quarta-feira, 13 de maio de 2009

A MENTIRA DE UM PÉSSIMO JORNALISTA

Esta noticia é a demonstração de que há jornalistas que não têm o pejo de mostrar o quanto valem: ZERO. Não importa saber se neste caso há influência por parte alguém ou se o jornalista em causa está ao serviço da candidatura do seu patrão.
Como é possivel ter o descaramento em aranjar argumentos sobre um candidato que ainda não deu o primeiro passo para a vida.
Para aqueles que não saibam este senhor jornalista é um dos que há tres anos fez censurua e cortes em noticias oriundas do grupo antagonista do actual poder no Sporting.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

VERDADE 8

Agora são as duvidas com o património
http://www.tvi24.iol.pt/videos/3

domingo, 10 de maio de 2009

CITANDO JOFFRE JUSTINO

Devemos Agradecer a Deus Estarmos a Viver a Crise em Portugal?

Alguns dirão, lá vem mais uma acção de campanha partidária, (já mo disseram…), mas eu prefiro contar o como anda o Mundo, todo ele, para que a Solidariedade, entre esta Crise, seja cada vez maior, a Bem de Todos. Por isso vos convido a ver o filme de Ferdinand Dinamara, que venceu nas Curtas Metragens, o 56º Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Em baixo está o acesso ao mesmo. É um filme simples, até começa bem, em um país asiático, entre jovens e fastfood. Mas o relato sequencial recorda-nos que morrem de fome, todos os dias, no Mundo, 25000 Pessoas, como mostra o que é a Verdadeira Reciclagem da Vida!

Temos, 195,2 milhões de Pessoas no Desemprego no Mundo, e 20 milhões na União Europeia, já o escrevi. A actividade mundial tem vindo a decrescer durante todos estes últimos meses e as expectativas de recuperação não são visíveis. Mais uma vez, o sistema colapsou em consequência da ganância de uns tantos, uma imensa, ultra, minoria quer brincou com as nossas poupanças, e, até, com o nosso desejo de uma Vida Melhor.

Felizmente vivemos numa sociedade com Segurança Social, com Saúde Pública, com um sistema de solidariedade institucional, estatal e comunitária, forte. A Crise afecta-nos claro, mas muito menos do que verão no filme que cito e que podem ver clicando abaixo, porque vamos tendo um Estado que, com os nossos impostos, e porque superou a Crise Orçamental em que vivíamos, sustenta uma rede mínima que nos mantém.

Por isso também, em vez dos 20% de Desemprego da vizinha Espanha, estamos nos 8,5% de Desemprego, para os 8,9% da União Europeia.

E poderíamos estar melhor se nos empenhássemos mais na Solidariedade. As Empresas, com um pouco mais de Solidariedade, apoiariam mais oportunidades para Qualificar Pessoas, enquanto a Crise existisse e o Desemprego se mantivesse.

Vejam o filme, e reflictam na sorte que temos, mesmo que seja uma absoluta verdade que aumentou o nº de Pobres em Portugal e saibamos agradecer a Deus por estarmos aqui a viver. No entanto, não basta agradecer, saibamos também agir e apoiar quem lidam com quem se encontra verdadeiramente dentro da Crise – os Desempregados!

Mais Solidariedade é o que se nos exige! E mais Solidariedade significa Saber Responder, mais uma vez a uma já clássica questão que Kennedy deixou para as Gerações Futuras,

Não perguntes o que o Estado pode Fazer por Nós! Pergunta Sim o que Podes Tu Fazer Por Nós!

http://www.cultureunplugged.com/play/1081/Chicken-a-la-Carte

quarta-feira, 6 de maio de 2009

VERDADE 7

Será tudo isto é uma cabala?
Estamos perante o quê?
Para quem não teve oportunidade de ver a reportagem siga o link http://www.tvi24.iol.pt/videos/informacao/2
e procure Cova da Beira.
Por muito menos houve eleições antecepidas em 2005. Convocadas por senhor que ocupava o espaço de Belém. Que fez deslocações emotivas a várias partes do Mundo, como aquela de 11 de Abril de 1997 a Luanda para a posse do Governo Unidade e Reconciliação Nacional.
Mas depois de muitos actos imcompreensivas consegue ter o despudor de propor um Bloco Central para governar o país.
Quem é que liderará um Governo com essa génese incendiária.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

VERDADE 6


E se houvesse a coragem de aparecer em Portugal um órgão de comunicação social com um título idêntico, alterando como é óbvio a fotografia.
A nós Zapatero nada nos diz, pouco importa o grau de perigo para o país.
Em Portugal somos todos os dias atacados em nome de algo que desconhecemos.
E não há a coragem para gritar alto que cidadão José Pinto Sousa é um perigo!

domingo, 3 de maio de 2009

A VERDADE 5


Edifício Heron Castilho
Documentos da casa de mãe de Sócrates perderam-se no notário
Por Felícia Cabrita

O Ministério Público (MP) recebeu esta semana uma participação da Ordem dos Notários, que dá conta do desaparecimento dos documentos que suportavam a escritura notarial e identificavam a empresa offshore que vendeu o apartamento no Heron Castilho, em Lisboa, a Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe do primeiro-ministro


A queixa criminal foi feita ao DCIAP (Departamento Central de Investigação e Acção Penal), onde decorre o inquérito ao ‘caso Freeport’, e também ao DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) de Lisboa.
A descoberta foi feita no cartório de Lígia Monteiro, na zona de Santos. A notária, quando se preparava para entregar a escritura da casa de Adelaide Monteiro a um jornalista, pediu a uma funcionária que lhe fosse buscar ao arquivo o maço onde deveriam estar os documentos para os quais a escritura remete. Nomeadamente, os documentos relativos ao imposto de sisa, à identificação da procuradora que, segundo a escritura, representou a empresa vendedora – a Stolberg Investiments Limited, uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas –, bem como o certificado da Incorporação da Sociedade e respectivos documentos.
Mas, no maço para que remetiam todas as escrituras daquele ano, apenas as que se referem à compra do apartamento de Maria Adelaide Monteiro tinham desaparecido. A notária ficou estupefacta e deu ordens para que se procurasse nos maços seguintes. «Nunca me tinha acontecido aquilo. Há regras: os livros têm de estar numerados por folhas e não pode falhar um documento», explicou ao SOL

A VIGARICE DOS MEDICAMENTOS E AGORA VAI PARA A EUROPA

"Visto que aparentemente existe algum desconhecimento e mal entendidos acerca da
Lei dos genéricos, junto envio este anexo, que espero, seja útil.
Desde há 3 anos que o médico é obrigado, ao prescrever um medicamento, indicar em
primeiro lugar o princípio activo e depois o nome comercial (marca) do medicamento,
ou laboratório, no caso de o medicamento ser genérico. E porquê? Passo a explicar.
Lembremo-nos do modelo normalizado de uma receita médica actualmente em circulação
O quadro a vermelho no boletim de receita é onde o médico pode autorizar ou não autorizar a substituição dos medicamentos prescritos por medicamentos genéricos, se existirem. Então nesse quadro três coisas podem acontecer:
1. O médico prescreve medicamentos de marca ou “originais” e não autoriza a
substituição por genéricos.
2. O médico prescreve “medicamentos genéricos” à partida, e se assinalar que
não autoriza substituição, então está a manifestar o desejo que o medicamento
prescrito seja esse e apenas esse ou apenas desse laboratório.
3. O médico autoriza a substituição dos medicamentos prescritos por
medicamentos genéricos.
Porquê? O médico é soberano e cabe-lhe a ele o direito de prescrição dos
medicamentos que ele entende serem melhores para o utente.
Caso o médico autorize ou não preencha o quadro assinalado, está a transmitir ao
farmacêutico que permite a substituição por medicamentos genéricos com a
respectiva autorização do utente.
PROCEDIMENTO DO FARMACÊUTICO
1. Médico não autoriza substituição: o farmacêutico tem de estar caladinho e
fornecer todos os medicamentos que o médico prescreveu, sob o risco de estar
a cometer uma ilegalidade (e como nós temos de trabalhar e não queremos ir
presos, não substituímos)
2. Médico “autoriza” ou não preencheu o quadro: o farmacêutico tem por
obrigação informar o utente que existe no mercado um medicamento IGUAL e
mais barato e que pode substituir, mas só substitui com o conhecimento e
autorização do utente.
QUAL A VANTAGEM DE SUBSTITUIR POR GENÉRICOS
Agora vamos à parte das contas que ninguém quer fazer, mostrar ou perceber. Esse
papel fica para o malandro do farmacêutico que quer enganar toda a gente. É
preferível dizer mal daqueles que trabalham do que explicar isto.
Há 3 anos atrás era assim:
Vamos tomar como exemplo um medicamento que tem P.V.P. de 100€ e cuja
comparticipação do Estado é de 50% (ATENÇÃO estes valores não são reais, são usados
para facilitar as contas, ou seja, vamos usar mais ou menos uma “média”. Na realidade, o Estado
comparticipa os medicamentos segundo classes, por exemplo: antibióticos 69%, antiinflamatórios
45%, etc., isto para o regime geral de comparticipação. Os reformados e
outras pessoas com menos rendimentos têm regime especial de comparticipação e os
valores de comparticipação são maiores.
Se um medicamento custa 100€, o utente chega à farmácia com receita, paga 50€, a farmácia
mais tarde recebe 50€ do Estado e pronto…tudo certo.
O problema é que há 3 anos introduziu-se a lei dos genéricos, que, em meu entender,
veio beneficiar toda a gente. Esta lei introduziu uma nova variável: o preço de
referência.
E o que é isto perguntam vocês? A Lei da introdução de genéricos no mercado obriga a
que os genéricos tenham um preço 35% mais baixo do que o medicamento de marca
mais barato disponível no mercado (mais ou menos). Isto é o preço de referência. Ou
seja, nenhum genérico pode ser mais caro que este valor. Até aqui tudo ok, nada a
assinalar, mas…passou a ser também este o valor pelo qual o Estado comparticipa os
medicamentos de “marca”, que têm genérico no mercado, e não pelo P.V.P., como era
antes.
Vejamos então: o genérico tem de ser 35% mais barato (a partir dos 100€ P.V.P. do exemplo
anterior), logo dá 65€ P.V.P., Ok! Estado paga 50% dos 65€, logo o utente paga 32,5€ e o Estado paga depois à farmácia 32,5€, magnífico!
Poupa o utente, poupa o Estado em dinheiro dos contribuintes e toda a gente fica
contente. Óptimo! Isto só acontece se o médico prescrever medicamentos genéricos
ou permitir a substituição dos medicamentos de marca. Foi para isto que se criou a Lei
dos genéricos, mas…atenção à má interpretação ou desconhecimento da Lei…
O mesmo medicamento de marca que há três anos custava 50€ ao utente e ao Estado
(à direita), com a introdução do preço de referência, o Estado só comparticipa a partir
dos 65€ (preço de referência ou preço do genérico). O Estado paga às farmácias os
mesmos 32,5€, mas o utente…tss,tss…esse paga 67,5€ espanto?
Façamos contas. O P.V.P. é 100€ certo? Então se o Estado paga 32,5, porque só
comparticipa 50% dos 65€ quem é que acha que paga a diferença do preço de
referência (65€) para o P.V.P. (100€), ou seja 35€? O utente claro, “excelente dedução
meu caro Watson”. Se você, ou o seu médico, continuarem a insistir em escolher ou
prescrever medicamentos de marca que tenham genéricos no mercado, só o Estado é
que poupa, o que não é descabido de todo, pois os nossos impostos não têm de estar a
comparticipar a teimosia de alguns (optar por medicamentos de marca). Isto é que
tem de ser dito, não é que os farmacêuticos são malandros. Mas isso não traz votos.
No entanto, apontar bodes expiatórios…
Conclusão: de um ano para o outro com esta nova Lei, a sua factura de farmácia
aumentou, segundo este exemplo, 17,5€, e repito, isto entrou em vigor há 3 anos, o
que reflecte um aumento de 35% em 1 ano apenas, se não me enganei nas contas.
Pergunta… será isto um aumento em linha de conta com a inflação? E os
congelamentos de salários? E a perda de poder de compra? E o aumento das
prestações das casas, combustíveis e bens essenciais? E a desvalorização dos imóveis?
E nós farmacêuticos é que somos maus da fita em mostrar isto aos utentes e incentivar
a substituição por genéricos (que são exactamente o mesmo medicamento) só quando
o médico autoriza, claro? E os Srs. Drs. Médicos, não sabem isto? É mais fácil malhar
no farmacêutico, que é quem tem de pedir o dinheiro do medicamento ao utente.
Compreende-se que o doente esteja revoltado depois de ter estado horas infindáveis
nas urgências, ou meses, à espera de consulta de médico de família, e muitas vezes ser
maltratado pelo médico, ou este não lhe dar a devida atenção, não é?
Será coincidência este governo ter começado esta legislatura a atacar os
farmacêuticos, chamando-lhes incompetentes e corporativistas e estar a acabar a
legislatura da mesma maneira? Se a ANF tem poder a mais e o Governo quer acabar
com isso, por mim tudo bem, não é a ANF que nos paga. A ANF é a associação que
defende os interesses dos proprietários de farmácia. Agora dizer que andámos 5 anos
a estudar para enganar pessoas….isso já é demais.
Mas estou a ser injusto, porque este Governo baixou 6% por ano o P.V.P. dos
medicamentos. Ok! Para aqueles que dizem que os genéricos são mais baratos logo
não têm tanta qualidade, então pergunto, se o Governo manda baixar o preço dos
medicamentos de marca 18% em 3 anos, o medicamento perdeu qualidade foi? Sim
porque para quem ainda não sabe, os preços dos medicamentos são negociados entre
a Industria Farmacêutica e o Governo, e nunca com as Farmácias. E foi o governo que
obrigou a que o preço do genérico fosse 35% mais baixo. Será que o governo decretou
que os genéricos têm 35% menos de qualidade?
Vejamos o mesmo medicamento de marca, com genérico no mercado, que custa 100€
e tiramos 18% (6% durante 3 anos) e dá 82€. O preço de referência mantém-se nos
65€. Ora aqui está a grande obra de engenharia do Sr.Engenheiro, que ninguém explica.
Há 3 anos, você pagava 50€, e o Estado pagava 50€, agora o Estado paga 32,5€, como já
vimos anteriormente e você paga 49,5€. Ou seja, virtualmente o mesmo que há 3 anos atrás, e isto com valores fictícios para facilitar as contas, garanto-vos que na realidade as diferenças são
maiores. Isto mostra que esta descida de preços nos medicamentos não beneficiou em
nada os utentes que optam por medicamentos de marca, ou que se sujeitam aos
caprichos dos médicos.
E você? Acha que beneficiou com a redução de preços dos medicamentos? Não acha
uma irresponsabilidade dos médicos, dizerem aos seus doentes, que os medicamentos
genéricos não têm a mesma qualidade que os de marca? Sabia que nos Hospitais a
maioria dos medicamentos fornecidos aos doentes internados são genéricos? Então
porque é que os médicos prescrevem medicamentos de marca a esses mesmos
doentes quando têm alta? Será que os medicamentos de marca organizam mais
congressos? Ou só servem para equilibrar os orçamentos dos hospitais?
Espero que este documento, no mínimo, o tenha esclarecido sobre as regras da
comparticipação de medicamentos, e se tem dúvidas sobre o que lhe digo, porque tem
saúde e não é cliente frequente da farmácia, então pegue na factura de medicamentos
dos seus avós, ou pais, e perca alguns minutos a fazer umas continhas.
Para terminar, gostava de esclarecer, que um medicamento genérico não é uma
aberração da indústria farmacêutica, nem são sobras de medicamentos. É um
medicamento como os de marca, sujeito a rigorosos testes de controlo de qualidade. E
eu sei bem disso…já trabalhei na produção de medicamentos genéricos, e passei
muitas horas em ensaios para demonstrar a qualidade dos medicamentos, e muito
bons técnicos e farmacêuticos, continuam todos os dias a trabalhar nesse sentido.
A única diferença dos medicamentos genéricos para os de marca é que não têm nome
comercial, indicam apenas o princípio activo e o nome do laboratório que o produz.
Espero ter sido claro. Se não o fui peço desculpa, mas garanto que estarei sempre
disponível, quer pessoal quer profissionalmente, para esclarecer estas dúvidas."

sábado, 2 de maio de 2009

CITANDO MÁRIO CRESPO

«Os bons e os maus

Já há mais jornalistas a contas com a justiça por causa do Freeport do que houve acusados por causa da queda da ponte de Entre-os-Rios. Isto diz muito sobre a escala de valores de quem nos governa.

Chegar aos 35 anos do 25 de Abril com nove jornalistas processados por notícias ou comentários com que o Chefe do Governo não concorda é um péssimo sinal.
O Primeiro-ministro chegou ao absurdo de tentar processar um operador de câmara mostrando que, mais do que tudo, o objectivo deste frenesim litigante é intimidar todos os que trabalham na comunicação social independentemente das suas funções, para que não toquem na matéria proibida. Mas pode haver indícios ainda piores.
Se os processos contra jornalistas avançarem mais depressa do que as investigações do Freeport, a mensagem será muito clara. O Estado dá o sinal de que a suspeita de haver membros de um governo passíveis de serem corrompidos tem menos importância do que questões de forma referentes a notícias sobre graves indícios de corrupção.
Se isso acontecer é a prova de que o Estado, através do governo, foi capturado por uma filosofia ditatorial com métodos de condicionamento da opinião pública mais eficazes do que a censura no Estado Novo porque actua sob um disfarce de respeito pelas liberdades essenciais.

Não havendo legislação censória, está a tentar estabelecer-se uma clara distinção entre "bons" e "maus" órgãos de informação com advertências de que os "maus" serão punidos com inclemência.
O Primeiro-ministro, nas declarações que transmitiu na TV do Estado, fez isso clara e repetidamente. Pródigo em elogios ad hominem a quem não o critica, crucifica quem transmite notícias que lhe são adversas.
Estabeleceu, por exemplo, a diferença entre "bons jornalistas", os que ignoram o Freeport, e os "maus jornalistas" ou mesmo apenas só "os maus", os que o têm noticiado. Porque esses "maus" não são sequer jornalistas disse, quando num exercício de absurdo negou ter processado jornalistas e estar a litigar apenas contra os obreiros dos produtos informativos "travestidos" que o estavam a difamar. E foi num crescendo ameaçador que, na TV do Estado, o Chefe do Governo admoestou urbi et orbi que, por mais gritantes que sejam as dúvidas que persistem, colocar-lhe questões sobre o Freeport é "insultuoso", rematando com um ameaçador "Não é assim que me vencem".

Portanto, não estamos face a um processo de apuramento de verdade. Estamos face a um combate entre noticiadores e noticiado, com o noticiado arvorando as armas e o poder que julga ter, a vaticinar uma derrota humilhante e sofrida aos noticiadores.
Há um elemento que equivale a uma admissão de culpa do Primeiro-Ministro nas tentativas manipulatórias e de condicionamento brutal da opinião pública: a saída extemporânea de Fernanda Câncio de um painel fixo de debate na TVI sobre a actualidade nacional onde o Freeport tem sido discutido com saudável desassombro, apregoa a intolerância ao contraditório.

Assim, com uma intensa e pouco frequente combinação de arrogância, inabilidade e impreparação, com uma chuva de processos, o Primeiro Ministro do décimo sétimo governo constitucional fica indelevelmente colado à imagem da censura em Portugal, 35 anos depois de ela ter sido abolida no 25 de Abril.

CITANDO MÁRIO CRESPO

Opinião - Jornal de Notícias - Mário Crespo

Desculpem, não tenho soluções!

Ouvir dizer ao mais alto nível do Estado que não há soluções para ohorror do desemprego é ouvir dizer que o Estado faliu. Meia centena detrabalhadores despedidos de fábricas em Barcelos e Esposende tiveramessa experiência de anticidadania. Numa visita, o presidente daRepública foi confrontado com um grupo de desempregados que empunhavamcartazes pedindo ajuda. Foi ter com eles e disse-lhes que não tinhanenhuma solução para os seus problemas.Para um chefe de Estado é proibido dizer isso aos seus concidadãos edepois embarcar num carro alemão de alto luxo e cilindrada, acenando,apoquentado, aos que nada têm.É isso que faz querer que os ricos paguem as crises.Só se é chefe de um Estado para trabalhar na busca de soluções eencontrá-las. Sem isso não se é nada. Ser presidente em Portugal não éum cargo ritual. O presidente tem nas mãos ferramentas poderosas parainfluenciar o destino do país. Pode nomear e demitir governos, chamaragentes executivos e executores, falar aos deputados sempre quequiser, reunir conselheiros, motivar empresários, admoestar ministrose deve, sobretudo, exigir resultados. Ser chefe de Estado em Portugalinclui poderes executivos, e como tal, ter responsabilidades deexecutivo. Ao dizer que não tem soluções para as vítimas do descalabroque há três décadas estava em gestação no país onde ocupou os maiselevados cargos, o presidente da República dá à Nação a mensagem deque nem ao mais alto nível há o sentido da responsabilidade nem acultura de responsabilização.Ao dizer aos desempregados de Barcelos que nada pode fazer, opresidente diz a todo o Portugal que o Estado e o seu sistema não sãomais do que um imenso círculo de actores autodesresponsabilizados quevão passando a batata-quente de uns para os outros. Depois destasdeclarações aos desempregados, o célebre letreiro "The Buck StopsHere", que Roosevelt tinha na sua secretária, não tem lugar na mesa detrabalho do presidente português. Com esse letreiro, que equivale adizer que a batata-quente não passa daqui, Roosevelt lançou as basesda maior economia do Mundo das cinzas da grande depressão. EmPortugal, na maior depressão de sempre, o presidente diz que não temsoluções. Devia tê-las. Aníbal Cavaco Silva desde Sá Carneiro queparticipa no Governo. Dirigiu executivos durante a década em quePortugal teve a oportunidade histórica de ter todo o dinheiro do Mundopara se transformar num país viável. Mesmo com a viabilidade daeconomia questionada, Cavaco Silva, como profissional que é, regressaà política com uma longa e feroz luta pela presidência da República.Assumiu-se como a "boa moeda" que conseguiria resistir às investidasdas "más moedas", na sua cruel pedagogia da Lei de Gresham, que foideterminante para aniquilar um governo do seu próprio partido edar-lhe a chefia do Estado.É um homem de acção impiedosa e firme, quando a quer ter.Se o pronunciamento que fez de não ter soluções para esta crise foiuma tentativa de culpabilizar só o Governo, então foi de uminsuportável, mas característico, tacticismo. Se foi sincero, entãofoi vergado pelo remorso, e anunciou que a sua longa carreira depolítico e de homem público chegou ao fim.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

VERDADE 4

Para quem não viuobrigatório ver e ouvir

http://www.videos.iol.pt/consola.php?projecto=27&mul_id=13130598&tipo_conteudo=1&tipo=2&referer=1

Haja mais portugueses assim, para termos um País estaria bem melhor....