país mais pobre e envelhecido Representam seis por cento do PIB e garantiram 9,7 por cento dos bebés. Os imigrantes estão a deixar Portugal e, se a tendência se agravar, o país fica mais pobre Portugal está a perder capacidade de atracção para os imigrantes. E, se o país não for capaz de segurar os imigrantes que tem e atrair novos, vai ficar mais velho e mais pobre, alertam vários especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, segundo os quais é urgente colocar um travão à tentação xenófoba que ameaça em tempos de crise. Por estes dias, os imigrantes representam seis por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2007, foram responsáveis por 9,7 por cento dos nascimentos. E uma projecção recente do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que, sem imigrantes, a população descerá em 2060 aos 8,2 milhões. Muito antes disso, já a sustentabilidade da Segurança Social terá caído por terra. Apesar de ainda não ter reflexo nas estatísticas oficiais, a saída de...

VERDADE 12

CITANDO MÁRIO CRESPO "«Os bons e os maus Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa. Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal. O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores. Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de...

CITANDO BRANDÃO FERREIRA

PILOTOS MILITARES VS PILOTOS CIVIS OU COMO A FORÇA AÉREA NÃO CONSEGUE RETER OS SEUS AVIADORES Ser piloto civil é exercer uma actividade tecnicamente complexa, fisiologicamente exigente, economicamente relevante e socialmente útil. É uma profissão relativamente bem remunerada e em termos sociais muito bem aceite. Isto é, as pessoas em geral, têm em alta conta a profissão de piloto comercial, mesmo sem saberem muito bem os quês e os como de semelhante actividade e certamente sem saberem que, infelizmente, aos profissionais do ar nem sequer lhes ser exigida uma licenciatura, embora muitos a possuam. O comum do cidadão deve pensar que um seu semelhante que consegue meter-se dentro de uma máquina com asas cheio de “relógios” (agora écrans), manetes e botões e consegue levá-lo de um ponto para outro em qualquer parte do mundo deve ser uma espécie de super homem. Não é, mas não vem mal nenhum ao mundo que pensem assim, primeiro porque é bom para o nosso “ego” e depois...

CITANDO HELENA MATOS

Nunca se deve dar poder a um tipo porreiro O porreirismo de Sócrates, pela natureza do cargo que ocupa, criou um problema moral ao país No início, ninguém dá nada por eles. Mas, pouco a pouco, vão conseguindo afirmar o seu espaço. Não se lhes conhece nada de significativo, mas começa a dizer-se deles que são porreiros. Geralmente estes tipos porreiros interessam-se por assuntos também eles porreiros e que dão notícias porreiras. Note-se que, na política, os tipos porreiros muito frequentemente não têm qualquer opinião sobre as matérias em causa mas porreiramente percebem o que está a dar e por aí vão com vista à consolidação da sua imagem como os mais porreiros entre os porreiros. Ser considerado porreiro é uma espécie de plebiscito de popularidade. Por isso não há coisa mais perigosa que um tipo porreiro com poder. E Portugal tem o azar de ter neste momento como primeiro-ministro um tipo porreiro. Ou seja, alguém que não vê diferença institucional entre si mesmo e o cargo que ocupa. A...