quinta-feira, 27 de junho de 2019
PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUN26
https://vivenciaspressnews.com/casa-de-angola-2/
CASA DE ANGOLA - 2
Nas quase cinco décadas de existência da Casa de Angola, descontando o período subsequente à Revolução de Abril, que foram anos de conflitos; como afirmávamos durante estes anos a Casa de Angola teve períodos com objetivos e atividades diversas.
Tentaremos nesta crónica de uma forma resumida e sucinta e prestando alguns contributos clarificadores que ajudem a conhecer a História da Casa de Angola, mais especificamente no período pós-independência de Angola.
O ressurgimento da associação no final da década de oitenta, deu-se recorrendo a instalações provisórias de um apartamento nos Anjos. Com o apoio do Governo de Angola, da Sonangol e da Câmara Municipal de Lisboa foi possível realojar famílias que entretanto viviam nas nossas instalações de origem e atuais e foram executadas as obras que hoje todos podem desfrutar.
A atividade associativa foi-se acentuando, com o apoio financeiro proveniente de Angola, e logicamente a Casa de Angola apesar de autónoma mantinha uma dependência funcional e amiga junto da Embaixada de Angola. Cordão umbilical que se deve pugnar por manter!
Foram anos que a mentalidade e as atitudes compaginavam-se com esbanjar de recursos porque vivia-se a euforia dos Estados elásticos e a moeda dava para tudo.
Seguiu-se um período de “gestão” de rompimento com o cordão diplomático bem como com alguns fundadores da Casa de Angola e todo o apoio associativo sem músculo de consistência foi-se degradando; preferimos não tecer outras considerações de índole perniciosa.
Acima de tudo gerou-se um período deveras conturbado no modelo de afirmação associativa e bem mais na busca de interesses de natureza pessoal, destruindo sem reconstruir e muito menos salvaguardar. Os conflitos internos acentuaram-se e poucas ou quase nenhumas pontes de abertura ao mundo exterior foram feitas.
Houve um período em que a Casa de Angola desenvolvia apoio jurídico e de saúde, para além de possuir uma agradável biblioteca, no entanto a visibilidade exterior era quase nula, funciona-se muito em circuito fechado. Eram os tempos antes da globalização, e próprios da mentalidade e hábitos enraizados.
Não estamos em condições de criticar certos acontecimentos lícitos, porque os tempos eram outros, os atos ilícitos esses são criticáveis e de falta de competência na evolução dos tempos, até ao período recente, com uma projeção de futuro.
A Casa de Angola durante muitos anos quase se pode afirmar representou a comunidade angolana, nos canais oficiais sem no entanto chegar de forma consolidada aos que vivem nos arredores da cidade de Lisboa, no entanto, chegou a existir o projeto da Delegação na Freguesia de Apelação, a qual se esfumou na conflitualidade politica.
Entendemos que neste período comemorativo do aniversário da Casa de Angola, é de todo conveniente relatar dados históricos, porque esse é o caminho da aprendizagem num companheirismo que se pretende e mais tarde se tomarem decisões com sabedoria reconhecida.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
UMA QUESTÃO DE ATITUDE
No dia em que se fala tanto em corrupção em Portugal, só lamento que tudo aconteça tão tarde.
Desde 2004, combato a corrupção nas Pátrias que amo. Não gosto de bajulações e pugno pela amizade e fraternidade.
Acredito no espírito do associativismo em contraponto ao egoísmo.
Sei manter o silêncio pela discrição do coletivo, mas há limites para a ingratidão e para as desconsiderações pessoais,
Levantando a voz os danos serão incomodativos para algumas personalidades e outros anónimos.
Estou na luta!
quinta-feira, 20 de junho de 2019
PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUN19
https://vivenciaspressnews.com/casa-de-angola-1/
CASA DE ANGOLA - 1
A História da Casa de Angola com sede em Lisboa foi simbolo dos jovens angolanos que vieram estudar para Portugal e assumiram o legado da histórico da geração que vivenciou o ambiente da Casa dos Estudantes do Império. Naquela época sentiram a necessidade em possuirem um espaço agregador para tranmitir e expressarem o seu sentimento por Angola.
Durante o mês de Junho comemora-se o aniversário da fundação da Casa de Angola, sendo assim iremos nos próximos espaços que agui dissertamos dar alguns contributos sobre o valor enorme que hoje em dia a marca “Casa de Angola” atingiu a partir da fundação da associação no dia 25 de Junho de 1971 e sendo ficam aqui referenciados os associados fundadores: Alberto Andrade e Silva, Alberto Ferreira Lemos, Alberto Lemos Júnior, Alberto Mano Mesquita, Alexandrino Amândio Coelho, Alfredo Pereira Melão, Álvaro Barreto Lara, Álvaro da Silva Tavares, Álvaro Soares Morais, Antero Ramos Taborda, António Augusto de Almeida, António Burity da Silva, António Peixoto Correia, Armando Leston Martins, Baltasar Rebelo de Sousa, Belmiro Sampaio Nunes, Eleutério Rodrigues Sanches, Emilio Simões de Abreu, Fernando Cruz Ferreira, Fernando da Silva Laires, Fernando Gouveia da Veiga, Gervásio Vilela Ferreira Viana, Horácio Sá Viana Rebelo, João Mimoso Moreira, Jofre van Dúnem, Jorge Carlos Valente, Jorge Pinto Furtado, José Bettencourt Rodrigues, José Norberto Januário, José Pita-Grós Dias, José Trigo Mensurado, Júlio Correia Mendes, Luis de Oliveira Fontoura, Manuel José Júnior, Maria Helena Mensurado, Maria Helena Viana, Paulo Saldanha Palhares, Raimundo Palhares Traça, Renato de Sousa Pinto, Rui Burity da Silva, Rui de Araújo Ribeiro, Rui Romano, Silvino Silvério Marques, Tomás Carvalho Ribas, Venâncio Augusto Deslandes e Vasco Lopes Alves.
Com o advento da Revolução de Abril de 1974, a Casa de Angola viu cessar, de forma abrupta, a sua actividade associativa, por influência de forças políticas de extrema-esquerda portuguesa sendo posteriormente as suas instalações ocupadas por emigrantes cabo-verdianos, nossos irmãos na diáspora, houve a necessidade de a reestruturar, anos mais tarde.
Assim, e trinta anos após a sua fundação, outro grupo de insignes angolanos ousou, com o alto patrocínio de Suas Excelências os Presidentes da República de Angola e de Portugal, respectivamente, Eng.º José Eduardo dos Santos e Dr. Mário Soares, a que se associaram os esforços do então Embaixador da República de Angola em Portugal, Dr. Ruy Mingas e também do então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. João Soares, procedeu-se à reinauguração desta Associação, em 24 de Junho de 2001, com a presença do então Embaixador de Angola em Portugal, Dr. Osvaldo de Jesus Serra van-Dúnem, que presidiu ao acto.
Pelo contributo que deram nesta nova fase da vida da Casa de Angola, foram dignificados à categoria de sócios refundadores os seguintes associados: António Burity da Silva, Aristides Mendes, Aurora Verdades, Carlos Belli-Bello, Eleutério Rodrigues Sanches, Fernando Pombeiro, Fernando da Silva Laires, Gentil Ferreira Viana, Gervásio Vilela Ferreira Viana, João Sucena, José João da Costa Oliveira, José Maria Loio, José Troufa Real, Júlio Correia Mendes, Maria Eduarda Ferronha, Mário Luís Serra Coelho, Mário van-Dúnem, Óscar Jaime Fernandes, Rui Romano e Vítor Sampaio Ramalho.
quinta-feira, 13 de junho de 2019
PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 19JUN12
https://vivenciaspressnews.com/a-livre-circulacao-de-pessoas/
A LIVRE CIRCULAÇÃO DE PESSOAS
No dia 10 de Junho em Cabo Verde o Presidente daquele país no seu discurso como anfitrião das comemorações do Dia de Portugal apelou aos governantes portugueses para prestarem uma maior atenção à necessidade de abolição dos vistos entre Cabo Verde e Portugal e com a respetiva reciprocidade.
Se a memória não nos atraiçoa é a primeira vez que uma figura cimeira de Estado de um dos países integrante da C. P.L. P. faz este apelo publicamente e de forma oficial. Acreditamos que tal manifestação de interesse não ocorre de forma leviana, estamos confiante, que se prepara uma medida abrangente daquela natureza.
Há anos que somos claramente defensores da circulação livre de pessoas no espaço geográfico dos países em língua portuguesa.
Dirão muitos, que há compromissos nomeadamente de Portugal devido aos tratados europeus, tudo é verdade, mas também é verdade que a vontade politica e diplomática sabe contornar inúmeras situações no mundo global que vivemos.
Temos dificuldade em compreender que os capitais circulem quase sem fronteiras e os bens e serviços de igual modo, ao invés o ser humano tenha enormes obstáculos para ser reconhecido como ser humano igual em qualquer parte do Mundo e em especial no âmbito da C.P.L.P.
Basta olhar para desigualdade de tratamento que é dado socialmente aos cidadãos conforme a sua origem e género. Assumimos com frontalidade o combate à discriminação, nem catalogamos as brasileiras como prostitutas, nem consideramos que os brasileiros só podem trabalhar na restauração, e muito menos que os angolanos são uns malandros que só têm dinheiro e por exemplo as africanas só podem ser empregadas domésticas, e ainda por exemplo os cabo-verdianos que só servem para trabalhar em obras. Porque durante muitos anos os portugueses também emigravam para outros países e eram catalogados para irem trabalhar em atividades como obras ou limpezas.
Aquele rótulos em Portugal e outros semelhantes que existem nos outros países de língua portuguesa têm que combatidos e banidos socialmente. Acima de tudo o respeito pelo humanismo, pela dignidade social através do mérito e das competências.
São estes alguns dos pressupostos com que nos congratulamos com o discurso inteligente do Presidente da República de Cabo Verde nas comemorações do dia 10 de Junho.
A História tem que ser respeitada no que de mais positivo há nas relações entre os seres humanos, e sabermos aprender de igual modo com os conflitos divergentes da História.
Muito em breve Angola assumirá a liderança da C.P.L.P. e os sinais promissores de mudança preveem que o Estatuto protocolado entre Governo poderá ser ajustado e alargar à intervenção da sociedade civil de forma genérica.
sexta-feira, 31 de maio de 2019
PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 31MAI
https://vivenciaspressnews.com/juventude-angolana/
JUVENTUDE ANGOLANA
Temos tido a sorte em lidar com muitos jovens estudantes e trabalhadores espalhados no exterior de Angola, mas também com alguns que vivem no interior. As formações atuais dos vários quadros angolanos, são diversas e com maior acentuação na que é lecionada nos inúmeros estabelecimentos de ensino existentes em Angola.
Devido ao Mundo global em que vivemos, sentimos que os jovens têm possuem uma ansiedade cada vez mais acelerada na mudança que deve ocorrer em Angola, por outro lado, buscam informações / conhecimentos da História do país, que sabem ter sido contada com prismas diferentes.
Infelizmente, há muitos que continuam a ter uma prática de vida não adequada aos constrangimentos que são implementados, mas felizmente, a grande maioria luta pela sua vida, e esses são o garante do futuro do país, porque vão adquirindo os instrumentos / conhecimentos para um dia governarem e desenvolverem economicamente a Nação.
Mal vão aqueles que sentem que a sua vida bela e próspera tende a ser controlada e vigiada acabando com abusos. Por isso, não são boas práticas de cidadanias invocarem perseguições e faltarem aos compromissos da Pátria, quando no passado também não ouvimos serem vozes discordantes e livres para condenarem falta de humanismo.
Hoje, a juventude estando ansiosa pelo desenvolvimento terá que controlar os ímpetos porque todos sabemos que o futuro é deles mas há muito para fazer, desde a educação à saúde porque serão sempre estas as bases de uma sociedade forte e coesa.
Compreendendo cabalmente os anseios e o esprito jovial de muitos cidadãos certamente que acreditam que no passado houve gente boa e outros com menos escrúpulos no respeito pelo irmão mais próximo, todos seremos importantes no pequeno contributo social.
O apelo que fazemos é que todos somos responsáveis para alterar hábitos e corrigir métodos de obscuridade na comunicação com o povo, se assim não acontecer, teremos, a prazo uma Nação que passa da ansiedade esperançosa com uma euforia controlada para um estado depressivo e de revolta social, o que não se deseja.
Saibamos construir a pirâmide de governação e de poderes sem atropelos e se isso for relevante oiçamos e saibamos captar os melhores quadros nacionais que proliferam fora do país. São práticas que outros países o fizeram e cresceram economicamente e em nada prejudicaram os seus concidadãos.
Acima de tudo a mudança cultural em hábitos sociais tem que ser alterada substancialmente.
Acreditamos numa Angola melhor onde hoje se trabalha para corrigir o que está mal com afinco e boa-fé.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
PENSAMENTO LIVRE - VIVÊNCIAS 24MAI
https://vivenciaspressnews.com/a-integracao-da-comunidade/
A INTEGRAÇÃO DA COMUNIDADE
Por todos reconhecido vivemos um período em que as mentalidades e os hábitos do passado estão a ser corrigidos, porque o Estado tutor e simultaneamente observador dos cidadãos está fora de moda.
Em Portugal, vive uma forte comunidade de angolanos e muitos outros transitam rotineiramente pelo território, uns à busca de qualidade de vida, outros por situações transitórias que afetam a sua vida pessoal, e outros ainda, por razões sentimentais e familiares; existe uma lista imensa de motivos para que muitos angolanos tenham as ligações a Portugal.
Não vamos abordar as questões reciprocas dos elos de ligação dos portugueses a Angola. Importa alertar e realçar causas e razões que por vezes são da ignorância dos cidadãos.
Portugal com o seu parco desenvolvimento económico dos últimos anos, tem uma estrutura base de Estado Social há várias décadas consolidada, e por outro lado, “regulado” pelas normas e diretivas da União Europeia tem uma atenção especial para as questões sociais.
Infelizmente, de quando em vez, somos, surpreendidos com dramas sociais de sobrevivência por parte de alguns compatriotas, que nalguns casos poderiam ter encontrado soluções a montante dos problemas.
Noutros casos, deixam as fatalidades avolumarem-se e quando são do conhecimento público, tornam-se um drama social. Sabemos que há inúmeras variáveis causadoras das consequências, umas de natureza individual e intrínsecas aos cidadãos, a falta de humildade para solicitar ajuda quando necessita, por exemplo. Nós, angolanos temos muito orgulho no que somos e queremos, e afirmamos com alguma vaidade, mas temos falta de humildade quando estamos numa situação mais frágil.
Outras razões são extrínsecas ao próprio indivíduo e são transversais à comunidade, a falta de unidade associativa para defender os interesses de conjunto.
Apesar disto, há boas práticas nesta última referência. O exemplo vem de Almada da ACAA. Iniciaram um projeto no concelho que visa essencialmente atenuar e contribuir para a resolução de problemas da comunidade angolana naquele concelho. Cientes de que trabalho e a missão é árdua, têm vindo a subir a escada em caracol da vida.
Será sempre mais fácil o reconhecimento e o empenho das autarquias e do Estado Português no seu todo, para atender a problemas da comunidade se for feito através de uma estrutura associativa do que procurando a chamada “cunha” e favores particulares.
Existem formas legais quer do âmbito educacional ou da saúde ou noutras áreas para encontrar meios de prestar auxilio aos cidadãos angolanos residentes em Portugal. Não estamos com isto a afirmar que o trabalho da estrutura diplomática deve desprezado, pelo contrário, é um pilar estratégico nas ajudas se bem que na parte operacional a exequibilidade das ações seja mais eficaz através do modelo associativo.
É chegado o momento de olharmos para as questões de humanismo e reduzirmos as antigas práticas de bajulação que ainda por proliferam, para recolha de benesses de natureza individual.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
SEM MAIS JORNAL 19MAI18
A DEMISSÃO DA GERIGONÇA FALIDA
Vivemos um tempo em que se brinca às eleições e à falta de arte para governar, porque esta exige olhar para o futuro e procura o bem-estar das populações e da Nação em especial. O chefe da familia governativa tem a escola daqueles que neste país sempre empurraram com a barriga para a frente, a resolução dos problemas, porque acima de tudo importa salvar a cadeira do poder, para dali distribuir as poucas riquezas que existem neste Portugal falido.
A inabilidade de alguns políticos, na Assembleia da República permitiu dar um folgo de esperança ao chefe do clã que ensaiou uma peça típica de Alfama; daquele género “olha que vou-me a ti”, dando um passo em frente e outro para trás sempre à espera que outros se embrulhem na confusão e depois retira-se de cena, vendo a confusão que criou.
Honestidade na política, há poucos de quem que se pode afirmar o serem, este chefe da seita, não é de certeza, porque demitia-se e diria vou-me embora por terem alterado as regras de jogo e ia embora de vez, e há bons exemplos dentro da sua cor politica, mas ele não aprendeu nada com os “kotas”.
Tem um cabeça de lista ao Parlamento Europeu que como cidadão comum até tem medo em conviver com a vizinhança, por isso foge do contato com o povo, aliás em abono de verdade é um candidato a Comissário e não ao Parlamento.
Tudo isto é infeliz para os eleitores, porque mais uma vez vamos escolher um grupo de deputados que não ajudam a formar consciências europeias, e daí resultarão sempre líderes fracos para a Europa.
Vive-se uma campanha eleitoral onde os temas importantes da Europa desapareceram, desde a abertura das fronteiras, quer a pessoas e investimento, não se fala e não se explica as vantagens e consequências transitórias desde Brexit adiado.
Não se fala de segurança europeia, quando sabemos que só o Reino Unido tem capacidade em projetar força fora de portas.
Não se fala dos limites que se devem impor à soberania nacional para cada Estado, nem se explica às populações quais os mecanismos de mais e melhor cooperação.
Ou seja, promove-se a iliteracia política europeia do povo, porque isso é mais conveniente a todos os agentes políticos de forma generalizado, em especial ao chefe da banda, porque também ele não tem a postura de Estadista para Europa.
É de igual modo confrangedor assistir aos meios de comunicação social, organizarem debates entre candidatos de primeiro escalão e outros debates para os de segundo escalão; mas sobre isto a Comissão Nacional de Eleições não se pronuncia. Que raio de igualdade democrática é esta?
Andam a brincar com o fogo e depois queixem-se das queimaduras dos mais radicais, porque a História do Mundo comprova as repetições com novos contornos.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
VIVÊNCIAS 19MAI16
https://vivenciaspressnews.com/angola-no-comeco-de-um-novo-paradigma/
ANGOLA NO COMEÇO DE UM NOVO PARADIGMA
Ninguém tem dúvidas que se vive em Angola e para toda a comunidade angolano no Mundo uma alteração no grau de exigência e responsabilidade em vários setores do Estado. Se estivéssemos a falar da gestão de uma instituição nomeadamente desportiva, diríamos que este é o ano zero porque o pré-aquecimento foi em 2018.
Estamos convictos que o exemplo tem vindo do Chefe do Estado e agora líder do MPLA, que governa democraticamente e em maioria o Pais. Na linha do nosso pensamento anterior a educação e saúde são alicerces para consolidar uma sociedade de desenvolvimento económico que crie o bem-estar das populações.
Todos gostaríamos que o sucesso das políticas tivessem resultado mais cedo do que tarde, porque os cidadãos e várias gerações estão cansadas de sofrer e sempre acreditarem na Nação de futuro para África.
Quase ninguém o assume, mas somos daqueles que pensamos que há muito está provado o insucesso da economia planificada, uma das bases do princípio marxista, no mundo de hoje. Porque a informação circula rápido e as pessoas também têm maior liberdade em se movimentarem à procura de melhor qualidade de vida.
Haver coragem de assumir que a estratégia política de governação é oposto do antigamente, como dizíamos, existir essa coragem e poucos a têm.
Estamos convictos desta realidade e acresce o fato de Angola e os angolanos, possuírem um pensamento mais próximo do mundo ocidental onde o sucesso da governação marxista há muito deixou de ser um desejo de forma substancial. Talvez os últimos resistentes na Europa tenham sido o Partido Comunista Francês e Italiano. Já nem a prática dos comunistas portugueses assenta em valores marxistas, e isto pode-se comprovar na gestão autárquica.
É nesta amálgama de valores que paulatinamente a liderança de Angola, vai fazendo um caminho de ajustar “as pedras” nos muros que forem necessários para endireitar a obra vindoura.
O Presidente João Lourenço sabe bem que a melhor revolução nos dias de hoje, é aquela que se vai fazendo silenciosamente e com eficácia. Ou seja, tendo autoridade e poder reconhecido é necessário dar provas ao povo de que o exerce com boa-fé e no serviço da causa pública, envolvendo todos, porque a Nação é o símbolo maior que pode deve orgulhar todos os amantes da Pátria.
Há muito para fazer e não esperemos que outros façam por nós, saibamos todos fazer mais e melhor por Angola, só desse modo podermos corrigir o que está mal.
quinta-feira, 25 de abril de 2019
VIVÊNCIAS 19ABR25
https://vivenciaspressnews.com/papel-associativo-na-cidadania/
PAPEL ASSOCIATIVO NA CIDADANIA
Vivemos uma mudança muito acentuada e impulsionada por uma liderança forte e ativa no nosso País, Angola. Enquanto cidadãos durante anos, os hábitos adquiridos de que o Estado garantia tudo, mas depois eram sempre os outros os culpados dos erros de governação, sem que os cidadãos pouco ou nada fizessem para olhar o futuro com solidez, e deixar o pensamento de sobrevivência do dia-a-dia, está transformar essa mentalidade.
O nepotismo de muitos dizendo que as ordens veem de cima para abusarem da liberdade das escolhas tendem a ser colocado em causa. Esta mudança deve e tem que acontecer de igual modo no espirito do associativismo e na cooperação no seio da comunidade angolana no exterior de Angola, em especial aquela que há anos reside em Portugal.
Não se pode perpetuar a prática de dependência tutelares para resolver problemas que competem aos cidadãos de per si encontrar soluções.
Devemos prosseguir o caminho da dignificação do trabalho e do empenho da cidadania angolana, cultural, social e economicamente falando, com a humidade, para por vezes há necessidade em solicitar a ajuda de outos.
As associações devem ter o fim que os seus próprios objetivos promovem e não ser “mascara” para intervenções desviantes e tutelares de terceiros, isso tem conduzido aos compadrios e ao desperdício de recursos humanos e financeiros, estes últimos são cada vez mais escassos.
Devemos ter uma cultura clara de separar e diferenciar o material do espiritual, porque essa sempre foi a vontade de Jesus Cristo e nos foi transmitido pelas Escrituras, se houver úvidas desta prática olhemos para o episódio da expulsão dos vendilhões do Templo.
O exemplo impulsionado pelo Presidente João Lourenço da clareza e da transparência e no combate à corrupção permitirá que muitos dos recursos financeiros sejam melhor aplicados na ajuda de quem mais precisa.
Temos muitos compatriotas a passar dificuldades de natureza diversa em Portugal, e descuramos alguns meios legais e conjugação de esforços para darmos dignidade de vida a esses cidadãos, porque andamos entretidos em vaidades de natureza pessoal para descobrir quem tem mais acesso e mais direto a áreas do poder e de informação, por exemplo.
Saibamos olhar para dentro da comunidade e conjuguemos esforços coletivos na resolução dos problemas e afastemos o que parasita e entrava o bem-estar geral. Este é um dos principais ensinamentos da alteração do comportamento e dever de cidadania que nos é transmitido de Luanda. Diga-se que a campanha iniciada é um exemplo ao Mundo e se todos nos empenharmos nessa tarefa este Século será a grande viragem da Angola que amamos.
Não nos esqueçamos que a democracia horizontal sempre foi uma anarquia total, saibamos respeitar da democracia vertical e cada um saiba desempenhar com competência e responsabilidade o seu papel na sociedade em que está inserido.
Sempre estivemos prontos e disponíveis para cooperar aos diferentes níveis social e associativo, outros que saibam ouvir e não prosseguir a cultura da bajulação e do separatismo em detrimento da integração, porque estas últimas atitudes têm conduzido a resultados desastrosos no seio da comunidade angolana em geral e até na imagem que se transmite.
domingo, 21 de abril de 2019
SEM MAIS JORNAL 19ABR19
A GRATITUIDADE E AS FAMILIAS SOCIALISTAS
No dia 1 de Abril entrou em vigor uma nova política de passes sociais. É uma medida boa sem dúvida, no entanto, não é inovadora. Há Estados com governos não socialistas que tendem a introduzir esta medida e outros que já a aplicam ao serviço dos cidadãos. A diferença nesses países é que as medidas surgiram com planeamento na melhor prestação de serviço às populações, ou seja, havendo mais transportes os cidadãos largam o conforto da viatura individual para usarem os transportes públicos sem se sentirem defraudados. Se os portugueses passarem a utilizar de imediato os transportes públicos caem no logro da demagogia do atual Governo, pela ausência de autocarros, comboios, barcos e outros meios a cumprirem horários e com comodidade adequada.
Se não houver mais transportes as pessoas começarão a avaliar a opção de uso de transportes públicos e voltarão a usar a viatura em detrimento do passe social, sabemos que o comodismo assim conduzirá os comportamentos dos cidadãos.
Mas, esta medida é demagogicamente e eleitoralista, porque o Estado “socialista” cobra aos ricos por imposição da “esquerda caviar” impostos desumanos, mas depois oferece aos mesmos ricos e seus familiares os valores de passes sociais iguais aos cidadãos sem rendimentos. Mas, na saúde e noutros setores há taxas diferenciadoras da riqueza e dos rendimentos.
Deveria aplicar-se passes sociais diferenciados em função dos rendimentos, advindo daí uma ainda maior vantagem fiscal. Aqueles que ainda hoje, não entregam declarações de rendimentos, ao pretenderem recorrer ao passe social seria aplicado um valor de passe social elevado. Poderá questionar-se se esta medida a ser aplicada é constitucional, mas então e a conceção de taxas sociais na eletricidade e noutras áreas não resultam de cruzamentos de dados em diferentes bases de dados de informação dos cidadãos?
A política socialista que só trata em questões de justiça o que é diferente de forma diferenciada, quando é oportunista vantajoso e eleitoralista para proteger o bem-estar da familia socialista governativa e enganar o povo; como dizíamos, o chefe socialista protege as suas famílias eleitorais, porque sabe que não pode correr riscos em perder eleições. Se assim acontecer, há muitas famílias desempregadas e sem competências na atividade privada.
Esta medida transitória a aplicar neste momento nas Áreas Metropolitanas merece toda atenção para daí extrair conclusões, que harmonizem as condições de vida de forma igual em todo o território nacional.
Acreditamos que após as eleições o Governo irá alterar as regras e promover outras medidas de incentivo ao uso de transporte coletivo. Não será possível manter um deficit perpétuo nesta atividade económica.
Há outra incoerência socialista, apesar de apregoarem que estão sempre mais próximos dos desfavorecidos. Nesta predisposição, faz sentido que o passe social tenha o mesmo valor para todos os cidadãos acima de 65 anos? Os reformados não possuem rendimentos idênticos! Não será mais justo socialmente, que num País ainda em dificuldades económicas deveriam ser aplicados escalões diferenciados para os cidadãos com idade acima dos 65 anos?
Um alerta final, não podemos suportar todos os anos valores deficit nas empresas do Estado, sabendo de antemão que mais tarde, vem uma crise que pode ser dramática para a população geral.
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