quarta-feira, 27 de maio de 2015
domingo, 24 de maio de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
II Congresso da Cidadania Lusófona
Reportagem da Deutsche Welle:
http://www.dw.de/1-de-abril-de-2015-noite/av-18357355
domingo, 5 de abril de 2015
4 de ABRIL DIA DA RECONCILIAÇÃO NACIONAL EM ANGOLA
Angola vive em Paz desde 2002!
Depois de longos anos em permanente conflito interno em 4 de Abril de 2002 foi assinado o acordo de Paz e desde daí Angola iniciou processo de projeção de condições para tornar-se uma potência em África, no nosso ponto de vista ombreia com a Nigéria.
O povo angolano na diáspora por terras lusas sente e vive com a intensidade do interior os problemas e ansiedades do crescimento e desenvolvimento da Terra da Palanca Negra.
Integrando as comemorações dos 40 anos da Independência várias centenas de angolanos juntaram-se na Baixa da Banheira para dar viva à Paz e Reconciliação Nacional, assistindo a diferentes culturais, lançamento de balões, ofertas de donativos e sem esquecer discursos e a oferta gastronómica.
Aqui ficam algumas imagens alusivas.












































segunda-feira, 30 de março de 2015
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
SAUDADES DE LUANDA
É tão bom recordar! Faz doer, mas sabe bem! Ai que saudades do nosso tempo! Que saudades da nossa "malta"! Que saudades do nosso "Cine-Colonial" e o filme "Aventureiros na Lua"! Que saudades do "Sansão e Dalila"! Que saudades da "Auto-Reparadora" e da Igreja de São Paulo e da "Minerva"! Que saudades do Sr. Brito da Farmácia S. Paulo, que tratava as equizemas , conhecidas por "flor do Congo" ! Que saudades das sandes de peixe frito do velho "Campino", e daquele seu "boteco"
defronte da Farmácia São Paulo! Ai que saudades dos doces de ginguba da velha Donana!
Que saudades do Sr. Torrão que vendia no seu carrinho de gelados, os "pirolitos" e a "paracuca", do Seixas! Do "Carinhas"! Do palhaço "Pipofe" e do Carlos da "Casa Lina"! Ai que saudades do "Bar Mariazinha e do Sr. Azevedo...Ai que saudades de todas estas saudades! Saudades de ti, saudades de mim, do tempo e das palavras inocentes que utilizávamos nos nossos diálogos. Há palavras do tempo que faz e há palavras do tempo que é...As palavras do tempo que é, escondem-se por dentro do tempo que faz e certas palavras do tempo que faz matam a palavra do tempo que é!!
Lembras-te do Baleizão e das sandes de presunto e daqueles "finos" de cerveja CUCA, tiradas à maneira, pelo Tarik? E dos restaurantes da conduta com o seu inigualável bacalhau assado na brasa com as travessas cheias de azeite e do frango de churrasco e de cabidela com arroz malandro, também eles confeccionados nos restaurantes da conduta.
Lembras-te do Bairro Zangado e do Muceque Mota? Do Rangel, da Maianga, Vila Alice, Vila Clotilde, Samba, Praia do Bispo, Cassequele, Ingombotas, Marçal, Farra do Braguêz, Bairro da Lixeira, Sambizanga, Caoope...LEMBRAS-TE? E dos Cinemas: "Tropical", "Nacional", "Império", "Miramar", "Restauração", "Cine-Colonial", "Kilumba"...E do "BÊ-Ó"? Com aquelas suas "baronas" (Bailundas, Madeirenses, Indianas, Cabo-verdianas, "Tugas" de Viseu, da Lourinhã e de outras localidades daqui do "Puto"!). E da "Cagalhoça"? E da "Maria das Pressas"? E das "Aleijadinhas" (Irmãs gêmeas)? Grandes "trumunos"!! Cacuaco, Caxito, "Mabubas", "Quifangondo", "Marabunta" inicialmente no Kaiser vermelho e mais tarde no seu "Chevrolet descapotável também ele vermelho"...
Aiué "Santo-Rosa"! Aiué Loja dos "Cambutas"! Aiué "Casa Branca"! Aiué "Catonho-Tonho"! Aiué "Casa Carmona"! Aiué "Gajajeira"! Aiué "Casa Sabú"! "Casa Queimada"! "Karibala"! Desportivo de São Paulo! Aiué "Copacabana"! Aiué o "REX"! Aiué "Liceu Salvador Correia"! Rádio Clube de Angola, com a voz inconfundível de Santos e Sousa! "Uma voz portuguesa em África"! Aiué "Lusolanda", "Robert-Hudson", "Casa Americana", "Bicker", "Quintas e Irmão", "Armazéns do Minho", Aiué "Poço da Morte" com Fernando Silva, "jovem audaz artista português, que sobe as paredes lisas, sem feitiço, do Poço da Morte"! Subam Meninas! Subam!
Irão assistir a um espectáculo nunca dantes visto, onde há a perícia, o Arrojo, a audácia, o sangue-frio e o desprezo pela vida!
Depois do espectáculo, a entrevista ao "Bumbo":
-Então Amigo? O Senhor gostou do espectáculo?
Resposta do patrício:
-Quer dizer...gostar, gostar, propriamente não lhê gostei. Maje...não deram o Arrojo, qui diziam qui davam!
São essas recordações, que nos fazem chorar de saudades! A fragrância da "Katinga", do "Mufete", "Carangueijo de Moçamedes", garôpa, peixe galo, peixe pungo, corvina, peixe prata, o popular "Cacusso assado com feijão de óleo de palma", do "pirão" (caldo com farinha e peixe), indicado para se tomar após uma "ressaca"! "Kimbombo", "Marufo"...?!!!!
E a nossa Ilha!!!!! ???? Ilha distante...tépido Sol...amena frescura das tuas ondas tropicais outras vezes perigosas conhecidas por calema; Acalmia, sossego e paz no encanto da embriaguez de um e do outro. A voz do tempo! A voz daqueles que já partiram!!! A sua voz, suavemente, relança o tempo que é numa estranha melodia que se entranha no íntimo até ao limiar do desejo. AIUÉ MINGUITO, com a sua concertina!! Aiué Velha Guinhas (Cega), mas que via mais do que todos nós!
TUDO PASSOU....TUDO PASSA...Um oculto fogo nos ateia a alma. O tempo parece-nos infinito nessa paragem de mágico sabor...e a ilha do Mussulo, para onde íamos transportados pelo Kapossoka e pelo Kitoco.
TOU CHEIO DE SAUDADES DE TI....LUANDA!!! (CITAÇÃO)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Sua Alteza Real, D. Mário Soares "o chulo de Portugal"
Fortíssimo texto de Clara Ferreira Alves sobre Mário Soares, no Expresso
Tudo o que aqui relato é verdade. Se quiserem, podem processar-me.
Eis parte do enigma. Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.
A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica.
- A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.
- A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma “brilhante” que se viu o processo de descolonização.
- A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.
- A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.
- A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.
- A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os “dossiers”..
- A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.
- A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.
- A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com “testas de ferro” no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.
- A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.
- A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.
- A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.
- A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, “Contos Proibidos”, que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.
- A lucidez que lhe permitiu passar incólume as “ligações perigosas” com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse transportando de diamantes, no dizer do então Ministro da Comunicação Social de Angola).
- A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países (“record” absoluto para a Espanha – 24 vezes – e França – 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).
- A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal, aproveitando para dar uma voltinha de tartaruga.
- A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.
- A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.
- A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.
- A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.
- A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.
- A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.
- A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.
- A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.
- A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.
- A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na… Fundação Mário Soares.
- A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.
- A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era… João Soares.
- A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do “Público”, José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.
- A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.
- A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates “o pior do guterrismo” e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.
- A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais mais uma vez.
- A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.
- A lucidez que lhe permitiu ler os artigos “O Polvo” de Joaquim Vieira na “Grande Reportagem”, baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.
- A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.
No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai…. e não volta mais.
Enquanto tivemos empréstimos, já se lembrou que éramos pobres e que a regra é deixar património para os filhos e não uma herança de dividas? Para quem tem memória curta! Não é por acaso que foi cognominado de viajante…
A Moral dum exímio gastador!!!!!
Alguém se lembra do nosso Presidente Soares e das suas viagens?
Vamos lá fazer um resumo de onde foram gastos milhões dos nossos impostos, só em viagens, com a sua comitiva… tudo pago pelo contribuinte, claro!
1986
11 a 13 de Maio – Grã-Bretanha
06 a 09 de Julho – França
12 a 14 de Setembro – Espanha
17 a 25 de Outubro – Grã-Bretanha e França
28 de Outubro – Moçambique
05 a 08 de Dezembro – São Tomé e Príncipe
08 a 11 de Dezembro – Cabo Verde
1987
15 a 18 de Janeiro – Espanha
24 de Março a 05 de Abril – Brasil
16 a 26 de Maio – Estados Unidos
13 a 16 de Junho – França e Suíça
16 a 20 de Outubro – França
22 a 29 de Novembro – Rússia
14 a 19 de Dezembro – Espanha
1988
18 a 23 de Abril – Alemanha
16 a 18 de Maio – Luxemburgo
18 a 21 de Maio – Suíça
31 de Maio a 05 de Junho – Filipinas
05 a 08 de Junho – Estados Unidos
08 a 13 de Agosto – Equador
13 a 15 de Outubro – Alemanha
15 a 18 de Outubro – Itália
05 a 10 de Novembro – França
12 a 17 de Dezembro – Grécia
1989
19 a 21 de Janeiro – Alemanha
31 de Janeiro a 05 de Fevereiro – Venezuela
21 a 27 de Fevereiro – Japão
27 de Fevereiro a 05 de Março – Hong-Kong e Macau
05 a 12 de Março – Itália
24 de Junho a 02 de Julho – Estados Unidos
12 a 16 de Julho – Estados Unidos
17 a 19 de Julho – Espanha
27 de Setembro a 02 de Outubro – Hungria
02 a 04 de Outubro – Holanda
16 a 24 de Outubro – França
20 a 24 de Novembro – Guiné-Bissau
24 a 26 de Novembro – Costa do Marfim
26 a 30 de Novembro – Zaire
27 a 30 de Dezembro – República Checa
1990
15 a 20 de Fevereiro – Itália
10 a 21 de Março – Chile e Brasil
26 a 29 de Abril – Itália
05 a 06 de Maio – Espanha
15 a 20 de Maio – Marrocos
09 a 11 de Outubro – Suécia
27 a 28 de Outubro – Espanha
11 a 12 de Novembro – Japão
1991
29 a 31 de Janeiro – Noruega
21 a 23 de Março – Cabo Verde
02 a 04 de Abril – São Tomé e Príncipe
05 a 09 de Abril – Itália
17 a 23 de Maio – Rússia
08 a 11 de Julho – Espanha
16 a 23 de Julho – México
27 de Agosto a 01 de Setembro – Espanha
14 a 19 de Setembro – França e Bélgica
08 a 10 de Outubro – Bélgica
22 a 24 de Novembro – França
08 a 12 de Dezembro – Bélgica e França
1992
10 a 14 de Janeiro – Estados Unidos
23 de Janeiro a 04 de Fevereiro – India
09 a 11 de Março – França
13 a 14 de Março – Espanha
25 a 29 de Abril – Espanha
04 a 06 de Maio – Suíça
06 a 09 de Maio – Dinamarca
26 a 28de Maio – Alemanha
30 a 31 de Maio – Espanha
01 a 07 de Junho – Brasil
11 a 13 de Junho – Espanha
13 a 15 de Junho – Alemanha
19 a 21 de Junho – Itália
14 a 16 de Outubro – França
16 a 19 de Outubro – Alemanha
19 a 21 de Outubro – Áustria
21 a 27 de Outubro – Turquia
01 a 03 de Novembro – Espanha
17 a 19 de Novembro – França
26 a 28 de Novembro – Espanha
13 a 16 de Dezembro – França
1993
17 a 21 de Fevereiro – França
14 a 16 de Março – Bélgica
06 a 07 de Abril – Espanha
18 a 20 de Abril – Alemanha
21 a 23 de Abril – Estados Unidos
27 de Abril a 02 de Maio – Grã-Bretanha e Escócia
14 a 16 de Maio – Espanha
17 a 19 de Maio – França
22 a 23 de Maio – Espanha
01 a 04 de Junho – Irlanda
04 a 06 de Junho – Islândia
05 a 06 de Julho – Espanha
09 a 14 de Julho – Chile
14 a 21 de Julho – Brasil
24 a 26 de Julho – Espanha
06 a 07 de Agosto – Bélgica
07 a 08 de Setembro – Espanha
14 a 17 de de Outubro – Coreia do Norte
18 a 27 de Outubro – Japão
28 a 31 de Outubro – Hong-Kong e Macau
1994
02 a 05 de Fevereiro – França
27 de Fevereiro a 03 de Março – Espanha (incluindo Canárias)
18 a 26 de Março – Brasil
08 a 12 de Maio – África do Sul (Tomada de posse de Mandela)
22 a 27 de Maio – Itália
27 a 31 de Maio – África do Sul
06 a 07 de Junho – Espanha
12 a 20 de Junho – Colômbia
05 a 06 de Julho – França
10 a 13 de Setembro – Itália
13 a 16 de Setembro – Bulgária
16 a 18 de Setembro – - França
28 a 30 de Setembro – Guiné-Bissau
09 a 11 de Outubro – Malta
11 a 16 de Outubro – Egipto
17 a 18 de Outubro – Letónia
18 a 20 de Outubro – Polónia
09 a 10 de Novembro – Grã-Bretanha
15 a 17 de Novembro – República Checa
17 a 19 de Novembro – Suíça
27 a 28 de Novembro – Marrocos
07 a 12 de Dezembro – Moçambique
30 de Dezembro a 09 de Janeiro 1995 – Brasil
1995
31 de Janeiro a 02 de Fevereiro – França
12 a 13 de Fevereiro – Espanha
07 a 08 de Março – Tunísia
06 a 10 de Abril – Macau
10 a 17 de Abril – China
17 a 19 de Abril – Paquistão
07 a 09 de Maio – França
21 de Setembro – Espanha
23 a 28 de Setembro – Turquia
14 a 19 de Outubro – Argentina e Uruguai
20 a 23 de Outubro – Estados Unidos
27 de Outubro – Espanha
31 de Outubro a 04 de Novembro – Israel
04 e 05 de Novembro Faixa de Gaza e Cisjordânia
05 e 06 de Novembro – Cidade de Jerusalém
15 a 16 de Novembro – França
17 a 24 de Novembro – África do Sul
24 a 28 de Novembro – Ilhas Seychelles
04 a 05 de Dezembro – Costa do Marfim
06 a 10 de Dezembro – Macau
11 a 16 de Dezembro – Japão
1996
08 a 11 de Janeiro – Angola
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
RECORDANDO O QUE FOI ESCRITO EM 2008 SOBRE JOSÉ SÓCRATES
Sócrates e a liberdade
Por António Barreto
EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos. Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista! Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista! Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista! Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas.
Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos. Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.
EM TRAÇO GROSSO, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos “fascistas” faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.
POR ISSO SINTO INCÓMODO em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes. As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país. Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos. A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos. A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se. A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se. O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados. Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.
O CATÁLOGO É ENORME. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos. A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos. Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana. Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades. Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.
MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano. Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos. A videovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso. A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas. A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro. A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência. A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos. A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante. As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na “comunicação social” em geral, sucedem-se. A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas. A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.
NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo. O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.
TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente. Será anestesia? Resignação? Acordo? Só se for medo...
«Retrato da Semana» - «Público» de 6 de Janeiro de 2008
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