quinta-feira, 4 de novembro de 2010

BOM EXEMPLO DE MOITA FLORES

Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar contra a Fome.

Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete.

Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolo-rei cheirou-me a esturro. Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.

Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores. No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam portrês grupos. O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco. O segundo, menos provocador,resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de
produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem. O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico:flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal.

Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável. Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebe milhares e se expede milhares.

Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito,alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos cerca de 8 toneladas de alimentos.

Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros, ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar. Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei
enquanto funcionário público. Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar. E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.

Francisco Moita Flores, Professor Universitário e Presidente da Camara
Municipal de Santarém

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

OUVI DIZER - 42

Cunhada de Sócrates é assessora na EPAL

A EPAL, empresa pública tutelada pelo Ministério do Ambiente, contratou em Junho deste ano, já em plena derrapagem das contas públicas, a cunhada do primeiro-ministro para assessora do conselho de administração. A admissão de Mara Mesquita Carvalho Fava, irmã de Sofia Fava (ex-mulher de José Sócrates), nos quadros da EPAL ocorreu após quase dois anos como trabalhadora da empresa a recibos verdes. A cunhada de José Sócrates terá um salário mensal bruto de 2103 euros, acrescido de 21,5% do ordenado por isenção de horário de trabalho.

O ingresso de Mara Fava nos quadros da EPAL foi revelado pelo próprio jornal da empresa: na edição de Junho de 2010 do ‘Águas Livres’, na coluna Movimento de Pessoal, indica-se que foram admitidas Mara Fava e Mariana Barreto Dias de Castro Henriques, mulher de Jorge Moreira da Silva, ex-secretário de Estado do Ambiente, ex-consultor do Presidente da República e vice-presidente do PSD.

A Comissão de Trabalhadores, em resposta ao CM, assume que o assunto "é falado entre os trabalhadores da EPAL e em termos nada abonatórios para os envolvidos directa ou indirectamente na sua admissão, assim como para a justificação do vencimento mais isenção de horário de trabalho".

COMENTÁRIO: Assessora de um assessor!!!! looooooooooooooool 2103€ + 452€ (21,5%) = 2555€ por mês!!! É para isto que servem os Institutos Públicos, Empresas Municipais, Fundações..

Eis a razão porque não as extinguem. É aqui que é roubado o nosso dinheiro para dar aos familiares da bandidagem.

domingo, 31 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ATÉ QUANDO ESTE REGABOFE?

Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação. Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções. Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc. cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou, em alternativa – que parece ser o mais sensato – os mesmos serem pura e simplesmente extintos. Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.
Veja-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:

ORGANISMOS DESPESA (em milhões de € )
• Cinemateca Portuguesa ----------------------------------3,9
• Instituto Português de Acreditação ---------------------4,0
• Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos ---6,4
• Administração da Região Hidrográfica do Alentejo -------7,2
• Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias --------------7,4
• Instituto Português de Qualidade -----------------------7,7
• Administração da Região Hidrográfica do Norte ----------8,6
• Administração da Região Hidrográfica do Centro ---------9,4
• Instituto Hidrográfico --------------------------------10,1
• Instituto do Vinho do Douro ---------------------------10,3
• Instituto da Vinha e do Vinho -------------------------11,5
• Instituto Nacional da Administração -------------------11,5
• Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural --------12,3
• Instituto da Construção e do Imobiliário --------------12,4
• Instituto da Propriedade Industrial -------------------14,0
• Instituto de Cinema e Audiovisual ---------------------16,0
• Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional --18,4
• Administração da Região Hidrográfica do Algarve -------18,9
• Fundo para as Relações Internacionais -----------------21,0
• Instituto de Gestão do Património Arquitectónico ------21,9
• Instituto dos Museus ----------------------------------22,7
• Administração da Região Hidrográfica do Tejo ----------23,4
• Instituto de Medicina Legal ---------------------------27,5
• Instituto de Conservação da Natureza ------------------28,2
• Laboratório Nacional de Energia e Geologia ------------28,4
• Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu -----------28,6
• Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público ---32,2
• Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos ---------32,2
• Instituto de Informática ------------------------------33,1
• Instituto Nacional de Aviação Civil -------------------44,4
• Instituto Camões --------------------------------------45,7
• Agência para a Modernização Administrativa ------------49,4
• Instituto Nacional de Recursos Biológicos -------------50,7
• Instituto Portuário e de Transportes Marítimos --------65,5
• Instituto de Desporto de Portugal ---------------------79,6
• Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres --89,7
• Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana ---------328,5
• Instituto do Turismo de Portugal ---------------------340,6
• Inst. Apoio P.as e Médias Empresas e à Inovação ------589,6
• Instituto de Gestão Financeira -----------------------804,9
• Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas ---920,6
• Instituto de Emprego e Formação Profissional -------1.119,9
• TOTAL-----------------------------------------------5.018,4

- Se se reduzissem em 20% as despesas com estes – e apenas estes – organismos, as poupanças rondariam os 1000 milhões de €, e evitava-se a subida do IVA.
- Se fossem feitas fusões, extinções ou reduções mais drásticas, a poupança seria da ordem dos 4.000 milhões de €, e não seriam necessários cortes nos salários.
- Se, para além disso, em outros tantos Institutos se procedesse de igual forma, o PEC 3 não teria sequer razão de existir.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

IDEIA SOCRATINA

"O leitinho com chocolate passa de 6% para 23% de IVA. O vinho mantém-se a 13%. Os meus netos vão passar a levar Porta da Ravessa para a escola..."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

FAMILIA NUMEROSA

Sigam este link:

http://www.sic.pt/online/video/informacao/Jornal+da+Noite/2010/10/edicao-de-17-10-2010-2-parte-dia-da-erradicacao-da-pobreza-familia-numerosa-faz-contas-a-crise17-10-.htm

domingo, 17 de outubro de 2010

CONTINUAÇÃO MISSÃO ANGOLA



Foi a pilotar este Cesna que sobrevoei Luanda e parte do Futungo de Belas.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OUVI DIZER - 41

A vergonha do que se passa neste momento em Portugal é tanta que os actuais governantes socialistas esquecem-se do seguinte:

"Acórdão do Tribunal Constitucional nº 141/02
"(...)

Nestes termos, decide-se:

a. declarar, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma constante do artigo 11º da Lei nº 2/92, de 9 de Março (Lei do Orçamento do Estado para 1992), na medida em que operou uma redução da remuneração global auferida por pessoal por ela abrangido e que se encontrava já em exercício de funções à data da sua entrada em vigor, por violação do princípio da confiança, ínsito no princípio do Estado de direito democrático, consagrado no artigo 2º da Constituição;

b. declarar, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma constante do artigo 9º da Lei nº 30-C/92, de 28 de Dezembro (Lei do Orçamento do Estado para 1993), na medida em que manteve a referida redução da remuneração global auferida pelo mesmo pessoal antes da entrada em vigor da Lei nº 2/92. "

Para quem nunca quis mudar a Constituição agora quer corrigir erros de governação.

Afinal sempre tive razão que este cidadão que é Primeiro-Ministro nunca deveria ter chegado ao cargo, os factos e História serve de prova

terça-feira, 12 de outubro de 2010