segunda-feira, 11 de novembro de 2019

HISTÓRIA 20

Hoje dia 11 de Novembro, Dia da Dipanda em Angola, a minha vida cruza-se também neste dia, em 1981, assinalando a data em que atravessei os portões da Academia Militar na Amadora, iniciando um novo ciclo na época, ainda jovem e carregado de sonhos e aventuras.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

HISTÓRIA 8

É sempre bom recordar locais e reencontrar amigos. Mas há etapas que ficam para sempre: o espírito de missão e o espírito de corpo grupal que nos foi incutido na Academia da Força Aérea.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

PENSAMENTOS LIVRES - VIVÊNCIAS 19OUT22

https://vivenciaspressnews.com/a-prioridade-da-comunidade/ A PRIORIDADE DA COMUNIDADE Os “sound-byts” das imagens e das interpretações hoje podem tornar-se numa caixa de ressonância, que conduzem a radicalismos que não se desejam, sejam por aqueles que alinham em tropas favoráveis ou por aqueles que vão se entrincheirando de outro modo. Felicitamos a entrada no Parlamento de Portugal de novas Deputadas com origens sanguíneas a África. No entanto, seria bom recordar que o Parlamento já no passado teve Deputados em semelhante condição, pouco ou nada foram vistos sob esse ângulo, devido a diferentes fatores até por se integrarem em forças politicas que são menos aceites na comunicação social. Independentemente, do pensamento das novas Deputadas, desejamos felicidades, mas apelamos que saibam interagir com outros Deputados que também nasceram em países integrantes da CPLP. Acreditamos que por desconhecimento, a maioria das pessoas não sabe que na anterior Legislatura, Deputados nascidos naqueles países eram cerca de 40, o que equivaleria a 17,3 % do Parlamento. Daí afirmar que aqueles representariam também cerca de 1 700 000 de cidadãos em Portugal não podemos concluir que assim fosse. Acreditamos que as novas Deputadas se vão preocupar com as questões de política portuguesa e não fazerem da Assembleia da Republica palco de dialética distorcida. Estamos cientes, que este é um caminho de integração e de assimilarmos que só há uma raça humana. Por outro lado, os valores da meritocracia fazem-se reconhecer pela integração e não pelo isolacionismo. O caminho dos afetos e da igualdade em todos os países integrantes da CPLP é muito longo e penoso, mas estamos prontos para esse contributo comunitário, assim todos ajudem a pensar e agir do mesmo em todos os patamares geográficos.

domingo, 20 de outubro de 2019

SEM MAIS JORNAL 19OUT19

DAY AFTER - PSD O PSD é um partido político e como tal é um instrumento de acesso ao poder para Governar e daí introduzir orientação política ao país e à Nação. Nos dias de hoje, a política fechada e assente nas conivências de “emprego fácil”, das amizade e da bajulação tem os dias curtos para as instituições partidárias e consequentemente outras oportunidades se abrem a novos protagonistas. O período pós-eleitoral é sempre um momento de exacerbar “egos” e ajustes de contas que por vezes provocam feridas irreparáveis nas relações internas dos partidos. O PSD não é imune ao padrão normal do ser humano. Há que fazer uma “autocritica” individual e coletiva e conseguir melhorar o que está bem e corrigir o que está mal. Uma certeza, temos, que a qualquer nível desde o nacional até ao de freguesia, o PSD tem que se abrir e conquistar novos horizontes e encontrar novos líderes em diferentes de decisão. Em especial, na presidência do partido, o atual, está demonstrado que não serve e não passa de ator secundário da política e chefe do caciquismo interno. No distrito de Setúbal, é premente que tal desiderato se cumpra e os militantes sejam livres no pensamento, porque na divergência crescemos mais do que pelas amizades. Não se confunda amizade, com lealdade, uma equipa pode ser leal com pontos de vistas divergentes e convergir de forma consolidada para o crescimento institucional. Muitas vezes, confunde-se lealdade com submissão e garantidamente esse tipo de comportamento não contribui para a conquista de eleitorado. Uma força grupal cresce e consolida-se mais e melhor tendo no seu topo uma liderança (não um chefe) capaz de conviver com as alternativas. Temos a convicção que o PSD deste distrito tem a maturidade para separar o trigo do joio e nesta mudança de ciclo demonstrar a cada nível de decisão, desde o topo até ao diálogo com o cidadão anónimo, passando pelo patamar concelhio; e assim encontrar politica e informação pública da sua estratégia, nas preocupações graves que afetam a região, que não é um deserto, mas um espaço geográfico onde também vivem portugueses e muitos cidadãos com diferentes culturas que importa saber olhar. É o tempo de cada cidadão e se for militante, dentro das balizas da disciplina partidária, assumir as suas ideias livremente e sem amarras e se for caso disso assumir as consequências naturais dos seus atos. Não há mais tempo para pactuar com aqueles que destroem em vez contribuírem para construir. Se nada for feito a letargia alarga-se e novos protagonistas ocupam o espaço ora ocupado.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

https://vivenciaspressnews.com/um-olhar-distante-de-um-novo-paradigma-em-angola/ UM OLHAR DISTANTE DE UM NOVO PARADIGMA EM ANGOLA Façamos prioritariamente uma declaração de interesses, temos militância partidária em Angola e acreditamos que durante a próxima década o MPLA continuará a ser o partido com quadros que reúne melhores competências para governar Angola. Dito isto, talvez alguns pensem que o pouco ou nada deve ser feito, muito pelo contrário, as transformações em curso e impulsionadas pela globalização, exigem uma eficaz e eficiente alteração do paradigma do “modus operandi” em muitos cidadãos angolanos especialmente aos dirigentes e militantes do partido. O Presidente João Lourenço nas suas diversas ações e palavras tem dado sinais indicativos do que é necessário, que os cidadãos alterem hábitos por exemplo tutoriais, porque o Estado não pode resolver a vida privada de cada um. O Mundo hoje não se regula por blocos controlados por satélites, e são muitos os Estados em que a economia não assenta quase tudo no investimento público. Angola tem que se posicionar rapidamente para alterações ambientais, que consensualmente vão obrigar países em vias do desenvolvimento a receber mais contributos por parte dos países mais prósperos para o equilíbrio do Planeta. Os angolanos que vivem no exterior, em países, com outras qualidades de vida em inúmeros aspetos sociais, devem ser os primeiros em não fazer julgamentos sumários dos governantes (e ex-governantes) mas empenharem-se a dar testemunhos de tolerância e abertura à mudança. A mudança de paradigma faz-se aos diferentes níveis sociais, igualmente pela orgânica interna partidária e muito em especial no movimento associativo. Este deve ser composto por instituições realistas e sólidas que não sejam sorvedoras de recursos financeiros do Estado. Nós, angolanos, saibamos, aprender com as crises e instabilidades de outros países, se for o caso de não entenderem os problemas que há décadas têm afetado o crescimento consolidado.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

SEM MAIS JORNAL 19SET21

LIDERANÇA POLITICA E CONFIANÇA ELEITORAL A democracia tem um padrão e Leis que são maioritariamente cumpridas pelos cidadãos, no entanto, há em cada momento uma minoria que se apropria do poder e procura interpretar as Leis conforme as circunstâncias, e tendo as influências através das famílias e da distribuição de subsídios usa e abusa da comunicação social, para apresentar uma realidade de um país ficcionado. Obviamente, estamos a falar dos socialistas que há mais de uma década tem destruído Portugal. Esta geração socrática e costista, tem permitido o aumento da corrupção em Portugal, aumento da divida pública, porque assume compromissos e não paga, em consequência das politicas de cativação. Nos últimos quatro anos a carga fiscal aumentou consideravelmente e têm sido adiadas as reformas do Estado. Os portugueses andam anestesiados porque têm mais rendimentos no fim do mês, no entanto não se apercebem que o malabarismo é tanto que não dão conta que os euros desaparecem mais rapidamente ao longo do mês devido aos impostos indiretos. Um país que ciclicamente e na sequência da governação socialista tem que pedir resgastes financeiros e não tendo capacidade produtiva para exportar de forma consolidada e crescente, como dizíamos, os portugueses ainda não têm a perceção e a consciência do perigo que é permitir a manutenção do atual governo das esquerdas unidas e lideradas pelo PS, porque governa apenas à bolina do vento de cada momento. O centro-direita tem responsabilidade deste cenário, porque não conseguiu chegar a 2019, e ter um líder no qual as pessoas apostem com confiança. Todos sabemos que o malabarista do PS é um líder, porque as pessoas acreditam nele, mesmo que seja um mentiroso compulsivo ou omita propositadamente realidades. A situação é generalizada derivado muito pela cultura do medo e das consequências de uma crise como última; há quem não esteja preocupado com o que vai acontecer após a eleição presidencial. Não temos dúvidas de que o atual secretário-geral do PS é um líder, tal como, o seu professor socrático, ambos lideres da aldrabice e do malabarismo. Tem conquistado a adesão dos incautos, pelas falinhas mansas ao afirmar que vem sempre melhor tempo do que o presente, não sabendo quando isso acontece, quando ocorre uma tempestade a culpa é sempre de terceiros e do anterior governo. Psicologicamente, o atual PM deve ser estudado porque nunca tem culpa de nada. Para salvar Portugal é preferível um líder novo, no entanto confiável ao invés prosseguir a governação com o líder que não tem qualidade de estadista. Podemos dar alguns indicadores do país real e não do Portugal virtual socialista. Há várias décadas que a comparticipação de saúde nas Forças Armadas não eram pagas num prazo tão dilatado aos beneficiários como tem acontecido desde que este Governo tomou posse. Outro exemplo, há regiões do interior no país em consequência da inexistência de serviço de 112, quando ocorre uma emergência, o inquérito ao telefone pode durar mais de 20 minutos, para no final recomendarem contatar os bombeiros locais, apesar de alguns conselhos técnicos que fazem desesperar o doente e quem o rodeia. Temos Fé que a nossa próxima crónica neste espaço nos permita falar de futuro mais risonho para Portugal, após o ato eleitoral e não ficarmos agarrados a uma nova gerigonça com animais e natureza à mistura para quatro anos. É necessário acabar com a “family governance“ e acreditar na meritocracia da governação.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

PENSAMENTOS LIVRES - VIVÊNCIAS 19SET15

https://vivenciaspressnews.com/solidariedade-angolana-2/ INTEGRAÇÃO DA COMUNIDADE ANGOLANA Temos a felicidade em circular por aí, em Portugal e lidando com vários intervenientes sociais. Sabemos os inúmeros problemas que alguns membros da comunidade angolana, na sua grande maioria estabelecida na Área Metropolitana de Lisboa e Porto, atravessam com inúmeros problemas. Perante situações que estão ocorrer em determinadas regiões e com alguns migrantes provenientes de várias partes do Mundo, ocorreu-nos fazer contatos meramente informativos e procurando extrair conclusões primárias. Temos consciência de que se trata de uma ideia que exige aprofundamento! Sabemos que existem concelhos em Portugal com carência de população e no entanto ainda possuem serviços adequados em quantidade e qualidade. Por outro lado, há autarquias com vontade em ter programas para receber novos residentes em condições de vida adequada. Perante este equilíbrio, de preocupações e na busca de soluções há intervenientes sociais e políticos disponíveis para dialogar e estruturar programas de acolhimento a cidadãos nossos compatriotas que atravessam carências sociais. Acredito que alguns angolanos com estabilidade e integrados em Portugal, estejam envolvidos ou não movimentos associativos, podem agregar esforços para criar programas que visam fornecer melhores condições de vida a outros compatriotas ainda não enraizados e que lutam por condições de subsistência, até em aspetos legais. Não é nossa intenção nesta crónica sintética desenvolver esta questão e também não é intenção segregar seja quem for, visa dar um contributo e deixar uma reflexão para com muitos e quem sabe envolver os nossos representantes do Estado, conseguirmos articular programas que talvez não resolvam situações para o presente, mas convictamente evitar mais problemas futuros. Esta crónica é curta, porque esta ideia não é fácil em transpor para uma reflexão escrita de modo a que não seja destruída pelos “mujimbos”. Temos experiência e conhecimento de que por exemplo na área cultural há Autarquias com enorme falta de soluções para escoar recursos financeiros por não existirem recursos humanos em quem apostarem. Deixamos uma ideia de programa de integração da comunidade angolana num concelho em Portugal a partir do qual possam ser potenciados valores da cultura, da gastronomia e pequenos investimentos da nossa Angola.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

PENSAMENTOS LIVRES -VIVÊNCIAS 19SET06

https://vivenciaspressnews.com/solidariedade-angolana/ SOLIDARIEDADE ANGOLANA Nas últimas semanas a Diáspora angolana foi envolvida na campanha “SOS Cunene”, a qual ainda decorre na fase terminal. Por princípio todas as ações são relevantes e de um grande altruísmo. Estas “megas” campanhas em muitas situações nascem pela espontaneidade de pessoas a título individual ou através da força coletiva das associações. Esta missão carregado de humanismo para com o povo do sul de Angola é também um modo de olhar para com os angolanos na Diáspora que sofrem, estejam eles com o estatuto de doente ou de estudante. Estamos cientes do longo caminho a percorrer em Angola para sair da crise, no entanto é do conhecimento geral à distância de muitos angolanos com capacidade de intervenção na ajuda a outros compatriotas e em dificuldade. Sabemos da complexidade de apoios aos cidadãos em regime especial a “residir” na Diáspora e que estão abrangidos por pressupostos desatualizados em alguns casos, e com tratamento desumano. Urge, olhar para as carências humanas com que se deparam alguns compatriotas, acrescidos das debilidades próprias das preocupações de saúde. As autoridades do Estado acolhedor podem e devem intervir no cumprimentos dos normativos, mas acima de tudo a Diáspora angolana no seu todo deve estar atenta e alerta para as questões sociais desta natureza, não basta apelar à intervenção dos representantes do Estado Angolano em Portugal. Há que apontar soluções e contribuir para a melhor integração. Em 2018, com a visita do Presidente João Lourenço a Portugal, foram assinados acordos de cooperação, a comunidade angolana tem o dever e obrigação em também ser solidária e intervir junto das autoridades e eliminar condições desumanas com que são tratados compatriotas próximos de nós diariamente. Da nossa parte, alertados para este âmbito do problema não haverá sossego enquanto a grande maioria dos caso não estejam encaminhados para uma outra qualidade de vida. O respeito pela cidadania de outros também se faz no auxílio em pequenos gestos de proximidade sem o envolvimento de “megas” campanhas de solidariedade social.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19AGO29

https://vivenciaspressnews.com/ambiente-e-soberania-nacional/ AMBIENTE E SOBERANIA NACIONAL Os artigos que aqui escrevemos são em muitos momentos meras mensagens para exortar à reflexão e debates de ideias. Está em voga hoje criticar o Presidente do Brasil eleito democraticamente. No entanto a questão da Amazónia suscita várias questões no mundo atual e global. Será verdadeiramente legitimo que países europeus e liderados pela França queiram ordenar o território da Amazónia, o qual está devidamente identificado e reconhecido ser pertença ao Estado Soberano do Brasil? Será legítimo que a Europa e outros países desenvolvidos, durante mais de um século com a industrialização e o desenvolvimento económico tenham provocado as alterações climáticas do planeta que é de todos, e durante muitos anos enviaram lixo tóxico para países menos desenvolvidos, a troco de verbas que serviam para corromper governantes e agora invertam políticas ambientais sem ouvir os parceiros? Hoje, a circulação da informação e do conhecimento é rápida, e as Nações no seu todo procuram melhor qualidade de vida para os seus cidadãos, ora isto pressupõe uma situação que muitos não estão preparados a qualidade de vida na Europa tende a estagnar melhorando aquela noutras partes do Mundo. Quantos quilómetros quadrados na Europa foram destruídos para o desenvolvimento económico e industrialização da mesma, portanto neste caso os Países da América do Sul teriam a mesma legitimidade em aplicar políticas e erradas tal como outras Nações o fizeram. Está em causa a soberania dos Estados, do mesmo modo que é do direito internacional o reconhecimento da esfera de competência em questões do mar e do ar. Hipocritamente, existe uma campanha desestabilização quando um Estado tem na sua governação e eleito democraticamente personalidade do centro e da direita. Quando o governante é esquizofrénico e esquerdista, ou corrupto de esquerda tudo é tolerado e temos exemplos no Mundo. Acima de tudo, importa encontrar um equilíbrio atual entre as questões ambientais e desenvolvimento económico em determinadas regiões do planeta, muito provavelmente com a perda de proteção de interesses, com ênfase neste caso na agricultura. À França interessa que a Amazónia não se torne em terreno fértil para a agricultura porque se tal acontecer, os franceses que beneficiam da Politica Agrícola Comum tendem a definhar. Urge que os Países de expressão em Língua Portuguesa concertem uma posição oficial comum porque noventa por cento dos Estados estão sujeitos a passarem por vexames desta natureza, por parte de um país como a França, que nunca foi uma grande potência comparativamente com outros que possuem outra capacidade de projeção de força, mas foram sempre arrogantes na hipocrisia diplomática dos interesses do bem geral.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

PENSAMENTOS LIVRES - VIVÊNCIAS 19AGO22

https://vivenciaspressnews.com/cultura-de-hoje-2/ CULTURA DE HOJE - 2 Por imponderáveis das últimas semanas não nos possível manter o compromisso para com os leitores e acima de tudo junto dos responsáveis deste espaço de leitura agradável, por este fato lamentamos a nossa ausência. E porque não gostamos de temas sem continuidade, voltamos a abordar as temáticas da cultura no seu geral, com uma visão de gestão. Sentimos e percecionamos que os tempos de hoje, não se compadecem com uma visão da arte, nomeadamente, como uma forma de investimento, na compra para mais tarde valorizar a transação. O mundo alterou com o desaparecimento de capitais concentrados e por outro lado a massificação provoca uma média de valores das obras mais baixa comparativamente a anos anteriores. Por outro lado, com poderes políticos mais democráticos também não é de todo possível escolher um grupo de agentes culturais e fazer deles a bandeira de um país ou de um regime. Com toda a transparência há uma prática de concursos ou outro modelo de candidaturas para atribuição de apoios sejam eles de que natureza for. Talvez se interroguem qual razão desta abordagem. Entendemos que a área da cultura nas diferentes formas de expressão e dignificação projeta a paz e a harmonia e pode e deve ser comparada ao desporto, nos seus denominadores comuns. Os artistas de nível excelente podem e devem contribuir para a imagem, de um país ou de uma região ou de uma instituição, tal como os artistas do desporto. No entanto, do mesmo modo ao que acontece no desporto em que há clubes que ajudam à formação e à projeção de desportistas da base até ao topo de acordo com as diferentes vicissitudes das carreiras, o mesmo deve ocorrer no mundo das atividades culturais. Com uma particularidade, tanto quanto é do nosso conhecimento, no espaço de expressão em língua portuguesa, não há uma adequada política de desenvolvimento cultural, de acordo com o grau de exigência, competência e rigor dos dias de hoje, devido à escassez de capital para investir. De forma semelhante ao desporto existem associações e instituições que se dedicam à projeção de artistas e não à projeção de dirigentes e ainda existe a tendência da sobrevivência pela atribuição de subsídios generalizados, os quais mais do que no passado deviam ser concedidos por competência e por projeto. Ao invés do que ocorre no desporto competitivo, na arte há quem se aproveite dos artistas, dos escritores para se projetar singularmente, secundarizando em momentos relevantes a importância do artista e/ou do escritor. Urge, incentivar políticas culturais assentes na meritocracia sem coartar e condenar ao ostracismo artistas em início de carreira, mas há que estabelecer critérios objetivos e escalonados de apoio com incentivos. Neste mundo global e nomeadamente no espaço de expressão em língua portuguesa há inúmeros artistas e escritores que merecem receber incentivos, porque é pela existência de quantidade que se torna possível estabelecer grau de elevada qualidade aos reconhecidos como excelentes. Não estamos com isto, afirmar que deverá existir critério de “censura” na arte ou na literatura ou noutras áreas culturais, pelo contrário entendemos que quando o Sol nasce é para todos, depende do que cada um se consegue usufruir mais ou menos da energia do Sol. Quem gere e determina valores de política cultural deve ter uma postura íntegra e sólida para que todos à sua volta se sintam respeitados, enquanto agentes culturais.