sábado, 27 de julho de 2019

FRAQUEZA DAS LIDERANÇAS

É doutrinário que uma liderança fraca e que não transmite poder, em especial num partido político, não consegue aglutinar e consequentemente a sua arma de defesa é censura dos críticos, o afastamento dos mais capazes e mais competentes e rodear-se dos subservientes. Há anos que acontece na humanidade aquela doutrina e PSD não é exceção nos diversos níveis de hierarquia em fazer politica, desde o patamar nacional até ao de freguesia, incluindo e muito as distritais e seções de concelhia. Hoje a situação é de enorme gravidade e aterradora devidos às decisões que se têm de ser tomadas a curto prazo, com implicações no futuro do país. Afastar pessoas capazes das listas porque são críticos, não faz sentido. Em coerência os próprios deveriam não aceitar integrar listas de representatividade, mas compreendemos as razões porque o devem fazer, atendendo aos cenários desastrosos que avizinham. Gostaríamos, estar enganados! Se nos enganarmos assumiremos os nossos erros. Mas, um líder dizer numa entrevista que não tolera um grau de crítica, é intolerável. Se no passado recente o paradigma tivesse sido utilizado hoje não seria líder do PSD, estaria out! Rui Rio, auf wiedersehen Terminamos com um poema de um amigo Severino Moreira PERDIDO A flecha com raiva sobe, E é a força que depois se me esvai e sucumbe, Nesta letargia da vontade agrilhoada, Onde só a teimosia me desafia e incumbe. Se falha a explicação da metafísica O que será então que em mim ecoa e zumbe? O que há em mim que de mim mesmo não abdica, Mas que não há destino que pare e chumbe?

PENSAMENTO LIVRE - VIVENCIAS 19JUL26

https://vivenciaspressnews.com/mito-do-choque-geracional/ MITO DO CHOQUE GERACIONAL Não somos historiadores, mas estudamos e lemos, além disso observamos e analisamos, provavelmente são características raras nos comuns dos mortais, devido à escassez de tempo quer pela falta de planeamento, quer por comodismo e também se podem incluir as questões de muitos que todos os dias têm que lutar pela sobrevivência, consequentemente afirmamos que não há choque geracional. Duvidamos da igualdade de classes porque o homem e qualquer sociedade ou instituição governa-se e gere-se de forma piramidal, apesar de existirem modelos autocráticos e outros mais democratas. Uma liderança afirma-se com o tempo e na confiança que se transmite aos outros, pelas decisões assumidas, mas também pela comunicação produzida. Duvidamos muito quando apareceram uns arautos da desgraça incompetente e nalguns casos da irresponsabilidade afirmarem que hoje há um choque geracional e no caso concreto em Angola. É um mito! A diferença de mentalidades existe hoje como existiu no passado entre as várias gerações, com a grande diferença na atualidade a comunicação fluir muito rapidamente e as decisões governativas por vezes são ultrapassadas pelas circunstâncias do momento. Hoje, existe uma juventude em idade adulta com uma formação em média mais elevada que no passado recente e com um grau de conhecimento e daí advindo maior exigência nas medidas tomadas. No entanto, e infelizmente, o nível de vida da população está num patamar demasiado baixo, para que as instituições consigam acorrer a tudo e a todos. Infelizmente, Angola perdeu oportunidades de crescimento face a todos os acontecimentos históricos durante duas gerações para atingir sejamos realistas será preciso o dobro do esforço do que era no passado, para tal é preciso todos acreditarmos que melhores dias virão para os nossos netos. Será de todo impossível acreditar que em dois anos de governação se corrija tudo, o problema é que as expetativas eram (são) maiores que as certezas até por existirem fatores dependentes das relações internacionais cada vez mais acentuados. Tenhamos fé e acreditemos na mudança gradual e consolidada. Sem intuito de criar um conflito de qualquer espécie talvez seja o momento de o Governo criar instrumentos de incentivo para alguns bons quadros regressarem ao País com condições de subsistência para darem o melhor que sabem no amor a Angola. Um Estado é soberano, quando a justiça, a saúde e a educação funcionam em pleno, resultando daí mais tarde a capacidade de outra natureza, como a defesa e segurança, entre outros pilares. Angola, pode e deve tornar-se uma potência regional, por reunir capacidade de intervenção militar exterior, mas tem que olhar a sua retaguarda económica no interior do país. Eu acredito em Angola!

segunda-feira, 22 de julho de 2019

SEM MAIS JORNAL 19JUL20

SEPARAÇÃO DA POLITICA DA JUSTIÇA É comum ouvir os políticos, em funções, afirmarem com frequência que o que é da política à política diz respeito e à justiça o que é da justiça. Estes chavões são usados quando os assuntos tocam diretamente ou indiretamente aos mesmos. Esta abordagem resulta depois de mais uma vez ouvir uma entrevista demagógica do atual Primeiro-ministro, que usa a demagogia em pleno e mente descaradamente quando convém. Teve a veleidade em afirmar que nunca vislumbrou sinais de corrupção no seu ex-camarada e ex-Secretário geral do Partido Socialista e foi mais longe se soubesse sinais de atos de corrupção no seu partido ou em qualquer outro denunciaria às autoridades. É preciso descaramento! Recordemos e pesquisem as declarações em 2005 até 2009 do próprio, cada vez que se analisava o caso Freeport. Ora sem saber o que estava em causa e porque só haveria indícios para investigar, foi daqueles que afirmou tratar-se de uma cabala. Infelizmente, uma cabala para a propaganda do regime, mas que nunca foi investigada convenientemente. Não nos recordamos que nessa altura e nos anos subsequentes tenha defendido a razão da denúncia às autoridades e tenha dado um passo para contribuir na investigação em público, pelo contrário sempre procurou desacreditar a investigação e incluindo menosprezando os investigadores da Policia Judiciária. Chegou ao Governo de assalto nos últimos quatro anos e quase nunca se pronunciou sobre questões de legislação no combate à corrupção. Em final de legislatura afirma que é uma prioridade no próximo ano, o combate à corrupção. No entanto cria legislação para penalizar os denunciantes e desproteger testemunhas, tal como no passado recente. António Costa, mente descaradamente para enganar tolos e os menos atentos. Quando os índices internacionais e as instituições avaliam o “grau” de corrupção que funciona em Portugal, a mesma personagem faz considerações menos abonatórias em relação aos relatores dos estudos e responsáveis das instituições, puxando por valores de autonomia nacional. Não é o único político deste calibre! Os cidadãos livres devem exigir a publicitação dos maiores devedores da banca em especial da Caixa Geral de Depósitos, porque terão sido cometidos crimes de gestão danosa que afeta o interesse público, são milhões de euros que foram desviados do investimento público para colmatar situações financeiras. O sigilo bancário e comercial não pode ser mais relevante que a denúncia criminosa destes atos. Se assim, continuarmos com a falta de transparência, a hipocrisia reinante na classe politica e transversal aos partidos permite que estas promiscuidades e as demagogias protejam os mesmos. Consequentemente, não nos podemos indignar com o financiamento ilícito das campanhas eleitorais nem devemos levar a mal, que um Presidente de Câmara desvie bens de solidariedade ou o simples funcionário de repartição pactue com apagões de processos. Os cidadãos não podem e não devem tolerar mais certos chavões da classe politica e neste caso do atual Primeiro-ministro porque estamos a perpetuar o desenvolvimento económico e cultural de Portugal, sabendo de antemão que as crises surgem mais depressa do que se pensa.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUL18

https://vivenciaspressnews.com/quotas-e-um-atestado-de-minoridade/ QUOTAS É UM ATESTADO DE MINORIDADE Nunca nos refugiamos no politicamente correto e sempre pautamos a nossa conduta pela igualdade de direitos e respeito pelo humanismo em qualquer parte da Terra, respeitando as culturas e raízes de cada povo. Acontece que devido e bem à comunicação que hoje as redes sociais produzem os decisores políticos e não só, são contaminados pelos fatos e atos que ocorrem a cada momento e ao invés de na maioria das situações pensarem e ponderarem antes de decidir, começam a reagir anunciando decisões sem ponderarem convenientemente. Somos redondamente contra a aplicação de quotas na composição de listas dos partidos políticos em Portugal, como também não tem que acontecer em sentido inverso nos outros países integrantes da CPLP. Tolerando a aplicação de quotas no caso do género pela facilidade em que há possibilidade na identificação da distinção entre homem e mulher, replicando para a cor de pele a diferenciação nem sempre é fácil. Impondo-se uma medida deste tipo é uma solução fácil que a prazo não resolve os problemas de igualdade e isso podemos constatar nas assimetrias salariais entre homem e mulher. Enquanto líder associativo nunca fizemos distinção do género e na cor da pele na composição das equipas, porque as vantagens de composição de equipas de trabalhos mistas é imensa. A imposição de quotas é uma medida popular, prejudicando em muito o trabalho de base na educação, na inclusão social e na meritocracia. Uma sociedade como império romano foi tomando medidas sem consolidação dos valores através da educação, é uma sociedade decadente. Acreditamos e lutamos pela igualdade de direitos assente no humanismo, sendo assim incentivamos a todos os cidadãos que vivem em Portugal, labutam neste retângulo da Europa, devem impor-se pelo mérito, pelas suas competências e assumir as responsabilidades sem qualquer preconceito, só deste modo estaremos todos a contribuir para uma sociedade com menos assimétrica. As medidas que sejam tomadas por questões de moda são levianas e rapidamente deixar de produzir os efeitos. Mas, estes princípios de igualdade devem ocorrer em Portugal como há a obrigação em ocorrer em África quando as minorias são outras. No desporto e na maioria das modalidades coletivas ou individuais as diferenciações ocorrem apenas nas questões de género. Elogiamos os partidos e associações que sem imposição de quotas possuem rostos visíveis mostrando a qualidade do mérito e competência dos cidadãos e repugnamos solenemente as movimentações de natureza baixa para com todos aqueles que utilizam subterfúgios argumentativos sem assumir a sua natureza xenófoba. Fomos educados nos valores expressos neste texto, e disso procuramos dar testemunho de vida, sabendo de antemão que a vida é de uma enorme resiliência e persistência. E apreciamos que os nossos progenitores que se riram quando chorávamos ao nascer, queremos que quando morrermos com um sorriso da vida linda que tivemos, que sejam os nossos descendentes a chorarem pela nossa partida.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUL11

https://vivenciaspressnews.com/casa-de-angola-4/ CASA DE ANGOLA – 4 A Casa de Angola enquanto instituição histórica, em 2019 está inserida no seio de uma sociedade bem diferente do que há uma década atrás. Os seus associados como na maioria dos clubes e associações possuem um menor espirito associativo. A liderança tem que ser criativa e agregadora, porque o equilíbrio entre o cumprir normas do direito português também tem que atender a princípios e valores da comunidade angolana. Por outro lado, vivemos num mundo onde muitas pessoas comunicam mais facilmente em especial na propagação de inverdades ou de cenários irrealistas no cumprimento das responsabilidades associativas. A Casa de Angola é uma instituição histórica de referência e representativa dos angolanos, mas também foi, é e continuará a ser um espaço onde nascidos em Angola e seus descendentes matam saudades a diversos títulos. Hoje, mais do que nunca o respeito pela diversidade e o humanismo deve ser mantido nas atividades da Casa de Angola. Não podem existir diferenciações nem rótulos, seja a quem for para melhor acolhermos na Casa de Angola. A Casa de Angola pode e deve ser uma referência de partilha com outras associações da comunidade angolana, não com o anseio em liderar seja o for, mas respeitando a autonomia de todas as restantes associações e tão só prestar o apoio da “marca” no que for útil. Entendemos que a marca “Casa de Angola”, pode ser um referencial de prestação de serviço em algumas áreas, e assim libertar-se de sufoco de gestão rotineiras das associações que se encostam às facilidades dos subsídios, por isso a gestão tem que ser altamente criativa para conservar o legado histórico e fazer crescer para as próximas gerações. Se no passado recente a juventude pouco ou nada procurou a Casa de Angola, atualmente sente-se uma mudança na aglutinação dos jovens porque serão eles a dar a continuidade pretendida. A Casa de Angola não é a comunidade angolana, mas é vista como tal por muitas entidades e por muitas pessoas, no entanto a Casa de Angola pode e deve contribuir onde os angolanos se vejam plenamente reconhecidos, sejam associados ou não. A disponibilidade para servir na Casa de Angola deve ser total, mas os limites e tolerância para a maledicência tem limites, urge corrigir mentalidades e hábitos divisionistas do passado e termos a consciência que toda e qualquer instituição é constituída por homens e mulheres e todos são úteis, que devem dar um pouco de si. Mas, todos sabemos que no passado instituições e associações mui dignas extinguiram-se devido à falta de entendimento das pessoas. Podemos ainda voltar ao tema Casa de Angola nas crónicas que aqui escrevemos, mas entendemos que nestas quatro semanas foi a melhor forma de agradecermos aos fundadores da nossa “Casa” e prestar um agradecimento a muitos que no passado fizeram o melhor pela associação e deixar uma exortação de futuro, para que pelo menos daqui a dois anos possamos orgulhar ter valido apena, assumir compromissos e formalismos para salvar património material e imaterial que a todos pertence, aos amigos e naturais de Angola. Saibamos cumprir o nosso desígnio!

quinta-feira, 27 de junho de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUN26

https://vivenciaspressnews.com/casa-de-angola-2/ CASA DE ANGOLA - 2 Nas quase cinco décadas de existência da Casa de Angola, descontando o período subsequente à Revolução de Abril, que foram anos de conflitos; como afirmávamos durante estes anos a Casa de Angola teve períodos com objetivos e atividades diversas. Tentaremos nesta crónica de uma forma resumida e sucinta e prestando alguns contributos clarificadores que ajudem a conhecer a História da Casa de Angola, mais especificamente no período pós-independência de Angola. O ressurgimento da associação no final da década de oitenta, deu-se recorrendo a instalações provisórias de um apartamento nos Anjos. Com o apoio do Governo de Angola, da Sonangol e da Câmara Municipal de Lisboa foi possível realojar famílias que entretanto viviam nas nossas instalações de origem e atuais e foram executadas as obras que hoje todos podem desfrutar. A atividade associativa foi-se acentuando, com o apoio financeiro proveniente de Angola, e logicamente a Casa de Angola apesar de autónoma mantinha uma dependência funcional e amiga junto da Embaixada de Angola. Cordão umbilical que se deve pugnar por manter! Foram anos que a mentalidade e as atitudes compaginavam-se com esbanjar de recursos porque vivia-se a euforia dos Estados elásticos e a moeda dava para tudo. Seguiu-se um período de “gestão” de rompimento com o cordão diplomático bem como com alguns fundadores da Casa de Angola e todo o apoio associativo sem músculo de consistência foi-se degradando; preferimos não tecer outras considerações de índole perniciosa. Acima de tudo gerou-se um período deveras conturbado no modelo de afirmação associativa e bem mais na busca de interesses de natureza pessoal, destruindo sem reconstruir e muito menos salvaguardar. Os conflitos internos acentuaram-se e poucas ou quase nenhumas pontes de abertura ao mundo exterior foram feitas. Houve um período em que a Casa de Angola desenvolvia apoio jurídico e de saúde, para além de possuir uma agradável biblioteca, no entanto a visibilidade exterior era quase nula, funciona-se muito em circuito fechado. Eram os tempos antes da globalização, e próprios da mentalidade e hábitos enraizados. Não estamos em condições de criticar certos acontecimentos lícitos, porque os tempos eram outros, os atos ilícitos esses são criticáveis e de falta de competência na evolução dos tempos, até ao período recente, com uma projeção de futuro. A Casa de Angola durante muitos anos quase se pode afirmar representou a comunidade angolana, nos canais oficiais sem no entanto chegar de forma consolidada aos que vivem nos arredores da cidade de Lisboa, no entanto, chegou a existir o projeto da Delegação na Freguesia de Apelação, a qual se esfumou na conflitualidade politica. Entendemos que neste período comemorativo do aniversário da Casa de Angola, é de todo conveniente relatar dados históricos, porque esse é o caminho da aprendizagem num companheirismo que se pretende e mais tarde se tomarem decisões com sabedoria reconhecida.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

UMA QUESTÃO DE ATITUDE

No dia em que se fala tanto em corrupção em Portugal, só lamento que tudo aconteça tão tarde. Desde 2004, combato a corrupção nas Pátrias que amo. Não gosto de bajulações e pugno pela amizade e fraternidade. Acredito no espírito do associativismo em contraponto ao egoísmo. Sei manter o silêncio pela discrição do coletivo, mas há limites para a ingratidão e para as desconsiderações pessoais, Levantando a voz os danos serão incomodativos para algumas personalidades e outros anónimos. Estou na luta!

quinta-feira, 20 de junho de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUN19

https://vivenciaspressnews.com/casa-de-angola-1/ CASA DE ANGOLA - 1 A História da Casa de Angola com sede em Lisboa foi simbolo dos jovens angolanos que vieram estudar para Portugal e assumiram o legado da histórico da geração que vivenciou o ambiente da Casa dos Estudantes do Império. Naquela época sentiram a necessidade em possuirem um espaço agregador para tranmitir e expressarem o seu sentimento por Angola. Durante o mês de Junho comemora-se o aniversário da fundação da Casa de Angola, sendo assim iremos nos próximos espaços que agui dissertamos dar alguns contributos sobre o valor enorme que hoje em dia a marca “Casa de Angola” atingiu a partir da fundação da associação no dia 25 de Junho de 1971 e sendo ficam aqui referenciados os associados fundadores: Alberto Andrade e Silva, Alberto Ferreira Lemos, Alberto Lemos Júnior, Alberto Mano Mesquita, Alexandrino Amândio Coelho, Alfredo Pereira Melão, Álvaro Barreto Lara, Álvaro da Silva Tavares, Álvaro Soares Morais, Antero Ramos Taborda, António Augusto de Almeida, António Burity da Silva, António Peixoto Correia, Armando Leston Martins, Baltasar Rebelo de Sousa, Belmiro Sampaio Nunes, Eleutério Rodrigues Sanches, Emilio Simões de Abreu, Fernando Cruz Ferreira, Fernando da Silva Laires, Fernando Gouveia da Veiga, Gervásio Vilela Ferreira Viana, Horácio Sá Viana Rebelo, João Mimoso Moreira, Jofre van Dúnem, Jorge Carlos Valente, Jorge Pinto Furtado, José Bettencourt Rodrigues, José Norberto Januário, José Pita-Grós Dias, José Trigo Mensurado, Júlio Correia Mendes, Luis de Oliveira Fontoura, Manuel José Júnior, Maria Helena Mensurado, Maria Helena Viana, Paulo Saldanha Palhares, Raimundo Palhares Traça, Renato de Sousa Pinto, Rui Burity da Silva, Rui de Araújo Ribeiro, Rui Romano, Silvino Silvério Marques, Tomás Carvalho Ribas, Venâncio Augusto Deslandes e Vasco Lopes Alves. Com o advento da Revolução de Abril de 1974, a Casa de Angola viu cessar, de forma abrupta, a sua actividade associativa, por influência de forças políticas de extrema-esquerda portuguesa sendo posteriormente as suas instalações ocupadas por emigrantes cabo-verdianos, nossos irmãos na diáspora, houve a necessidade de a reestruturar, anos mais tarde. Assim, e trinta anos após a sua fundação, outro grupo de insignes angolanos ousou, com o alto patrocínio de Suas Excelências os Presidentes da República de Angola e de Portugal, respectivamente, Eng.º José Eduardo dos Santos e Dr. Mário Soares, a que se associaram os esforços do então Embaixador da República de Angola em Portugal, Dr. Ruy Mingas e também do então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. João Soares, procedeu-se à reinauguração desta Associação, em 24 de Junho de 2001, com a presença do então Embaixador de Angola em Portugal, Dr. Osvaldo de Jesus Serra van-Dúnem, que presidiu ao acto. Pelo contributo que deram nesta nova fase da vida da Casa de Angola, foram dignificados à categoria de sócios refundadores os seguintes associados: António Burity da Silva, Aristides Mendes, Aurora Verdades, Carlos Belli-Bello, Eleutério Rodrigues Sanches, Fernando Pombeiro, Fernando da Silva Laires, Gentil Ferreira Viana, Gervásio Vilela Ferreira Viana, João Sucena, José João da Costa Oliveira, José Maria Loio, José Troufa Real, Júlio Correia Mendes, Maria Eduarda Ferronha, Mário Luís Serra Coelho, Mário van-Dúnem, Óscar Jaime Fernandes, Rui Romano e Vítor Sampaio Ramalho.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUN12

https://vivenciaspressnews.com/a-livre-circulacao-de-pessoas/ A LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS No dia 10 de Junho em Cabo Verde o Presidente daquele país no seu discurso como anfitrião das comemorações do Dia de Portugal apelou aos governantes portugueses para prestarem uma maior atenção à necessidade de abolição dos vistos entre Cabo Verde e Portugal e com a respetiva reciprocidade. Se a memória não nos atraiçoa é a primeira vez que uma figura cimeira de Estado de um dos países integrante da C. P.L. P. faz este apelo publicamente e de forma oficial. Acreditamos que tal manifestação de interesse não ocorre de forma leviana, estamos confiante, que se prepara uma medida abrangente daquela natureza. Há anos que somos claramente defensores da circulação livre de pessoas no espaço geográfico dos países em língua portuguesa. Dirão muitos, que há compromissos nomeadamente de Portugal devido aos tratados europeus, tudo é verdade, mas também é verdade que a vontade politica e diplomática sabe contornar inúmeras situações no mundo global que vivemos. Temos dificuldade em compreender que os capitais circulem quase sem fronteiras e os bens e serviços de igual modo, ao invés o ser humano tenha enormes obstáculos para ser reconhecido como ser humano igual em qualquer parte do Mundo e em especial no âmbito da C.P.L.P. Basta olhar para desigualdade de tratamento que é dado socialmente aos cidadãos conforme a sua origem e género. Assumimos com frontalidade o combate à discriminação, nem catalogamos as brasileiras como prostitutas, nem consideramos que os brasileiros só podem trabalhar na restauração, e muito menos que os angolanos são uns malandros que só têm dinheiro e por exemplo as africanas só podem ser empregadas domésticas, e ainda por exemplo os cabo-verdianos que só servem para trabalhar em obras. Porque durante muitos anos os portugueses também emigravam para outros países e eram catalogados para irem trabalhar em atividades como obras ou limpezas. Aquele rótulos em Portugal e outros semelhantes que existem nos outros países de língua portuguesa têm que combatidos e banidos socialmente. Acima de tudo o respeito pelo humanismo, pela dignidade social através do mérito e das competências. São estes alguns dos pressupostos com que nos congratulamos com o discurso inteligente do Presidente da República de Cabo Verde nas comemorações do dia 10 de Junho. A História tem que ser respeitada no que de mais positivo há nas relações entre os seres humanos, e sabermos aprender de igual modo com os conflitos divergentes da História. Muito em breve Angola assumirá a liderança da C.P.L.P. e os sinais promissores de mudança preveem que o Estatuto protocolado entre Governo poderá ser ajustado e alargar à intervenção da sociedade civil de forma genérica.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 31MAI

https://vivenciaspressnews.com/juventude-angolana/ JUVENTUDE ANGOLANA Temos tido a sorte em lidar com muitos jovens estudantes e trabalhadores espalhados no exterior de Angola, mas também com alguns que vivem no interior. As formações atuais dos vários quadros angolanos, são diversas e com maior acentuação na que é lecionada nos inúmeros estabelecimentos de ensino existentes em Angola. Devido ao Mundo global em que vivemos, sentimos que os jovens têm possuem uma ansiedade cada vez mais acelerada na mudança que deve ocorrer em Angola, por outro lado, buscam informações / conhecimentos da História do país, que sabem ter sido contada com prismas diferentes. Infelizmente, há muitos que continuam a ter uma prática de vida não adequada aos constrangimentos que são implementados, mas felizmente, a grande maioria luta pela sua vida, e esses são o garante do futuro do país, porque vão adquirindo os instrumentos / conhecimentos para um dia governarem e desenvolverem economicamente a Nação. Mal vão aqueles que sentem que a sua vida bela e próspera tende a ser controlada e vigiada acabando com abusos. Por isso, não são boas práticas de cidadanias invocarem perseguições e faltarem aos compromissos da Pátria, quando no passado também não ouvimos serem vozes discordantes e livres para condenarem falta de humanismo. Hoje, a juventude estando ansiosa pelo desenvolvimento terá que controlar os ímpetos porque todos sabemos que o futuro é deles mas há muito para fazer, desde a educação à saúde porque serão sempre estas as bases de uma sociedade forte e coesa. Compreendendo cabalmente os anseios e o esprito jovial de muitos cidadãos certamente que acreditam que no passado houve gente boa e outros com menos escrúpulos no respeito pelo irmão mais próximo, todos seremos importantes no pequeno contributo social. O apelo que fazemos é que todos somos responsáveis para alterar hábitos e corrigir métodos de obscuridade na comunicação com o povo, se assim não acontecer, teremos, a prazo uma Nação que passa da ansiedade esperançosa com uma euforia controlada para um estado depressivo e de revolta social, o que não se deseja. Saibamos construir a pirâmide de governação e de poderes sem atropelos e se isso for relevante oiçamos e saibamos captar os melhores quadros nacionais que proliferam fora do país. São práticas que outros países o fizeram e cresceram economicamente e em nada prejudicaram os seus concidadãos. Acima de tudo a mudança cultural em hábitos sociais tem que ser alterada substancialmente. Acreditamos numa Angola melhor onde hoje se trabalha para corrigir o que está mal com afinco e boa-fé.